Álex Márquez controla empolgação pós-pódio e foca em “avançar entre sexta e sábado”

O piloto da Honda reconheceu que a RC213V é uma moto difícil em classificação, mas ressaltou que precisa encontrar um jeito de se classificar mais para frente do grid

Álex Márquez não se deixou levar pela estreia no pódio da MotoGP. Segundo colocado no GP da França, o piloto da Honda insiste que um segundo lugar em pista molhada não significa um grande avanço e reconhece que precisa melhorar a performance entre sexta-feira e sábado para conseguir uma melhor posição de largada.

Antes do pódio em Le Mans, o melhor resultado de Álex no ano tinha sido um sétimo lugar no GP da Emília-Romanha. A performance de classificação, porém, é bastante inferior, com a melhor posição sendo o 16º no grid do GP da Estíria.

“Estou contente e feliz depois do primeiro pódio. Durante todo o ano, não perdi a motivação e a vontade, e este pódio me dá mais força”, disse Álex. “É só um pódio no molhado. Temos de ser realistas e seguir melhorando no seco”, ponderou.

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Álex Márquez conquistou o primeiro pódio da Honda no ano (Foto: Red Bull Content Pool)

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Ainda, o irmão de Marc contou que sentiu falta de se divertir na pista, mas frisou que quer traçar objetivos realistas para a sequência da temporada, começando por Aragão, onde conta com um histórico de três pódios ― segundo na Moto3 em 2014 e na Moto2 em 2016 e terceiro no ano passado.

“O que você sente mais falta é se sentir rápido na pista. Eu me diverti muito, que é algo que senti falta o ano todo e que é a chave deste esporte. É preciso continuar se divertindo na moto e continuar a boa tendência das últimas corridas”, apontou. “Temos de ser realistas e ter objetivos reais. Vai ser um fim de semana com pista seca e vamos nos concentrar em fazer um bom resultado. Sempre me dei bem em Aragão, fiz bons resultados na Moto2, mesmo não estando bem. Temos de seguir avançando”, frisou.

Assim como aconteceu com Jerez, Red Bull Ring e Misano, por exemplo, Aragão vai receber duas corridas seguidas neste ano, mas a prioridade do piloto de 24 anos é melhorar ao longo dos treinos e não de uma corrida para a outra.

“Meu objetivo não é tanto o segundo fim de semana, mas melhorar o primeiro. Sempre me falta um pelinho e chego no domingo com bom ritmo, mas já é um pouco tarde. Temos de avançar entre sexta e sábado, que é o dia em que ficamos um pouco estancados”, reconheceu.

Por fim, o caçula dos Márquez ressaltou que a Honda é uma moto difícil em classificação e afirmou que precisa saber usar a potência da moto.

“A Honda tem potência, mas é preciso saber utilizá-la, que é o que mais está me custando. Não acho que tenhamos derrubado nenhum mito sobre a moto. É um pódio na água, mas temos de seguir avançando no seco e contornar a teoria de que a moto não vai bem”, afirmou. “Temos de seguir construindo e ajudando o projeto, dando informações e melhorando a moto. Na classificação, não é uma moto fácil. Algumas, como Yamaha ou Ducati, tiram mais proveito da tração com pneu novo. Em Le Mans, estava um pouco melhor, mas não tanto. Espero poder sentir mais os pneus traseiros e fazer uma boa classificação”, encerrou.

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