“Pude assistir à corrida”: Petrucci revela ajuda de telão em vitória no GP da França

Piloto da Ducati encerrou um longo jejum e venceu pela primeira vez no ano em Le Mans. Italiano de Terni ressaltou que se sente melhor com a Desmosedici desde o GP da Catalunha

Danilo Petrucci voltou ao topo do pódio da MotoGP 497 dias após conquistar a primeira vitória, no GP da Itália de 2019. E em uma temporada marcada pelo vazio dos circuitos, a presença de 5 mil fãs em Le Mans fez a diferença, já que permitiu que o italiano assistisse ao GP da França pelo telão.

Terceiro colocado no grid do circuito Bugatti, Petrucci tomou a ponta logo no início da corrida e permaneceu na liderança quase que na totalidade das 27 voltas. E foi pelo telão que o companheiro de Andrea Dovizioso conseguiu ver a aproximação primeiro de Álex Rins e, depois, de Álex Márquez.

Danilo Petrucci venceu pela primeira vez no ano (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“Acho que foi uma das primeiras vezes na mina vida que fiquei desapontado por ver chuva no grid, pois eu esperava ser rápido no seco”, contou Danilo. “Depois desta manhã, senti-me realmente ok na moto e disse: ‘Ok, certamente podemos lutar pelo pódio. Não sei pela vitória, pois será uma corrida longa e abrir vantagem é difícil’. Mas aí eu vi a chuva e mudei do pneu médio para o macio na traseira no último momento”, seguiu.

“Eu queria imediatamente ficar na ponta, pois queria ficar longe de problemas. Vi no começo que estávamos em três Ducati, aí Rins veio muito, muito rápido. Felizmente, temos os fãs aqui e temos telões, então, pude assistir à corrida”, contou. “Dovi tentou me passar, nós ficamos bem próximos um do outro, mas pensei: ‘Não, tem muita gente atrás’. Eu imediatamente o passei, mas aí pensei que deveria arriscar um pouco. Tentei forçar, criei um pouco de vantagem, mas tive um momento, perdi a moto na curva 4. Consegui ficar de pé, mas aí vi Álex vindo muito, muito rápido e disse a mim mesmo: ‘Vamos lá, força. Você não pode perder essa corrida’. E eu consegui terminar a corrida e vencer a corrida. Foi incrível voltar ao degrau mais alto”, comentou.

Assim como aconteceu com Dovizioso nas voltas finais, Petrucci também sofreu com o desgaste dos pneus de chuva, já que um trilho seco formou na pista.

“Tive muita dificuldade com o pneu traseiro, pois não queria arriscar dentro da curva, então, freava um pouco mais, levantava a moto e acelerava, mas no final isso não era mais possível”, explicou. “Precisei encontrar outra maneira. Talvez a pista molhada tenha me ajudado um pouco desta vez para encontrar uma boa tração. Talvez essa tenha sido a chave para levantar a moto, frear forte, acelerar forte e arriscar o mínimo possível na curva. Estou muito feliz”, sublinhou.

No início do ano, Petrucci admitiu a decepção com o calendário, que precisou ser reformulado por conta da pandemia do novo coronavírus. Le Mans, porém, gerava expectativa, já que é uma pista onde tinha se saído bem nos últimos anos.

“Desde o início do fim de semana, antes de subir na nossa moto, pensei que estava me sentindo bem, que tinha de ir bem aqui. Eu sempre fui bem aqui no passado. Mas sempre faltou alguma coisa. Sempre teve o Marc [Márquez] arruinando a minha corrida, então, eu só estava mais confiante do que em qualquer outra vez, pois me senti muito, muito bem depois de Barcelona na moto e achei que tinha uma grande oportunidade aqui, já que sempre gostei do lugar, sempre fui bem na freada”, comentou. “Com certeza, você nunca sabe, pois nesta MotoGP, acho que dez pilotos podem vencer uma corrida ou subir no pódio, então, é sempre difícil. Mas talvez mais do outros pilotos, eu verdadeiramente queria essa vitória hoje”, encerrou.

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