Apagado, Rabat tem pior temporada na MotoGP. E demissão da Avintia não surpreende

Em um ano apagado e beirando o lamentável, o espanhol de Barcelona fechou a classificação na 22ª e, portanto, a última posição da classificação. Com base nos resultados, ter ficado a pé em 2021 não chega a espantar

Tito Rabat teve uma temporada 2020 da MotoGP perto do lamentável.. Em uma campanha apagada, sem grandes feitos e sequer poucos brilharecos, encerrou a classificação na 22ª e, portanto, última, colocação entre os pilotos regulares. Ter ficado a pé para 2021 não chega a ser uma grande surpresa.

É verdade que o espanhol de Barcelona tinha contrato assinado com a Avintia que se estendia para a próxima temporada. Entretanto, mal aparecendo na pista, acabou perdendo seu lugar para Luca Marini e ainda tem de decidir os rumos que toma para o ano que vem.

Subindo à principal classe do Mundial de Motovelocidade em 2016, nunca foi o competidor que fazia brilhar os olhos. Em duas temporadas com a Honda e três com a Ducati, tem um sétimo posto no GP da Argentina de 2018 como o melhor resultado da passagem. Naquele ano, inclusive, sofreu um forte acidente no GP da Inglaterra e acabou afastado até o início de 2019.

Tito Rabat teve pior temporada na MotoGP (Foto: Avintia)

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Os resultados negativos são muito mais presentes no currículo do campeão da Moto2 de 2014. São 16 abandonos com o passar dos anos, terminando nada menos que 23 vezes fora da zona de pontos – quando conseguiu pontuar, foram apenas seis vezes que recebeu a bandeira quadriculada no top-10. Ainda, ficou fadado a sempre largar atrás do pelotão – sua melhor posição foi 15º.

Portanto, não chega a ser destoante o desempenho apresentado na atual temporada. Não bastando o histórico que joga contra, Rabat, comparado com os outro cinco colegas de Ducati, ainda tinha em mãos a pior e mais defasada das Desmosedici, colocando uma barreira a mais na luta por uma boa performance.

Em comparação com o companheiro Johann Zarco, por exemplo, tomou uma lavada de longe. O francês tratou de colocar a Avintia na pole-position do GP da República Tcheca, além de ter subido ao pódio também em Brno. Merecidamente recebeu a promoção para a Pramac.

Tito Rabat somou apenas 10 pontos (Foto: Avintia)

E nem mesmo o contrato firmado com o espanhol foi capaz de garantir seu lugar em 2021. Chutado, teve o acordo quebrado para dar espaço à chegada do irmão mais novo de Valentino Rossi, vice-campeão da temporada 2020 da Moto2.

Antes da confirmação, se sustentava no que tinha de concreto. “A minha versão da história é a de sempre: tenho um contrato e está definido até 2021, mas aí tem tudo que dizem. Não sei, não sei o que vai acontecer e nem o que não vai. Não posso dizer”. O desfecho é conhecido.

Rabat teve 2020 lamentável e mal foi notado na pista ao longo do enxuto calendário de 14 etapas. Com uma moto pouco competitiva e um piloto que deixa a desejar, não chega a ser uma surpresa que tenha ficado a pé e sem oportunidades de segunda chance entre os melhores das duas rodas.

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