Ducati confirma reviravolta e promove Marc Márquez para temporada 2025 da MotoGP

A Ducati finalmente encerrou a longa novela e confirmou a contratação de Marc Márquez para a próxima temporada da MotoGP, ao lado do bicampeão Pecco Bagnaia

Uma das mais aguardadas e longas novelas da MotoGP finalmente chegou ao fim. A Ducati confirmou que Marc Márquez será o segundo piloto da equipe de fábrica na temporada 2025, ao lado de Francesco Bagnaia, e no lugar do agora desamparado Enea Bastianini. A informação foi dada nesta quarta-feira (05).

O acordo entre Marc Márquez e a Ducati é bianual e vale para as temporadas 2025 e 2026. Com isso, então, o atual time mais poderoso da MotoGP terá em seus quadros uma dupla com mais de uma dezena de títulos mundiais.

“Estou muito feliz de poder usar a cor vermelha da equipe de fábrica da Ducati na próxima temporada da MotoGP”, afirmou Marc Márquez. “Desde basicamente o primeiro contato com a Desmosedici GP, curti guiá-la e consegui me adaptar rapidamente”, comentou.

“Daquele momento em diante, sabia que minha meta era continuar neste caminho, continuar a crescer e chegar ao time em que Francesco Bagnaia foi campeão mundial nos últimos dois anos. Estou feliz em dar esse grande passo em 2025 e agradecido à confiança que a Ducati colocou em mim”, falou.

A arte do anúncio de Marc Márquez na Ducati (Foto: Ducati)

“Finalmente, gostaria de agradecer a Nadia, Carlo, Michele e toda a família da Gresini pela abertura da porta da equipe para mim num momento delicado da carreira. Vamos continuar a nos divertir juntos no restante da atual temporada, que é minha prioridade no momento”, finalizou.

“Primeiro de tudo, quero agradecer tanto Enea Bastianini quanto Jorge Martín por todo o trabalho dos últimos anos, e desejo a eles o melhor no futuro”, declarou Luigi Dall’Igna, chefe da Ducati.

“Nesta temporada, mostraram estar num nível incrível. Tenho certeza de que vão brigar pelo título até o fim. Decidir o novo companheiro de equipe de Bagnaia na Ducati não foi fácil e tínhamos uma lista da qual escolher”, continuou.

“No fim das contas, nossa escolha terminou sendo por um talento inquestionável como Marc Márquez. Em somente algumas corridas, conseguiu se adaptar perfeitamente à Desmosedici GP e conta com uma ambição inata que o impulsiona de maneira contínua. No box, teremos dois pilotos que contam com 11 títulos mundiais. Sabemos que poderemos contar com a experiência e maturidade de ambos como algo extremamente valioso para nosso crescimento”, encerrou.

Marc Márquez levou a melhor e vai para a Ducati (Foto: Red Bull Content Pool)

A vaga era uma das mais disputadas, com três fortes candidatos, e notícia chega como grande reviravolta no cenário da classe rainha do Mundial de Motovelocidade. No fim de maio, a Ducati adiou o anúncio oficial do segundo piloto e a imprensa italiana cravou que Jorge Martín seria o escolhido porque a montadora não queria perdê-lo para rivais.

A ideia era promover Martín para o time principal e colocar Márquez na satélite Pramac, atual campeã do mundo e que corre com motos de fábrica. Tudo mudou, no entanto, às vésperas do GP da Itália. Em entrevista coletiva, o hexacampeão da MotoGP publicamente rejeitou a proposta.

De acordo com a revista inglesa Autosport, um dirigente da Ducati teria até cumprimentado e agradecido a paciência de Martín nos últimos anos até o acerto. Mas a recusa de Márquez à Pramac mudou o jogo e deixou os chefes da montadora desesperados, buscando alternativas. Com isso, o #89 sentiu-se desprestigiado e assinou com a Aprilia.

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Marc, então, teria repetido algo que já tem dito nas últimas semanas: quer uma moto de fábrica em um time oficial. Assustada pela possibilidade de perder um dos maiores pilotos da história da MotoGP, a Ducati cedeu ao ultimato dado pelo espanhol e bateu o martelo, colocando-o ao lado de Bagnaia no próximo ano.

É mais uma mudança na carreira de Márquez. O espanhol entrou na MotoGP em 2013, pela Honda, onde conquistou seis títulos mundiais. No fim de 2023, incomodado com a falta de performance e pouca evolução da moto japonesa, assinou com a Gresini. Agora, menos de um ano depois do acordo, já segue para novo caminho na classe rainha.

Por fim, Enea Bastianini também perderá o posto na Ducati após duas temporadas. O italiano, que foi segundo colocado em Mugello, não vê mais esperança nas negociações e decidiu conversar com montadoras interessadas, como KTM e Aprilia.

MotoGP volta a acelerar entre 28 de 30 de junho para o GP dos Países Baixos, em Assen, com a 8ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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