Crutchlow revela complicações e classifica condição do braço operado como “desastre”

O piloto da LCR Honda contou que precisou refazer os pontos duas vezes após ter operar para tratar a síndrome compartimental. O britânico não sabe se conseguirá correr o GP de San Marino e da Riviera de Rimini deste fim de semana

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Cal Crutchlow não está em plena forma para o GP de San Marino e da Riviera de Rimini. O britânico precisou passar por uma cirurgia para tratar a síndrome compartimental, mas as complicações do pós-cirúrgico seguem causando desconforto e ameaçando a participação do britânico em Misano.

A síndrome compartimental é causada pelo acúmulo de pressão devido a uma hemorragia interna ou inchaço dos tecidos, o que reduz o fluxo sanguíneo, privando músculos e nervos da irrigação necessária. Apesar de ser descrita como uma condição muito rara ― com menos de 15 mil casos por ano no Brasil, por exemplo ―, o chamado arm pump é bastante comum entre os pilotos, que apresentam sintomas como dor, formigamento e fraqueza na área.

Cal Crutchlow ainda não se recuperou da cirurgia (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Cal começou a sentir os sintomas no braço direito no GP da Andaluzia, quando voltou à ativa depois de operar uma fratura de escafoide esquerdo sofrida na semana anterior. Após o GP da Estíria, Crutchlow aproveitou o breve período de descanso para operar, mas a recuperação está mais complicada do que o esperado.

Esta, porém, não é a primeira vez que o piloto da moto #35 opera síndrome compartimental, embora o procedimento tenha sido diferente. Cal, aliás, postou fotos detalhadas da operação.

“A última vez foi em Barcelona 2014”, disse Crutchlow. “Agora, parece que nunca tiraram a fáscia, só abriram. Então, a fáscia parece ter crescido uma nova camada e fechado novamente. Foi necessário cortar e remover. Com o meu tipo físico, o músculo está muito danificado. Se olharmos para as fotos, a parte de cima do músculo parece completamente limpa, como um bom pedaço de bife, e a parte de baixo, que está realmente com problemas, parece que foi danificado por anos”, explicou.

“Fui operado, removeram a fáscia. Mas se você lembrar, a última vez que alguém removeu a fáscia foi Dani [Pedrosa, em 2015] e ele passou seis semanas afastado”, recordou. “Mas o que aconteceu nos últimos dias foi um desastre. Foram litros e litros de fluídos, chamado seroma, saindo do braço, que foi o que aconteceu quando tirei o gesso depois de dez dias. O fluído estava saindo, sem problemas, mas não parou, o dano por dentro era significativo”, relatou.

“O problema que tenho agora é que quando tirei os pontos, o braço abriu e deu para ver o músculo dentro. O meu braço está aberto e fui todos os dias dessa semana ao hospital. Fui costurado, aí nesta manhã não conseguia sequer ver os ossos da minha mão, estava inchado por causa da pressão do fluído. Então refizemos os pontos para deixar o fluído sair”, seguiu.

Apesar da situação, Cal conseguiu liberação médica para correr no GP de San Marino e da Riviera de Rimini, mas ainda não sabe se conseguirá ir até o final.

“A expectativa é sempre correr. Se isso vai acontecer ou não, eu não sei. Tenho de ver como meu braço vai estar”, contou. “O pior que poderia ter acontecido, aconteceu, pois agora eu tenho nove corridas em 11 semanas e preciso que meu braço se recupere. Mas talvez pilote na sexta-feira e não tenha problemas. O que é evidente é que quanto mais eu uso o braço, mais fluído tem, e preciso parar isso de algum jeito, mas não existe uma solução rápida”, concluiu.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de San Marino e da Riviera de Rimini, sétima etapa do Mundial de Motovelocidade 2020.

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