Indy

Newgarden chega em 8º e garante bicampeonato em Laguna Seca. Herta vence

O GP de Laguna Seca teve um grande número de carros fora da briga pelo título rápidos e isso foi ideal para Josef Newgarden. Sem passar perto de qualquer confusão, o americano chegou em oitavo e garantiu o bicampeonato da Indy. Colton Herta venceu pela segunda vez na carreira após bom duelo com Will Power

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo
Um oitavo lugar foi mais do que suficiente para Josef Newgarden sacramentar o bicampeonato da Indy. Neste domingo (22), o americano não teve ritmo e não quis saber de disputas, mas garantiu uma posição de chegada mediana e, contando com carros fora da briga firmes no topo da corrida em Laguna Seca, assegurou mais um caneco. Foi, no fim das contas, o triunfo da regularidade de um emocionado Josef na corrida vencida pelo novato Colton Herta.

Na disputa da vitória na prova californiana, um belo duelo de gerações marcou as voltas finais. Herta, superior no final de semana todo, precisou encarar um faminto Will Power, que pressionou até o fim e cruzou a linha derradeira em segundo, apenas 0s5 atrás do piloto da Harding.

O último lugar do pódio também viu ótima batalha até os últimos metros, com Scott Dixon segurando Simon Pagenaud, que completou em quarto e, pelo menos, foi vice-campeão em cima de Alexander Rossi, que ficou apenas em sexto com ritmo não mais que mediano em Laguna Seca.

O quinto lugar foi de Felix Rosenqvist, vencedor do troféu Novato do Ano e dono de uma atuação fabulosa após largar apenas da 14ª colocação. Sébastien Bourdais foi sétimo após passar Newgarden no final, que não ofereceu nenhuma resistência com medo que alguma zebra acontecesse. James Hinchcliffe e Ryan Hunter-Reay completaram o top-10, com Tony Kanaan em 16º e Matheus Leist em 17º.
Josef Newgarden é bicampeão da Indy (Foto: Indycar)
Saiba como foi a final da Indy no GP de Laguna Seca
 
A largada da grande final da temporada 2019 da Indy em Laguna Seca aconteceu às 16h26 (em Brasília), com Scott Dixon e Alexander Rossi partindo nervosos para cima de Colton Herta, sabemdo que cada volta perdida seria crucial na briga pelo título. 
 
Mas o novato conseguiu segurar bem os ataques dos postulantes ao título e foi puxando a fila com Dixon bem mais próximo do que Rossi, que começava, já na volta 2, a ficar perto de Josef Newgarden, que teve largada tranquila e vinha em ritmo de marcha rumo ao caneco já desde os primeiros metros.
 
Simon Pagenaud teve uma largada também discreta, evitando problemas, mantendo a sexta colocação logo atrás de James Hinchcliffe. A sequência tinha Will Power, Ryan Hunter-Reay, Santino Ferrucci - que largou muito bem de novo - e Felix Rosenqvist, com faca nos dentes para se recuperar da frustrante punição que o fez largar em 14º.
 
 
O ritmo inicial da corrida era claro de preocupação com equipamento, principalmente com os pneus, que mostraram um desgaste absurdo já nos treinos. De ultrapassagens, era tudo fora do top-10, enquanto Marcus Ericsson abria a janela de paradas na volta 10.
 
O pessoal do meio para trás do grid seguia parando, mas o primeiro do pelotão da frente foi justamente Pagenaud, tentando surpreender nos boxes na volta 13. Rossi e Newgarden foram logo na volta seguinte e ali a corrida foi se complicando para Alex, que perdeu posição para o rival no pit-stop e, de quebra, ainda foi superado por Pagenaud na volta à pista, sendo trancado para fora do traçado.

A questão é que Newgarden optou por pneus duros, ou seja, apostando em um stint mais longo, mas sem ter velocidade para brigar. Assim, nem fez questão de dividir curvas com Pagenaud e Rossi, que abriram certa margem na briga pelo terceiro lugar real. 
 
Lá na frente, Herta conseguia voltar dos boxes na frente de Dixon, mesmo que o neozelandês tenha tido a chance de atacar com pneus mais quentes. Power, que alongou mais o primeiro stint que o resto, voltou em quinto dos boxes, na frente de Newgarden, mas também de pneus macios. Depois da primeira rodada de paradas, a ordem tinha: Herta, Dixon, Pagenaud, Rossi, Power, Newgarden, Ericsson, Rosenqvist, Hinch e Ferrucci.

O que se via no segundo stint era um cenário bem esperado. Com pneus duros, Herta e Dixon andavam muito próximos e eram atacados por Pagenaud, que estava sedento com macios e sabendo que precisava vencer a todo custo. Power batia Rossi na volta 30 e tirava um pouco mais o americano da luta, enquanto Newgarden, em sexto, passava a se preocupar com os ataques de Rosenqvist, mas encostava também em Rossi, que começava a ficar sem pneus cedo.

 
A estratégia de Newgarden começava a ter problemas no prazo mais curto, afinal, o ritmo não era bom e Rosenqvist conseguia a ultrapassagem, superando também Rossi na marra na volta 36. Josef entrava em um momento em que, se a tática de andar mais não funcionasse, teria de secar muito Pagenaud, que seguia montado em Dixon atrás do segundo lugar.
 
Rossi e Newgarden foram os primeiros a parar, novamente se marcando, ou seja, não adiantou tentar um stint mais longo para Josef. A Andretti não fez grande pit-stop, mas Alex fechou bem a porta e segurou a posição em cima do rival direto. No giro seguinte, foram juntos também Dixon e Pagenaud e a Ganassi também errou na parada, mas nada que afetasse a posição para o neozelandês.
 
Herta e Power foram os últimos dos líderes nos boxes e o americano manteve a ponta, com o australiano perdendo lugar para Dixon rapidamente e não se esforçando para segurar o companheiro Pagenaud. A prova chegava à metade e o top-10 todo andava de pneus duros, menos Rahal, o décimo, que vinha de macios. A ordem era Herta, Dixon, Pagenaud, Power, Rosenqvist, Ericsson, Rossi, Newgarden - bem pressionado -, Hinch e Rahal.

Foi aí que veio a primeira bandeira amarela da tarde, em uma disputa interna da Andretti entre Marco e Daly, com Conor levando a pior e ficando atolado na caixa de areia. Boa notícia para Rossi e Newgarden, que tinham perdido contato.
 
Veio a relargada depois de poucas voltas de prova parada e os líderes mantiveram as posições, mas o tumulto atrás foi daqueles clássicos. Ferrucci travou tudo e foi com tudo no meio de Sato, arrebentando a suspensão. O japonês e Ed Jones também se complicaram ali e foram aos boxes, se juntando a Daly no grupo de pilotos longe da briga. 
 
A falta de disputas mais ferozes no grupo da frente era boa disputa para Newgarden, que também se livrava matematicamente de Dixon com o abandono de Ferrucci e Herta cravando mais dois pontos extas por liderar mais voltas que todo mundo.
 
Só que do meio para trás estava todo mundo doidinho para arrumar confusão. Veach e Leist fizeram o traçado deles no Saca-Rolha, mas Sato resolveu mergulhar quase que na areia e causou um choque triplo, quase veio nova amarela. Pigot e Veach também se estranhavam em lance esquisito.
 
A final chegava aos dois terços completados e Herta tinha 2s0 para Dixon, 2s4 para Pagenaud, 3s2 para Power, 4s5 para Rosenqvist, 8s7 para Ericsson, 10s0 para Rossi e 11s3 para Newgarden. Mesmo sem ritmo, Josef ainda estava com a corrida boa para ser campeão.
 
A terceira rodada de paradas veio com ordens basicamente iguais às anteriores, novamente com Herta e Power os últimos nos boxes. Colton manteve a ponta, mesmo pressionado pelo australiano, que ao menos superava Dixon e Pagenaud com uma estratégia eficiente. Rosenqvist, Rossi e Newgarden vinham na sequência, com Josef ganhando a posição de Ericsson, que perdeu muito tempo parado.
 
A corrida fabulosa de Rosenqvist seguia ficando melhor e o sueco simplesmente não tomou conhecimento de Pagenaud, saltando para quarto e deixando Newgarden ainda mais perto do título, afinal, o americano vinha logo atrás justamente dos dois rivais.

Acontece que Simon não queria desistir do título. Partiu para cima de Rosenqvist, bateu roda, passou e partiu com tudo para o ataque em cima de Dixon, naquela linha do último esforço, das 10 últimas voltas. Power pressionava Herta para vencer e Newgarden via Bourdais atacar pelo sétimo posto.

Bourdais passou também sem qualquer resistência de um Newgarden que sabia que era marchar para ser campeão. E foi. O bi veio ao natural, em um pódio mantido com Herta, Power e Dixon.

Indy 2019, GP de Laguna Seca, Final:

1 C HERTA Harding Honda 1:53:56.985 90 voltas
2 W POWER Penske Chevrolet +0.588  
3 S DIXON Ganassi Honda +6.240  
4 S PAGENAUD Penske Chevrolet +6.355  
5 F ROSENQVIST Ganassi Honda +9.521  
6 A ROSSI Andretti Honda +10.364  
7 S BOURDAIS Dale Coyne Honda +10.683  
8 J NEWGARDEN Penske Chevrolet +19.045  
9 J HINCHCLIFFE SPM Honda +22.819  
10 R HUNTER-REAY Andretti Honda +24.794  
11 M ERICSSON SPM Honda +25.781  
12 G RAHAL RLL Honda +26.652  
13 M CHILTON Carlin Chevrolet +27.074  
14 M ANDRETTI Andretti Honda +54.431  
15 C KIMBALL Carlin Chevrolet +56.586  
16 T KANAAN Foyt Chevrolet +1:05.874  
17 M LEIST Foyt Chevrolet +1:06.564  
18 Z VEACH Andretti Honda +1:07.927  
19 J HARVEY Meyer Shank Honda +1:10.796  
20 S PIGOT Carpenter Chevrolet +1 volta  
21 T SATO RLL Honda +1 volta  
22 C DALY Andretti Honda +1 volta  
23 E JONES Carpenter Chevrolet +39 voltas NC
24 S FERRUCCI Dale Coyne Honda +42 voltas NC
 
 


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