Pilotos se queixam da performance de pneus pré-aquecidos. Michelin nega disparidade

Michelin deu às equipes pneus que tinham sido aquecidos anteriormente pelos cobertores, mas não foram usados

Assista aos melhores momentos do GP do Catar de MotoGP (Vídeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

O uso de pneus pré-aquecidos no GP de Doha está causando polêmica na MotoGP. Enquanto os pilotos afirmam que os calçados não tem a mesma performance dos compostos intactos, a Michelin assegura que os testes indicam que não existem diferenças negativas.

Os chamados pneus pré-aquecidos são pneus que foram fornecidos às equipes no GP do Catar da semana passada, colocados em cobertores de pneus, mas devolvidos à Michelin sem uso.

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Joan Mir afirmou que os pneus pré-aquecidos não têm a mesma performance (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Depois dos treinos de ontem, pilotos reclamaram que esses pneus não tem o mesmo tipo de performance.

“Todos sabemos que o rendimento de um pneu pré-aquecido é diferente de outro completamente novo e é por isso que guardamos os novos para a última saída”, disse Joan Mir.

Pol Espargaró, que fechou a sexta-feira em 17º, culpou os pneus após encerrar o dia 1s060 atrás de Jack Miller, o líder dos trabalhos.

“Hoje nós tivemos de usar um composto pré-aquecido e, depois, um normal para tratar de fazer a volta rápida. Entre um e outro, a moto muda sensivelmente, porque o pré-aquecido tem menos aderência por uma questão química”, alegou. “Ao colocar um pneu pré-aquecido, tenho mais aderência, mas não posso utilizá-la e cometo muito mais erros. Não consigo aproveitar. Mas não é desculpa, pois é igual para todos”, frisou.

Maverick Viñales também se queixou da estratégia da Michelin e relatou ter menos aderência com os pneus que tinham sido aquecidos anteriormente.

“Para as voltas rápidas, tive de usar pneus pré-aquecidos e, com eles, não encontrei a aderência que buscava. A moto patinava muito”, completou.

Em contato com jornalistas na manhã deste sábado (3), a Michelin alegou que os testes mostram que não há diferenças entre os compostos.

A fábrica francesa sinaliza quais são os pneus pré-aquecidos e entregou às equipes a mesma quantidade. De acordo com a Honda, cada piloto recebeu dois de cada composto: macio, médio e duro.

“São pneus que foram alocados aos times, mas não foram usados. Enquanto estavam com as equipes, foram colocados em cobertores de pneus e mantidos aquecidos em uma temperatura de cerca de 90°C”, explicou a Michelin. “Como os pneus não foram usados, eles voltaram para nós (como é a costume normal) e aí foram realocados em uma data posterior”, seguiu.

“Fizemos extensivos testes nos nossos pneus que foram mantidos em estado de pré-aquecimento e estes testes mostram que não há um efeito negativo na performance deles”, afirmou. “Nossos técnicos monitoram cuidadosamente e registram o tempo que casa pneu passa nos cobertores, o que garante que nenhum dos pneus ficou nos cobertores nem perto do tempo limite. Para confirmar isso, ontem Jorge Martín e Enea Bastianini fizeram suas voltas mais rápidas no TL2 com pneus pré-aquecidos”, indicou.

Questionada se isso só acontece no Catar, a Michelin respondeu: “Não, mas conta do número de testes da pré-temporada e das duas corridas seguidas aqui, ficou muito mais aparente”.

“Todas as equipes receberam a mesma quantidade de pneus pré-aquecidos e podem ser de qualquer tipo de pneu: macio, médio e duro”, completou.

O GP de Doha é o segundo da temporada 2021 da MotoGP. Na programação do domingo, há um warm up de 20 minutos às 9h40 e a corrida às 14h. Todos os horários são de Brasília, GMT -3. GRANDE PRÊMIO cobre tudo aqui.

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