Kanaan fala em “salto muito grande” no Texas e detalha medidas de segurança da Indy

Em participação no Paddock GP, Tony Kanaan contou sobre as dificuldades da pista no Texas e a felicidade por voltar a correr

Tony Kanaan marcou um top-10 na abertura da temporada 2020 da Indy, realizada no Texas, no último sábado (6). O brasileiro competirá apenas nos ovais no seu ano de despedida.

Em participação no Paddock GP, Kanaan comentou sobre o grande passo dado pela Foyt em comparação ao ano passado, além das primeiras dificuldades após longo tempo fora.

“A Foyt chegou lá com um carro que surpreendeu. Estávamos bem competitivos, entre os 10 primeiros com os dois carros. Faziam oito meses que eu não dirigia o carro, então, para mim, demorou um pouquinho para pegar a mão de volta. Tivemos 1h20 de treino, que acabaram virando 40 minutos por causa das bandeiras amarelas, então realmente fomos direto para a classificação. Foi boa, classificamos em 10º e terminamos em 10º. Para nós, foi um salto muito grande do ano passado”, declarou

O veterano brasileiro também detalhou os procedimentos de segurança e isolamento social por conta do coronavírus.

“Em termos do fim de semana, foi complicado, todo mundo teve de sacrificar um monte de coisas para estar lá. Mas foi importante voltar a correr. Sem público, um dia de evento só, com treino, classificação e corrida no mesmo dia. Limite de pessoas dentro dos boxes, a gente não podia levar nossas mulheres, o manager, ninguém. Cada equipe, por carro, poderiam levar só 20 pessoas. Tinham certas áreas que certos membros das equipes não podiam ir, outros podiam, enfim. Todo mundo usando máscara o tempo todo. Foi super quente, que eu me lembre foi uma das corridas mais quentes que já fiz”, citou.

Tony Kanaan no Texas
Tony Kanaan voltou a ter o patrocínio da 7-Eleven para a temporada de despedida da Indy. O piloto brasileiro usa o #14 da Foyt no Texas (Foto: IndyCar)

Kanaan falou sobre as condições do asfalto em Fort Worth. A pista foi bastante criticada pela falta de aderência no trecho alto.

“Uma pista sem borracha. Só tivemos 40 minutos de treino, então não deu muito tempo de fazer uma nova linha. Um carro novo com o tal do para-brisa que eles chamam de ‘windscreen’. Ficou mais pesado, ele tem mais arrasto e mudou o centro de gravidade. O carro em si, em termos de tocada, mudou muito do que era no ano passado. O carro está mais pesado, desgasta mais os pneus. Uma combinação disso tudo com a temperatura quente, o carro um pouco mais lento, a pista que estava sem a aderência que tinha de estar fez uma corrida de linha só. Muito difícil de passar. Precisava ter um carro muito bom se conseguisse passar alguém. Se não conseguisse, realmente era ficar atrás e o cara da frente cometesse um erro, ou no pit-stop”, citou.

O campeão da Indy em 2004 também mostrou gratidão por correr pela primeira vez após a pandemia, mesmo em uma condição longe da normalidade.

“Foi super esquisito sem público. Pela primeira vez na minha carreira entrei na pista e não tinha uma pessoa na arquibancada, mas essas eram as condições que a gente tinha. Em termos de televisão, tirando as 500 Milhas de Indianápolis, foi a corrida mais assistida desde 2016. Com certeza foi um saldo positivo. Fossem outros tempos estaríamos reclamando de um monte de coisas aqui, que a corrida foi isso, foi aquilo, que a pista estava ruim, que estava muito quente. Depois dessa pandemia e todos os acontecimentos do mundo, temos só de agradecer que conseguimos entrar na pista, correr, sair de lá bem. O resto a gente corre atrás”, completou.

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