Dixon segura McLaughlin em 1-2 da Nova Zelândia no GP do Texas 1. Kanaan é 11º

Scott Dixon venceu mais uma corrida com sua cara no GP do Texas, segurando o compatriota Scott McLaughlin no fim. Tony Kanaan chegou em 11º e Pietro Fittipaldi foi 15º

O GP do Texas viu mais uma grande vitória de Scott Dixon. Neste sábado (1), o neozelandês foi agressivo nas primeiras voltas e, quando foi para a liderança, tratou de não sair mais de lá. O piloto da Ganassi segurou Scott McLaughlin nos giros finais, puxando um 1-2 da Nova Zelândia em uma corrida que até melhorou no fim, mas não foi mais do que morna.

Foi a quinta vitória de Dixon no oval texano, um dos melhores retrospectos de qualquer piloto do grid em qualquer uma das pistas, um amplo domínio. McLaughlin, ainda em começo de caminhada na Indy, fez seu primeiro pódio com a Penske, enquanto Pato O’Ward se recuperou de St. Pete e foi terceiro com a McLaren.

Álex Palou fez uma exibição bem conservadora e salvou um quarto lugar importante para seguir perto do topo na classificação do campeonato. Muito arrojado, Graham Rahal foi brindado com o top-5, na frente de Josef Newgarden, igualmente arisco e até punido por ter tocado em Sébastien Bourdais, que acabou estampando o muro.

Jack Harvey, Alexander Rossi, Takuma Sato e Simon Pagenaud fecharam o grupo dos dez primeiros. Tony Kanaan fez corrida muito boa e saiu de 23º para a 11ª colocação. Pietro Fittipaldi, com tocada muito correta, chegou na 15ª posição.

Além de Bourdais, James Hinchcliffe também encontrou o muro, enquanto Colton Herta perdeu os freios e abandonou, já no fim, quando aparecia em quinto. O GP do Texas 2 está marcado para 18h10 (em Brasília) deste domingo.

Scott Dixon venceu no Texas (Foto: IndyCar)

Confira como foi o GP do Texas 1:

O GP do Texas começou às 20h09 (em Brasília) e teve um Scott Dixon absolutamente avassalador e, até certo ponto, insano. É que a pista texana ainda tinha alguns resquícios do asfalto que tanto atrapalhou a corrida de 2020, mas ao menos parecia menos um sabão.

Assim, ninguém que foi para a parte mais escura, de fora do traçado, foi jogado no muro nos primeiros metros. Dixon passou Álex Palou e tomou a dianteira já na volta 3, com Will Power, Colton Herta, Jack Harvey e Simon Pagenaud atrás.

Os brasileiros tinham inícios contrastantes. Pietro Fittipaldi não partiu muito bem e foi de 14º para 17º, enquanto que Tony Kanaan foi de 23º para 19º. A pista seguia ganhando borracha com o passar do tempo, após a chuva ter lavado o traçado horas antes.

Pietro Fittipaldi começou perdendo terreno, mas se recuperou (Foto: IndyCar)

Aliás, a chuva era um fator, afinal, poderia voltar a qualquer momento e interromper ou até encerrar a prova. Outro ponto era que faltava, nos primeiros giros, instabilidade para os carros que perseguiam os pilotos da frente, com bastante turbulência gerada.

O termo morno era muito para o que se desenhava, ao menos na primeira parte, como uma corrida extremamente fria, gelada. Nada acontecia e a preocupação era óbvia: seria apenas cautela e estratégia dos pilotos ou o oval do Texas estaria novamente só capaz de ter uma procissão de novo?

A melancolia da corrida era tanta que sequer os retardatários eram superados com tranquilidade pelos líderes. Dixon ficava preso em Conor Daly, ali pela volta 52, justamente quando Graham Rahal abria a primeira janela de paradas.

Sébastien Bourdais foi tocado por Josef Newgarden e parou no muro (Foto: Reprodução/Cultura)

Aí que veio a primeira bandeira amarela da corrida, bagunçando completamente o pelotão. É que mais da metade dos pilotos já havia parado, ou seja, estavam uma volta atrás dos ponteiros. Foi quando Sébastien Bourdais tirou o pé violentamente atrás de Herta, tomou um toque de Josef Newgarden e estampou o muro.

A notícia era brilhante para os 11 primeiros: Dixon, Palou, Harvey, Herta, Rinus VeeKay, Newgarden, Alexander Rossi, Scott McLaughlin, Fittipaldi, Kanaan e Jones. De James Hinchcliffe para trás, incluindo Power e Pagenaud, todo mundo virava retardatário por puríssimo azar, ainda que fossem recuperar o giro lá na frente.

Os boxes finalmente foram abertos na volta 65, com Dixon, Palou, Herta, Harvey, Newgarden, Rossi, McLaughlin, VeeKay, Kanaan e Fittipaldi voltando assim para a pista. Os demais recuperavam a volta de atraso, com exceção para Carpenter, Hunter-Reay e Daly.

Josef Newgarden tomou uma punição violenta (Foto: IndyCar)

Aí que veio a punição pesadíssima de Newgarden: o americano foi considerado culpado pelo toque pela direção de prova e, assim, foi jogado para o fundo do grid, relargando em 20º na volta 72.

A segunda parte da corrida começava ao menos mais divertida do que a primeira, com uma ou outra ultrapassagem, como a de Kanaan em VeeKay, pulando para sétimo. Newgarden, tentando o milagre, passava para 18º, enquanto Fittipaldi caía para 11º.

Dixon abria para Palou, que esticava bem a vantagem em cima de Herta, Harvey e Rossi. Um ponto um pouco mais positivo também era que os pilotos ao menos pisavam um pouco mais no traçado de fora do Texas, arriscando alguma coisa.

A corrida voltava a um marasmo considerável, quando VeeKay começou a despencar, após tomar um passadão de Rosenqvist e perder totalmente o controle do carro. Pietro, assim, voltava ao top-10, em bela corrida. Seguia, então, a dúvida se a chuva viria, já na volta 100.

Tony Kanaan teve grande ritmo (Foto: IndyCar)

A chuva seguia sem dar sinal de vida e, assim, naturalmente a segunda janela de paradas já se abria. Os pilotos foram todos entrando sequencialmente, com O’Ward e Newgarden parando mais cedo e, assim, aproveitando algumas voltas de muita velocidade.

O reposicionamento depois do segundo pit-stop de cada um indicava uma mudança radical no pelotão pelo ciclo de paradas: quem foi antes, se deu bem, ao menos naquele momento. Dixon abria incríveis 5s1 para um surpreendente Rosenqvist, com McLaughlin, Palou, O’Ward, Ericsson, Herta, Harvey, Rossi e Rahal no top-10. Newgarden era 11º, com Kanaan em 14º e Fittipaldi em 17º.

Só que Dixon ia perdendo um caminhão de tempo atrás de Hinch e a diferença virou pó. Rosenqvist e McLaughlin rapidinho colaram no neozelandês da Ganassi, o que talvez propiciaria, finalmente, uma briga pela ponta. No meio do pelotão, VeeKay voltava a perder ritmo e até ia aos boxes na volta 153.

E foi aí que, mais uma vez, deu bandeira amarela no começo da janela de paradas. Hinchcliffe tomava volta de Rosenqvist, escapava para o lado sujo do traçado e não deu outra: rodou e bateu forte no muro.

James Hinchcliffe bateu forte no Texas (Foto: NBC)

Os pilotos, então, iam aos boxes para o que prometia ser a última parada de cada um. E deu zebra grande para Ericsson, que foi liberado sem um pneu pela Ganassi, atravessou nos boxes e por ali ficou parado, jogado para 20º depois da bobagem ser ajeitada, virando retardatário e perdendo qualquer chance.

O reposicionamento dos pilotos indicava Rosenqvist também despencando, até por ter ficado preso atrás de Ericsson. A ordem tinha: Dixon, McLaughlin, O’Ward, Palou, Herta, Harvey, Rossi, Newgarden, Rahal, Pagenaud, Sato, Rosenqvist, Kanaan, Power, Fittipaldi e Jones. Os demais já vinham volta atrás.

A relargada veio com 39 voltas para o fim e se Dixon conseguia manter McLaughlin, O’Ward e Palou controlados, Newgarden vinha no estilo insano lá atrás. O americano fazia duas grandes ultrapassagens em cima de Rossi e de Harvey, sem medo da dividida, até pisando no asfalto mais escuro.

O mesmo valia também para Rahal, que superava os mesmos dois pilotos e ainda tirava Newgarden da frente em ótima manobra por fora, pulando para sexto e tirando violentamente a vantagem do grupo da frente.

Colton Herta ficou sem freios e abandonou na vitória de Dixon no Texas (Foto: IndyCar)

Com 23 voltas para o fim, Graham passava Herta, que se arrastava até os boxes com um problema nos freios. Uma notícia terrível para o jovem americano, que perdia um top-5 que parecia até certo. Um abandono pesado para o campeonato.

As voltas finais no Texas viram McLaughlin imprimir um ritmo mais forte e botar pressão em Dixon. O duelo neozelandês estava armado, além da tradicional briga Ganassi x Penske. Dixon, no entanto, não dava mole.

E foi assim até o giro derradeiro, com Dixon segurando legal McLaughlin e vencendo mais uma no Texas. O’Ward foi ao pódio para se redimir do GP de St. Pete.

Indy 2021, GP do Texas 1, Fort Worth, Final:

1S DIXONGanassi Honda1:45:51.342212 voltas
2S McLAUGHLINPenske Chevrolet+0.265 
3P O’WARDMcLaren Chevrolet+1.781 
4A PALOUGanassi Honda+2.856 
5G RAHALRLL Honda+6.604 
6J NEWGARDENPenske Chevrolet+7.903 
7J HARVEYMeyer Shank Honda+8.505 
8A ROSSIAndretti Honda+9.590 
9T SATORLL Honda+10.066 
10S PAGENAUDPenske Chevrolet+10.427 
11T KANAANGanassi Honda+12.019 
12E JONESDale Coyne Honda+12.579 
13F ROSENQVISTMcLaren Chevrolet+12.948 
14W POWERPenske Chevrolet+14.355 
15P FITTIPALDIDale Coyne Honda+15.051 
16R HUNTER-REAYAndretti Honda+17.494 
17E CARPENTERCarpenter Chevrolet+19.894 
18D KELLETTFoyt Chevrolet+23.957 
19M ERICSSONGanassi Honda+1 volta 
20R VEEKAYCarpenter Chevrolet+1 volta 
21C DALYCarlin Chevrolet+1 volta 
22C HERTAAndretti Honda+22 voltasNC
23J HINCHCLIFFEAndretti Honda+54 voltasNC
24S BOURDAISFoyt Chevrolet+157 voltasNC

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