Ducati ratifica grande forma com domínio total da primeira fila da MotoGP em Valência

A casa de Bolonha viu Jorge Martín, Francesco Bagnaia e Jack Miller fecharem a primeira fila da grelha para o GP da Comunidade Valenciana

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A Ducati perdeu a batalha pelo título do Mundial de Pilotos, mas está claro que a Desmosedici é a moto mais forte do grid da MotoGP. Neste sábado (13), a casa de Bolonha dominou completamente a primeira fila do grid de largada para o GP da Comunidade Valenciana e ainda viu Johann Zarco colocar mais uma moto dentro do top-5. Assim, os únicos protótipos de Bolonha que ficaram para trás foram os de Luca Marini e Enea Bastianini ― 17º e 18º ―, justamente as motos mais velhas, de 2019.

Nesta tarde, a disputa pela posição de honra no grid teve momentos de alegria e tristeza para Ducati. Jack Miller entrou nos minutos finais na liderança da sessão, mas teve a carteira batida por Francesco Bagnaia. Pecco, porém, caiu pouco depois, e ainda viu Jorge Martín cravar 1min29s936 para ficar com a primeira posição por 0s064. O australiano, então, também tentou uma reação, mas acabou se acidentando também.

Jorge Martín anotou a pole-position em Valência (Foto: Pramac)

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Assim, a Ducati fez um 1-2-3, com os ponteiros separados por 0s389. Dono da posição de honra, Martín considerou que foi para o risco, já que em uma disputa tão apertada, essa é a única maneira de superar a concorrência. Na classificação no circuito Ricardo Tormo, o top-12 ― ou seja, os pilotos do Q2 ― ficaram separados por 1s088.

“Não cometi nenhum erro. Arrisquei e saiu bem”, disse Martín. “Está claro que na curva 6 eu perdi um pouco dianteira e fiquei no limite de cair, mas, no final, para fazer uma pole assim, em um circuito tão igualado, você tem de arriscar”, seguiu.

“Vimos que Jack e Pecco caíram ao tentar. Deu certo para mim”, comentou. “Eu vinha baixando, mas não o suficiente para a pole, então forcei demais no quarto setor. Fiz toda a curva derrapando demais e consegui terminar bem a volta”, contou.

Novato na MotoGP, Jorge ficou surpreso com a marca de 1min29s936.

“Quando vi 1min29s9, fiquei impressionado, pois fazia tempo que não baixava a 1min29s”, comentou. “Estou muito contente de conseguir aqui em Valência, com as arquibancadas cheias, na última corrida do ano, já que era importantíssimo terminar bem o ano. Já foi bem no Algarve e aqui também. Estou ansioso para amanhã”, declarou.

O piloto da Pramac destacou que não tem um ritmo de corrida ruim, mas precisa pensar em conservar o pneu traseiro durante as 27 voltas.

“O ritmo não é muito ruim. Acho que podemos fazer uma grande corrida, especialmente conservando no início, pois sofro muito com o pneu traseiro”, ponderou. “Mas espero que seja assim para todo mundo e que possamos acabar bem”, completou.

Francesco Bagnaia viu acabar a série de poles (Foto: Ducati)

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Com a derrota para Martín, Bagnaia viu caiu a invencibilidade e vai sair em segundo depois de cinco poles seguidas.

“Estou muito feliz com o resultado de hoje”, disse Pecco. “Em primeiro lugar, pois nunca fui forte em Valência. A única coisa que ficou igual foi o fato de eu cair na curva 2: esta pista tem uma aderência estranha, sempre parece que os pneus não aderem e nessa curva parece que elas travam. Tirando isso, começar em segundo é bom. Jorge merecia a pole, também porque eu certamente não teria melhorado meu tempo na última volta”, apostou.

Se a performance em classificação já satisfaz, o mesmo não se pode dizer das corridas. Pecco entende que a Ducati ainda precisa trabalhar na consistência para ter uma atuação sólida nas provas.

“Da corrida de Assen até hoje, larguei sempre na primeira fila, o que é importante e significa que acertamos a classificação enquanto trabalhamos para a corrida”, comentou. “O problema é a gestão de pneus: na Ducati, todos nós pilotamos de formas diferentes, mas, no final, todos nós temos de dar o máximo e fazer a quilometragem, então são coisas em que estamos trabalhando. Nos treinos, costumo fazer o máximo de voltas possível no limite, o que me ajuda”, explicou.

Com o trabalho de sábado concluído, Pecco parece já ter definido os pneus para a corrida de domingo.

“O desgaste dos pneus é muito alto do lado esquerdo, provavelmente porque derrapa muito, então pensei em trabalhar com o macio e obter respostas melhores do que no duro”, explicou. “Depois coloquei os médios e melhorei imediatamente, então acho que tenho ideias claras sobre o que usar na corrida, assim como muitos outros”, adicionou.

Miller, por sua vez, vai largar na primeira fila pela oitava vez no ano. E a terceira consecutiva.

“Arrisquei tudo. Consegui um bom tempo com o primeiro jogo de pneus, me senti muito confortável”, disse Miller. “Mas no segundo pneu, errei um pouco nas duas primeiras voltas. Aí cheguei ao último setor, vi as bandeiras amarelas, por causa da queda do Pecco. Acho que ele melhor tempo poderia ser cancelado para mim. Mas queria cravar meu melhor tempo para minha glória pessoal”, relatou.

Jack MIller colocou a terceira vitória de 2021 como meta (Foto: Ducati)

“Mas aí dei uma escapada na curva 9, então estava pouco fora na 11. Mas meu ponto de vista era que: era a última classificação do ano, na última volta, não precisava ser muito comedido. Estava determinado a fazer tudo, então afundei com o meu navio”, avaliou.

Vencedor das etapas de Jerez e Le Mans, Jack estabeleceu um alvo para esta última corrida do ano: “Vou tentar pegar a vitória. Pecco venceu três neste ano, Marc também. Adoraria me juntar a este clube. Vamos ver o que podemos fazer”.

O quarto posto do grid ficou com Joan Mir, que foi só 0s459 mais lento que o tempo da pole. Vindo de uma boa performance também em Portimão, o piloto espanhol avaliou que poderia ter lutado pelo bicampeão se a GSX-RR tivesse se comportado desta forma ao longo de todo o ano.

“Em Misano, nós entendemos algo que nos ajuda nos sábados. Até então, não tínhamos conseguido fazer funcionar o pneu na classificação. Não é fácil, nós demoramos dois anos”, indicou. “Com a moto destas últimas duas corridas, acho que poderia ter brigado pelo título. É uma pena que a temporada esteja acabando, porque agora eu estou curtindo”, lamentou.

Sexto no grid, Álex Rins não concordou tanto assim com o companheiro, já que não vê melhora na GSX-RR, apenas uma moto melhor adaptada aos circuitos recentes.

“Não é que o melhor esteja chegando no final, é que os circuitos que melhor se adaptam à nossa moto são os que chegam no final do ano, porque a moto é igual, é a mesma, não mudou nada. É muito difícil fazer uma moto rápida com esta moto”, frisou.

Fabio Quartararo não ficou nada feliz com a performance em Valência (Foto: Yamaha)

Campeão antecipado, Fabio Quartararo ficou só em oitavo, 0s684 atrás de Martín. Assim como na sexta-feira, o piloto da Yamaha não ficou muito satisfeito com a performance da YZR-M1.

“Semana passada, nós cometemos um erro no TL4, mas na classificação foram só as circunstâncias de termos mudado alguma coisa e não funcionou. Hoje, o TL4 correu muito bem, fiz um ótimo TL4, e, para ser honesto, estou em uma situação ruim agora pois ― não sei se é a pista ou não ―, mas já dois aos nós conseguimos um ritmo muito melhor, estávamos na casa dos 29”, recordou. “Franco [Morbidelli] fez 1min30s0 se não estou enganado, e nós dois estamos sete décimos mais lentos. Então não estou realmente feliz com a maneira como as coisas ocorreram e gostaria de entender o motivo, pois na freada, mesmo com o duro, estava macio demais. É difícil entender, mas eu gostaria de saber o motivo de termos uma sensação tão ruim hoje”, completou.

O GP da Comunidade Valenciana, em Valência, acontece no domingo, às 10h (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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