Em 2016 difícil, Pedrosa soma pior pontuação da carreira na MotoGP, mas mantém sequência de 15 anos com vitórias

Dani Pedrosa vive 2016 difícil, mas mantém escrita de 15 temporadas consecutivas com vitórias no Mundial de Motovelocidade. Espanhol somou neste ano sua pior pontuação em um ano de MotoGP

 

Foi em 2007 que um minerologista do Museu de História Natural de Londres afirmou que a kriptonita efetivamente existia na forma de um mineral. Na época, Chris Stanley apontou que a jadarita, um minério encontrado na região sérvia pela mineradora Rio Tinto, continha os mesmos elementos dos cristais que enfraquecem o Super-Homem dos quadrinhos da DC Comics — sódio, lítio, boro, silicato, hidróxido e fluorita. 

 
Na natureza, entretanto, a jadarita não tem fluorita em sua composição. Além disso, claro, os minérios são brancos, aparecem em formato de pó, não são radiotivos e tampouco vieram do planeta de Kal-El.
Dani Pedrosa tem 15 temporadas consecutivas de vitórias no Mundial de Motovelocidade (Foto: Repsol)

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No universo da MotoGP, no entanto, nem jadarita e tampouco kryptonita. Na elite do motociclismo mundial, o objeto capaz de enfraquecer um dos aliens atende por RC213V. O protótipo que colocou Dani Pedrosa na lista dos melhores pilotos da classe rainha foi o mesmo que afastou o espanhol da briga pelo topo da tabela.
 

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Campeão das 125cc e bicampeão das 250cc, Dani nunca conseguiu o título da divisão principal, mas garantiu seu lugar entre os melhores com atuações primorosas e um currículo bastante vitorioso. Até aqui, o piloto de Sabadell disputou 181 GPs na MotoGP, somou 29 vitórias, 103 pódios, 28 poles e 42 voltas mais rápidas.
 
2016, no entanto, foi um ano para lá de difícil. Depois de um 2015 marcado por problemas físicos, quando Dani chegou a colocar em dúvida a sequência da carreira, esta temporada viu o #26 enfrentando outros tipos de dificuldades. Especialmente com a moto.
 
A Honda foi uma das que mais sentiu com a mudança para a uma eletrônica padrão, já que o software proprietário era um tantinho mais evoluído. Além disso, o motor agressivo demais também prejudicava a performance do protótipo.
 
No caso de Pedrosa, a troca de Bridgestone para Michelin representou um problema extra. Além das particularidades naturais do novo calçado, a fábrica francesa teve de reagir a problemas no início do ano e o fez endurecendo os pneus. Um dos menores e mais leves pilotos do grid, Dani passou a sofrer ainda mais para aquecer os pneus.
 
Neste cenário, Pedrosa amargou uma de suas piores temporadas — a segunda de menor pontuação em sua carreira no Mundial de Motovelocidade. Nas 15 provas que disputou neste ano — o espanhol perdeu três corridas por conta de uma fratura na clavícula direita —, Dani somou 155 pontos, mais apenas que os cem somados em 2001, sua temporada de estreia nas 125cc. Até então, a menor pontuação do espanhol na MotoGP tinha sido registrada em 2015, com 206 pontos.
 
As dificuldades de 2016 foram tantas que Dani esteve próximo de quebrar uma marca histórica, mas o triunfo no GP de San Marino e da Riviera de Rimini o ajudou a manter a marca de 15 temporadas consecutivas com ao menos uma vitória em uma das três classes do Mundial, algo que só Valentino Rossi conseguiu — entre 1996 e 2010.
 
Além disso, o #26 venceu ao menos uma corrida na MotoGP nos últimos 11 anos, algo que só outros dois pilotos repetiram: Rossi venceu na classe rainha por 11 temporadas seguidas entre 2000 e 2010, enquanto Giacomo Agostini conseguiu tal feito por 12 estações, entre 1965 e 1976.
 
A vitória de Misano veio também para encerrar uma seca de cinco corridas fora do top-3, a maior sequência de Dani desde o ano de estreia nas 125cc. 
 
Se ainda restam dúvidas da qualidade de Pedrosa, mais um dado: o espanhol é o dono da quarta mais longa carreira vitoriosa do Mundial, já que 14 anos e 74 dias separam o primeiro (GP da Holanda de 125cc de 2002) e o mais recente triunfos (GP de San Marino de 2016) do titular da Honda, atrás apenas de Rossi, Loris Capirossi e Ángel Nieto.
 
É verdade que o novo regulamento não ajudou Pedrosa, mas a performance de 2015 também aponta para uma mudança na filosofia da Honda. Com os bons resultados, Marc Márquez ganhou voz ativa no desenvolvimento da moto, o que acabou não favorecendo os demais pilotos da marca.
 
O jovem tricampeão tem uma característica única, já que é daqueles que consegue ‘contornar’ as fraquezas do protótipo. A conquista de 2016 é um exemplo claro disso. Marc faturou o título mudando de estratégia, lançando mão de uma tática diferente da que vinha adotando até então, minimizando os problemas e maximizando as possibilidades da RC213V sempre que possível.
 
As dificuldades de Dani, porém, não foram suficientes para colocar em risco o futuro do espanhol na Honda, que assegurou um novo contrato de dois anos com o time, mesmo após ser especulado como substituto de Jorge Lorenzo na Yamaha.
 
Ao longo do ano, Dani deixou clara sua insatisfação com o caminho adotado por Márquez na evolução da RC213V e agora a expectativa é de que a Honda volte a ouvir seu piloto mais experiente na hora de preparar a máquina do próximo ano. Pedrosa já mostrou que pode contribuir — e muito — com a marca da asa dourada.
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