GP às 10: Com Marc Márquez em casa, Honda amarga realidade paralela na MotoGP

No GP às 10 desta quarta-feira (23), Juliana Tesser fala da situação da Honda, que vive o maior jejum de pódios na MotoGP desde que voltou à classe rainha em 1982

A Honda está vivendo em um mundo praticamente desconhecido em 2020. Com Marc Márquez cuidado dos cãezinhos Stich e Shira, da raça Daschund, na pequena Cervera, na Catalunha, a montadora da asa dourada virou coadjuvante na MotoGP e, pior, vê seus pilotos se machucarem um a um.

No GP às 10 desta quarta-feira (23), Juliana Tesser fala da situação da Honda, que é última colocada no Mundial de Equipes e aparece apenas à frente da Aprilia na classificação do Mundial de Construtores.

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Marc Márquez fala em “temporada perdida” e admite erro em tentar antecipar volta

Na primeira entrevista após passar por uma segunda cirurgia no braço direito, Marc Márquez reconheceu que não é seu melhor momento, mas falou em ter paciência, já que “a temporada está perdida”.

O piloto da Honda quebrou o braço ainda no primeiro GP desta temporada 2020. Operado na Espanha, Marc tentou voltar para a RC213V apenas quatro dias depois, mas não resistiu às dores e abandonou o GP da Andaluzia. O hexacampeão da MotoGP, porém, seguiu treinando e era esperado no GP da Tchéquia, mas dias antes da corrida, a fábrica da asa dourada anunciou uma segunda cirurgia após Marc danificar a placa em um incidente doméstico.

Marc Márquez voltou a correr seis semanas após a cirurgia (Foto: Reprodução)

Inicialmente, esperava-se que o piloto voltasse em setembro, nas corridas de Misano, mas a Honda anunciou em 23 de agosto que a recuperação ainda vai levar “mais dois ou três meses”.

“Na primeira operação, nós seguimos as recomendações dos médicos, que disseram que eu poderia subir na moto. Nem eles mesmos esperavam que a placa fosse romper. Mas assim foi”, disse Marc em entrevista ao serviço de streaming espanhol DAZN. “Eu sigo confiando neles. Na segunda operação, estão mais cautelosos. Uma vez que a temporada está perdida, é recuperar e voltar mais forte”, falou.

Questionado sobre a tentativa de correr no GP da Andaluzia, Márquez respondeu: “Te dou um exemplo: se te operam a perna e o médico diz que você pode caminhar sem muletas, o que você faz?”.

“Tinha o mesmo risco em Jerez, Brno ou Áustria. O osso estaria igualmente frágil. A placa não aguentou o que os médicos esperavam. Foi um erro, sim, mas agora é fácil falar”, considerou. “Confiei totalmente nos médicos. Tive mil operações e uma sai mal. Como saiu mal a corrida de Jerez. Vou seguir as orientações deles, como sempre faço”, concluiu.

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