Meyer Shank admite que “não estava pronta para sucesso” após vitória de Castroneves

Apesar de ter trazido fãs e sucesso para a Meyer Shank, vitória de Helio Castroneves na Indy 500 também veio com um sucesso inesperado para a equipe de Ohio

A Peugeot apresentou seu novo hipercarro: eis o 9X8, que nasce sem asa traseira (Vídeo: Peugeot)

Em meio a pausa das ações nas pistas da Indy, a Meyer Shank segue planejando o futuro e analisando o presente. Após conquistar a Indy 500 de maneira inédita com Helio Castroneves, a equipe de Pataskala colhe os frutos da conquista, mesmo que alguns de forma bem inesperada.

Em entrevista ao jornal Miami Herald, o dono da equipe Michael Shank afirmou que a escuderia não estava preparada para tamanho sucesso. Apesar de celebrar o fato de contar com cada vez mais fãs, a demanda por produtos da equipe, por exemplo, tem se tornado um problema.

“Aquela grande vitória mudou muita coisa para nós. O entusiasmo pelo programa, é algo que temos que abraçar. Agora os fãs compram nossos produtos. Porém, passamos a ter um problema com isso. Não estávamos prontos para isso, literalmente”, revelou Shank.

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Helio Castroneves vai de azul no GP de Nashville (Foto: Reprodução/Meyer Shank)

“Vivo perguntando para o pessoal das vendas o porquê de sempre estarmos com os produtos fora de estoque. Eles sempre respondem que estão produzindo o mais rápido que conseguem. Mas não estávamos preparados para vencer a Indy 500 sob vários ângulos. Creio que, agora, estamos prontos do ponto de vista operacional. Mas quando isso acontece é tipo ‘Ô, merda’. Mas, de verdade, é o melhor problema para se ter”, disse.

Nascida em 1989, a equipe de Ohio tem como meta clara se estabelecer cada vez mais na Indy. Contando com Jack Harvey para toda a temporada e com o dono de quatro vitórias da Indy 500, Helio Castroneves, para seis corridas no ano, a equipe já trabalha para contar com o brasileiro por mais tempo no futuro.

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Com braços na Indy e no IMSA, a Meyer Shank tem um desejo muito claro: competir em Le Mans a partir de 2023, quando as equipes do IMSA estarão hábeis para competir na tradicional prova de endurance. Porém, o dirigente já aponta que o alto custo é um empecilho, e desde já se desdobra para tornar o sonho possível.

“Nosso plano é ir a Le Mans o mais rápido possível. É realmente muito caro, custa muito mais do que correr na Indy. Pegamos o nitrogênio, por exemplo, gastaríamos mais de $ 20 mil (cerca de R$103 mil ) por mês nisso. A garagem, os custos para mantê-la, todas as coisas básicas para manter a equipe, é realmente caro, e é isso que nós estamos planejando fazer agora”, concluiu Shank.

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