KTM exibe nova moto de olho em salto para alcançar protagonismo com Binder e Miller

A KTM aproveitou a segunda-feira (12) para apresentar ao mundo a RC16 da temporada 2024. Indo para o oitavo ano na MotoGP, a casa de Mattighofen busca mais um salto de performance para tentar se consolidar como protagonista na classe rainha do Mundial de Motovelocidade

Chegou a vez de a KTM apresentar as armas para a temporada 2024 da MotoGP. Em um evento transmitido online, a marca austríaca apresentou ao mundo as RC16 com que Brad Binder e Jack Miller vão encarar o campeonato deste ano.

Indo para o oitavo ano na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, a KTM busca manter a linha dos últimos anos e dar mais um passo em direção à ponta da MotoGP. Segunda colocada no Mundial de Construtores do ano passado, a marca de Mattighofen ficou a 327 pontos da campeã Ducati, o que resultou em algumas concessões.

Em uma tentativa de ajudar Yamaha e Honda, que ficaram muito para trás nos últimos anos, a Dorna, promotora do certame, conseguiu alterar o regulamento das concessões, mas a mudança resultou não apenas em benesses para as casas japonesas, mas também em menos vantagens para a Ducati e mais benefícios para KTM e Aprilia.

Na prática, a KTM tem mais pneus do que a Ducati para testar ao longo do ano, mas também poderá fazer seis wild-cards em 2024 — diferente da campeã vigente, que não poderá fazer nenhum.

Brad Binder e Jack Miller novamente formam a dupla de pilotos (Foto: KTM)

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“2023 foi um bom ano, quando crescemos muito. Estamos felizes como os pilotos e as motos melhoraram. A atitude para 2024 é bem simples: precisamos dar um passo adiante e seguir evoluindo a partir de onde paramos na última temporada. Ainda há muito espaço para melhorar, mas o geral é bem equilibrado”, afirmou o chefe Francesco Guidotti.

‘Melhor do resto’ em 2023, Binder vem na função de capitão do time, respaldado também por uma renovação de contrato que vai até 2026 — o sul-africano é um dos poucos a ter o futuro definido para além deste ano. Menino de ouro da marca, o irmão de Darryn deu uma demonstração de versatilidade no ano passado, quando conseguiu se sair bem também nas corridas sprint, apesar de sempre ter sido conhecido pela capacidade de crescer na parte final das corridas mais longas.

“A temporada passada foi ótima em alguns momentos, difícil em outros. Sinto que tínhamos mais no bolso. Fomos muito mais competitivos em alguns fins de semana e ficamos sempre perto da batalha pelo pódio”, recordou. “Esta temporada é onde podemos fazer a diferença. É incrível começar 2024 para valer. Será a minha décima temporada correndo pela equipe de fábrica da KTM e te sido uma jornada incrível. Ficamos sempre juntos e com a mesma meta em mente. Acho que sempre nos encaixamos muito bem juntos, e estou realmente feliz onde estou. A única coisa que falta é tentar terminar o trabalho na MotoGP

Veterano na categoria, Miller vai para o segundo ano com a marca comandada por Pit Beirer, mas ainda precisando mostrar que foi uma boa aposta. No ano passado, o australiano ficou apenas em 11º na classificação, com 130 pontos a menos do que o companheiro de KTM.

“2023 foi um ano de aprendizado e crescimento para mim, como pessoa e como piloto”, começou Miller. “Na meta final da temporada, ficamos realmente confortáveis com a moto e conseguimos começar a desafiar pelas posições em que precisávamos estar”, seguiu.

Mas Binder não será a única sombra na direção de Miller. O ex-Ducati ainda vai conviver com a ameaça de Pedro Acosta, que chega à MotoGP em 2024 cercado de muitas expectativas. Cria da casa, o espanhol é um dos mais talentosos pilotos da nova geração e já mostrou a que veio na pré-temporada.

Graças também a Acosta — e a lambança que a KTM fez contratando gente demais para vagas de menos —, Pol Espargaró perdeu a titularidade e se junta a Dani Pedrosa no trabalho dos bastidores. O catalão, inclusive, deve aparecer na pista para alguns wild-cards ao longo do ano.

Pedrosa, porém, é o grande trunfo da marca. Veterano e vitorioso, Dani é famoso pela capacidade de desenvolver motos e já deixou uma marca perene na RC16. Conhecido pela equipe como “extraterrestre”, o #26 já mostrou que sabe muito bem em qual direção levar a KTM.

A missão, contudo, não é fácil. A KTM vive a era Ducati na MotoGP e desafiar a incrível Desmosedici de Gigi Dall’Igna não é trabalho dos mais fáceis. Mesmo assim, capacidade é algo que não falta em Mattighofen.

Pit Beirer, diretor-esportivo da marca austríaca, também comentou as expectativas para a próxima temporada. “Sinto que o pacote é bem completo agora e temos as pessoas corretas nas posições adequadas e também uma dupla de pilotos que me deixa muito feliz. Todo mundo evoluiu nestes últimos anos, tivemos diversas vitórias e alcançamos muito nos últimos campeonatos. Mas, claro, nosso grande sonho é seguir dando o máximo para o título e em 2024 estamos prontos”, afirmou.

“Correr é o que nos conduz em todas as manhãs para sermos os melhores nas pistas, com o público e é por isso que acredito que estamos preparados para 2024”, acrescentou o dirigente.

MotoGP retoma as atividades entre os dias 19 e 20 de fevereiro em Lusail, no Catar, para concluir a pré-temporada. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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