Morbidelli baixa tom, nega irritação e agradece Yamaha por “suporte imediato” no Catar

Ítalo-brasileiro reforçou que não é a prioridade da casa de Iwata, mas negou que esteja insatisfeito. O piloto da SRT agradeceu o auxilio que recebeu da Yamaha para solucionar problema que afetou performance no GP do Catar

Assista aos melhores momentos do GP do Catar de MotoGP (Vídeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Franco Morbidelli baixou o tom e negou irritação com a Yamaha. O ítalo-brasileiro destacou que recebeu apoio imediato da marca dos três diapasões para solucionar os problemas que afetaram a performance no GP do Catar, abertura da temporada da MotoGP.

Na semana passada, Morbidelli enfrentou uma falha técnica com a YZR-M1 que o fez despencar no grid. Após finalizar a corrida apenas em 18º, Franco declarou que não é “prioridade” para a Yamaha e questionou o apoio que receberia para encontrar a causa da falha.

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Franco Morbidelli negou problemas com a Yamaha (foto: SRT)

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De volta ao circuito de Losail, Morbidelli explicou que ainda não sabe apontar exatamente o que aconteceu, mas destacou que a Yamaha ofereceu apoio imediato e garantiu que não tem problemas com a marca nipônica.

“Temos tentado analisar o que aconteceu no último fim de semana. Não conseguimos apontar claramente um item ou uma coisa clara que nos fez tão lentos na corrida”, disse Morbidelli. “Vimos que tinha um problema com o dispositivo de largada no grid. Mas, aparentemente, foi resolvido. Aí na corrida o dispositivo estava funcionando ok. Mas a minha sensação ainda era ruim e a performance ainda pior”, comentou.

“Vamos mudar todos os itens com os quais ficamos em dúvida, para que possamos enfrentar este fim de semana com uma tela em branco. Tomara que os problemas que tive, não só na corrida, mas no fim de semana, desapareçam”, torceu. “O fim de semana passado foi ruim para mim e mesmo assim terminei em primeiro em duas sessões. Então tiveram momentos bons. Não vejo motivo para não encarar este fim de semana em modo de ataque ou de uma maneira realmente positiva. O importante é ver se nos livramos das coisas ruins que tínhamos”, falou.

Além disso, Franco também explicou que está tudo bem na relação com a Yamaha. Na semana passada, o italiano, único que corre com uma YZR-M1 defasada, questionou o tempo que levaria para a fábrica de Iwata ajudá-lo a resolver os problemas que marcaram o GP do Catar.

“Talvez eu tenha me explicado de maneira muito dura depois da corrida, pois a adrenalina tinha sido multiplicada por dois depois de um resultado ruim e uma sensação ruim”, justificou. “O que quis dizer é que, com certeza, não estou no topo da lista deles. Eles têm outros pilotos de fábrica com quem se preocupar. Isso é fato”, continuou.

“Eu estava pensando em relação ao momento da ajuda deles e, no fim, foi ótimo. Eles me deram suporte imediato e o apoio que me deram veio no momento e na maneira certos. Está tudo bem”, garantiu. “O que eu disse no domingo foi natural. Disse que podia não ser o primeiro piloto na Yamaha. Mas isso está ok, e eu estou certo. Mas, de qualquer forma, isso não significa que estou irritado com a Yamaha ou com alguma coisa. Depois da corrida, eu estava só questionando e meus questionamentos tiveram uma ótima resposta. O que eu disse depois da corrida, foi uma coisa natural”, completou.

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