MotoGP

Retrospectiva 2018: Moto3 tem corridas soberbas em ano campeão de Martín e brilha com meteórico Öncü

Mais uma vez a Moto3 não decepcionou no quesito de entrega de temporada. Em 2018, além de grandes corridas, a classe mais baixa do Mundial teve uma ótima briga pelo título, com Jorge Martín levando a melhor, além de presenciar a história sendo feita com a vitória do estreante de 15 anos Can Öncü
Warm Up / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
RETROSPECTIVA 2018
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Rivais falham por razões diversas, e Márquez gruda no pódio para chegar ao penta A Moto3 entregou em 2018 uma temporada disputada e que vai ficar marcada por corridas memoráveis. Ainda, a briga pelo título teve belas disputas e quem acabou levando a melhor foi o ‘rei das poles’ Jorge Martín. Mas Fabio Di Giannantonio e Marco Bezzecchi seguiram de perto o espanhol.
 
O #88 começou o ano em alta. Após um 2017 cheio de ‘quases’ e bolas na trave, conquistou a vitória na última etapa, em Valência. Esse foi o combustível para sua campanha, já emendando um triunfo na primeira disputa do ano. Depois disso, subiu mais seis vezes no degrau mais alto do pódio.
 
Nem mesmo os quatro abandonos que apresentou ao longo da temporada jogaram contra o titular da Gresini, que apostou na consistência como melhor amiga, ja que foram dez aparições no pódio durante 2018 e apenas uma vez ficou fora do top-10 - sem considerar as etapas em que não terminou.
Martín comemora o título (Foto: Gresini)
O resultado, inclusive, veio na segunda etapa da temporada. Na Argentina, cruzou a linha de chegada apenas na segunda colocação, vendo a liderança da classificação passar para as mãos de Arón Canet. Entretanto, o jogo voltou a virar a seu favor já no GP seguinte, em Austin, quando reassumiu a primeira colocação.
 
A partir deste ponto, a briga começou a polarizar entre Martín e Bezzechi. O espanhol e o italiano se alternavam no posto mais alto da tabela de classificação. Mas chegou a etapa de Misano, Martín terminou em segundo e a dali em diante não deixou mais a liderança do campeonato.
 
O #88 ainda contou com uma zica enorme por parte do Marco que, das últimas sete corridas, zerou quatro – foi derrubado em San Marino e Austrália, não completou a prova da Tailândia e cruzou a linha de chegada de Valência apenas em 20º.
 
Não bastasse essa onda de falta de sorte, o resultado final da temporada foi crucial para jogá-lo para a terceira colocação da tabela de pontos e ainda ver Di Giannantonio terminar o ano como o vice-campeão com quatro pontos de vantagem.

E é claro que em uma temporada tão disputada, boas corridas é que não iriam faltar, certo? Certíssimo. Um belo exemplo que podemos lembrar logo de cara foi a prova em Mugello. Com Martín brigando intensamente com Bezzecchi e Di Giannantonio, deixou para bater os adversários na linha de chegada, garantindo o triunfo.
Can Öncü (Foto: KTM)
Mas é claro que Phillip Island, palco que sempre reserva boas disputas, também não poderia ficar de fora das etapas memoráveis de 2018. Em uma corrida bastante movimentada, com um pelotã bastante robusto na ponta e uma prova marcada pelas quedas, quem acabou vitorioso foi Albert Arenas.

E o estreante GP da Tailândia também reservou um belo show para os amantes das motos. Afinal, como esquecer uma prova que teve quase que metade do grid durante a corrida inteira brigando pela vitória? Bastianini e Bezzecchi ainda protagonizaram um enrosco nos metros finais e acabaram abandonando, com a vitória ficando com Di Giannantonio.

Mas a última etapa da temporada ainda reservava talvez a maior das surpresas. Disputando pela KTM, Can Öncü chegou como um meteoro na classe de acesso do Mundial. Aproveitando-se da queda de Tony Arbolino, apenas controlou o ritmo na liderança para, aos 15 anos e 115 dias e em sua corrida de estreia, conquistar a vitória. De tudo isso, a sorte ainda é dos espectadores, já que o piloto tem um lugar garantido no grid de 2019.