Fittipaldi explica diferença de desempenho em Indianápolis e mantém foco em largada

Pietro Fittipaldi detalhou o motivo de seu ritmo de classificação ter sido tão superior em comparação com os treinos livres das 500 Milhas de Indianápolis

Álex Palou foi a primeira vítima na classificação em Indianápolis (Vídeo; Reprodução)

Pietro Fittipaldi vai participar da Indy 500 pela primeira vez na carreira, e já chamou a atenção pelo grande desempenho na classificação. O piloto da Dale Coyne vai largar do 13º lugar, o melhor desempenho entre os novatos desta edição, O brasileiro tem apenas 8 corridas pela Indy e visita Indianápolis pela primeira vez.

Em coletiva, Fittipaldi explicou a diferença de desempenhos entre os treinos livres e a classificação. Durante a semana de atividades livres no Speedway, o piloto da Dale Coyne frequentava as últimas posições da tabela. Ele explicou que o foco do time foi em aprender a lidar com tráfego e ar sujo durante a semana, para posteriormente um foco maior nas simulações de classificação.

“Classificamos muito bem em 13º. Se tivéssemos tirado um pouco mais de downforce na manhã, acho que teríamos entrado no Fast Nine, o carro estava bem competitivo. Nos treinos, a gente ficava lá atrás porque a gente não foca em velocidade, focamos em andar no tráfego, em ar sujo, e as vezes quando você sai nos treinos com pneu novo, a equipe te coloca atrás de uns cinco ou dez carros, se você conseguir pegar o timing correto, na segunda ou terceira volta no treino, você pega um vácuo absurdo e dá aquela volta muito rápida. Nunca fizemos isso nos treinos porque estávamos focados em sair com grupo, para treinar junto do tráfego, melhorar o carro para a corrida, no ar sujo.”, comentou o piloto.

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Pietro Fittipaldi classificou em 13º para Indy 500 (Foto: Indycar)

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Pietro se destacou no sábado e revelou que até pensou em uma segunda tentativa de volta para cavar uma vaga no Fast Nine, entre os pilotos que disputam a pole-position, mas veio a recomendação para manter a posição após o acidente de Álex Palou.

“Na sexta-feira, focamos em fazer classificação. As primeiras runs não foram tão boas. A minha terceira saída na sexta-feira, em simulação de classificação, o carro estava bem competitivo. Só não consegui terminar minha quarta volta porque um carro saiu dos boxes. A minha média de velocidade nas voltas anteriores me colocava entre os dez. Entrando no sábado, sabíamos que o carro estaria bem competitivo, tiramos um pouco de downforce, e quando saímos, estávamos bem rápidos, mas pensando que poderíamos ter tirado um pouco mais de asa para tentar entrar no Fast Nine. Pensamos em sair uma segunda vez à tarde, mas a pista começou a esquentar, e depois que vimos o Palou batendo, o dono da equipe falou: ‘vamos ficar aqui e não arriscar’, completou.

Fittipaldi também falou sobre o big-one que foi envolvido na largada do GP do Texas 2, última corrida em que participou pela Indy. Na ocasião, ele tocou a traseira de Sébastien Bourdais e causou a batida generalizada. Ele acredita que as diferenças de espaçamento dos carros e das filas é suficiente para evitar que isso se repita em Indianápolis

“Teve aquela situação na largada. Bourdais estava na minha frente, começamos a largar, não estava com tanto espaço para ele. Os caras da frente frearam e os caras da fileira de dentro conseguiram evitar. Eu, atrás do Bourdais, não tive espaço, dei aquele toque e deu aquela batida, meu companheiro atrás de mim estava vindo no embalo, pegou na minha traseira e fui para o muro. Agora em Indianápolis é diferente, são três por fileira, mas aqui você tem mais espaço. Não sei se consigo aprender tanto do Texas porque Indianápolis é diferente. Foi uma situação de corrida, agora focado aqui em realizar uma ótima largada. É uma corrida longa e ter paciência é muito importante”, comentou Pietro ao ser perguntado pelo GRANDE PRÊMIO.

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