Vinãles cita 1º passo com Aprilia e lembra: “Não estou mais na minha zona de conforto”

Espanhol destacou que a mudança para a casa de Noale é um desafio e afirmou que ainda precisa conhecer mais a moto e se entender melhor com a equipe

Maverick Viñales deu no GP de Aragão o primeiro passo com a Aprilia na MotoGP. Fora da zona de conforto, o espanhol fechou a corrida de domingo (12) em 18º, mais de 27s atrás de Francesco Bagnaia, o vencedor, e com cerca de 20s de atraso para Aleix Espargaró, o novo companheiro de equipe.

Viñales estreou com os italianos depois um fim tumultuado de relação com a Yamaha. Antes do GP no MotorLand, o piloto de Figueres teve a oportunidade de testar a RS-GP em Misano em uma atividade de apenas dois dias.

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Maverick Viñales (Foto: Aprilia)

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Ainda pegando a mão da RS-GP, Maverick celebrou a chance de correr ainda neste ano com a nova equipe, mas frisou que não é justo cobrar que ele esteja entre os pontos já na primeira corrida.

“Não estou mais na minha zona de conforto, então é um desafio”, disse Viñales. “É um grande desafio. É verdade que o resultado é o resultado, mas, para nós, essas seis corridas são como um desejo, e isso é bom, pois podemos começar a trabalhar, podemos começar a nos entender e é nesse ponto em que temos de trabalhar”, seguiu.

“Gostaria de estar na frente desde a primeira corrida, mas não é justo [esperar isso]. Precisamos trabalhar mais duro, e eu preciso entender essa moto um pouco mais”, assumiu. “É passo a passo. Vai ter um ponto em que daremos um grande passo. Isso é claro”, previu.

Viñales apontou a entrada da curva como o ponto em que precisa trabalhar, já que entende que a maneira que trabalhava com a Yamaha não se encaixa com a RS-GP. Uma das principais diferenças entre as duas motos reside na configuração do motor: a YZR-M1 conta com quatro cilindros em linha, mas o protótipo italiano tem um V4.

“Preciso melhorar muito na entrada de curva, pois eu estava acostumado a fazer isso de um jeito e agora preciso mudar isso um pouco. E ainda não tenho confiança para fazer isso”, explicou. “Vai chegar. Do lado da tração, me sinto bem, o que é bem positivo. A durabilidade do pneu também foi boa durante toda a corrida, pude forçar até as últimas voltas. Mas temos pontos positivos, o que é sempre muito importante. Está claro que tem algo negativo em que tenho de melhorar, e com certeza o pessoal tem de me ajudar um pouco. Mas, com certeza, preciso melhorar nessa área”, sublinhou.

Diferente de uma queixa frequente que tinha nos tempos de Yamaha, Maverick não sentiu uma mudança significativa de aderência entre os treinos e a corrida. Alguns pilotos notam a diferença da presença da borracha Dunlop no asfalto, já que ao contrário do que acontece nos treinos, a Moto2 normalmente corre antes da classe rainha.

“Fiz o mesmo ritmo que no TL4, então não senti perda de aderência, o que também é importante. No início da corrida, quando senti um bom potencial da moto, eu estava limitado, pois tinha alguns pilotos na frente, também não conheço a moto, não sabia o quanto podia forçar”, falou. “Mas aí, em meados da corrida, me senti bem, então pude pilotar bem e, no fim da corrida, fomos bem competitivos. Então preciso coletar informações deste fim de semana. Preciso entender a equipe e a equipe precisa me entender”, continuou.

“No fim, com 40 minutos [no treino], é complicado. É difícil, todos são muito rápidos. Então, sim, passo a passo, vamos chegar. Tenho certeza disso. Esse foi o primeiro passo”, concluiu.

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