MotoGP

Retrospectiva 2018: Em ano de muitos vencedores, Bagnaia se impõe na Moto2 e dá primeiro título à VR46

Depois de estrear no pódio da Moto2 em 2017, Francesco Bagnaia deu um passo à frente neste ano e, mesmo com sete vencedores diferentes em 2018, conseguiu se por dominante e dar à equipe VR46 seu primeiro título mundial

Warm Up / JULIANA TESSER, de São Paulo
RETROSPECTIVA 2018
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Rivais falham por razões diversas, e Márquez gruda no pódio para chegar ao penta
Garantido na MotoGP desde o início do ano ― antes mesmo de conquistar sua primeira vitória na Moto2 ―, Francesco Bagnaia mostrou em 2018 a razão de ter despertado o interesse da Ducati. Em uma temporada onde sete pilotos diferentes passaram pelo topo do pódio, o #42 soube se impor e deu à equipe VR46 seu primeiro título no Mundial de Motovelocidade.
 
No segundo ano na Moto2, Pecco deu um passo à frente em termos de performance e, já no Catar, alcançou o primeiro triunfo da temporada. Destaque na reta final do campeonato de 2017, a KTM se colocou como a principal desafiante, mas faltou regularidade a Miguel Oliveira, o melhor entre os pilotos da Ajo.
Francesco Bagnaia ganhou o título da Moto2 na Malásia (Foto: VR46)
Enquanto Bagnaia conseguiu oito vitórias em 2018, Miguel venceu apenas três corridas e, muito embora os dois tenham tido o mesmo número de pódios no ano, o português não conseguiu ‘controlar’ o #42 por muito tempo.
 
Depois de mais vitórias em Austin, Le Mans, Assen, Red Bull Ring, Misano, Chang e Motegi, e pódios em Jerez, Brno e Aragão, Bagnaia chegou à Austrália com a primeira chance de título, mas deixou o match-point passar. Francesco teve um fim de semana apagado em Phillip Island, mas Oliveira tampouco foi melhor, desperdiçando a chance de ganhar novo fôlego na disputa.
 
Assim, a disputa pelo campeonato seguiu para a Malásia, mas, desta vez, Bagnaia não deixou a taça escapar e, com um terceiro lugar em Sepang, alcançou seu primeiro título no Mundial de Motovelocidade ao abrir 32 tentos de margem para Oliveira. As estatísticas finais, no entanto, mostram que os dois fecharam o ano com apenas nove pontos de diferença, já que Miguel venceu em Valência, enquanto o titular da VR46 ficou só em 14º.
 
Montado na dominante Kalex, Bagnaia aliou sua boa performance à qualidade da moto e se provou imbatível. A KTM, porém, deixou um pouco a desejar, especialmente levando em conta o fim de temporada arrebatador de 2017. Ainda assim, a marca austríaca fez um bom ano, com 15 pódios, sendo seis deles vitórias: três de Miguel e outras três de Brad Binder.
 
Os três primeiros na tabela de classificação, porém, não são os únicos que merecem destaque. Em seu quarto ano na Moto2, Álex Márquez não correspondeu à expectativa. Titular da Marc VDS, o #73 figura sempre na lista de favoritos, mas sequer venceu em 2018. Assim, o irmão de Marc ficou sem opções para subir para a classe rainha e vai para um quinto ano na divisão do meio.
Álex Márquez decepciono em 2018 (Foto: Marc VDS)
Lorenzo Baldassarri fez uma temporada mais regular e, assim, terminou o ano na quinta colocação, à frente do badalado Joan Mir. No primeiro ano na Moto2, o #36 não conseguiu vencer, mas fez quatro visitas ao pódio e assegurou uma passagem para a MotoGP com a Suzuki.
 
Luca Marini, por sua vez, também merece destaque. Agora na VR46 do irmão Valentino Rossi, o #10 mais do que dobrou a pontuação obtida em 2017 e saltou de 15º para décimo na tabela. Além disso, Luca conquistou cinco pódios, entre eles uma vitória no GP da Malásia. Assim, o italiano já entrou na lista dos mais bem cotados para o próximo ano.
 
Para 2019, porém, a Moto2 perde quatro de seus astros, que partiram para a MotoGP: Pecco Bagnaia vai defender a Pramac, enquanto Miguel Oliveira veste as cores da Tech3, Joan Mir corre pela Suzuki e Fabio Quartararo pela estreante SIC. O grid, no entanto, também será recheado de novatos, com a subida de Nicolò Bulega (VR46), Jorge Martín (Ajo), Marco Bezzecchi (Tech3), Philipp Oettl (Tech3), Enea Bastianini (Italtrans) e Fabio Di Giannantonio (Speed Up) da Moto3.