MotoGP

Retrospectiva 2018: Nove vitórias, 14 pódios e sete poles: a fórmula Márquez para penta da MotoGP

Aos 25 anos e 246 dias, Marc Márquez fez história como o mais jovem pentacampeão da MotoGP. No caminho ao rol dos maiores do Mundial de Motovelocidade, o #93 somou nove vitórias, 14 pódios e sete poles

Warm Up / JULIANA TESSER, de São Paulo / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
RETROSPECTIVA 2018
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Rivais falham por razões diversas, e Márquez gruda no pódio para chegar ao penta
Marc Márquez fez mais uma vez. A temporada 2018 foi um marco na história da MotoGP, pois aos 25 anos e 246 dias, o espanhol superou Valentino Rossi e se tornou o piloto mais jovem a alcançar o pentacampeonato da classe rainha. Levando em conta as conquistas nas 125cc e na Moto2, o #93 é, também, o mais novo a acumular sete títulos no Mundial de Motovelocidade, deixando para trás Mike Hailwood, que tinha conseguido tal distinção aos 26 anos e 140 dias.
 
Imbatível, excelente, talentoso... Escolher apenas uma palavra para definir o trajeto do titular da Honda é quase impossível. Em um ano marcado pela habilidade e quase nenhum erro, o #93 fez por merecer o caneco da classe rainha do Mundial. Ainda, trouxe de volta toda a agressividade pela qual ficou conhecido, dando verdadeiros shows.
 
Em uma temporada marcada pelo seu domínio, contou com a consistência como um dos pontos chave de sua campanha. Obviamente que nove vitórias sempre jogam a favor, mas as 14 aparições no pódio de um calendário de 18 provas fizeram grande papel em seu ano, especialmente com uma RC213V não se destacando como a moto mais forte do grid. Portanto, em termos de triunfo, teve um aproveitamento de 50% - já que o GP da Grã-Bretanha não aconteceu. 
Marc Márquez (Foto: Repsol)
Olhando para trás, ainda é possível contar nos dedos as vezes em que o piloto de Cervera cometeu algum deslize. Provavelmente o mais memorável e marcante seja a lambança na Argentina, em que se embananou da largada até a bandeira quadriculada – sendo inclusive responsável pela queda de Valentino Rossi. Na época, terminou em 18º.
 
Mas as atuações de gala nas provas seguintes certamente apagaram qualquer imagem que pode ter ficado de Márquez. Considerado o 'Rei das Américas', foi em Austin que conseguiu seu primeiro triunfo do ano e de forma excelente, dominando o final de semana do início ao fim. Os dois próximos palcos da temporada, em Jerez e Le Mans, também foram coroados com vitórias.

Indo para as férias da categoria no topo, voltou da pausa para encontrar uma Ducati combativa tanto com Andrea Dovizioso e Jorge Lorenzo - a dupla conquistou três vitórias consecutivas. Entretanto, o #93 logo achou o caminho para fazer frente a uma Desmosedici superior e embalou mais três triunfos seguidos.

E foi no GP da Tailândia que o piloto mostrou mais uma vez o motivo de estar no topo por tantos anos. Não bastou apenas vencer Dovizioso em um embate corpo a corpo, tarefa antes não tão fácil. Márquez se fez de uma esponja e aprendeu com o adversário a batê-lo, emulando os lances anteriores do italiano, o driblando de forma impecável na última curva da última volta para subir ao degrau mais alto do pódio.
Marc Márquez (Foto: Repsol)
Com o caminho já muito bem pavimentado, a vitória no Japão garantiu seu quinto título na classe rainha. Restando três corridas para o final do ano, tratou de aproveitar o primeiro match-point do campeonato e a queda do #4 para fazer a festa na casa da Honda – com direito a ombro deslocado.
 
Dali para frente, mudou o foco para o Campeonato de Construtores e se concentrou para ajudar a equipe. Chegou a vencer na Malásia, mas somou dois abandonos, um na Austrália e outro na Malásia, etapa que fechou a temporada.
 
Com tamanho revés, é possível afirmar que terminou a temporada em baixa? Jamais. Marc está em alta, e parece que a subida ainda está bastante longe de terminar.