Retrospectiva 2021: Gardner e Fernández se agigantam e tomam protagonismo da Moto2

Depois de muitos desafios, enfim, Remy Gardner pôde levantar a taça da Moto2 em 2021. Mas, novamente, o caminho não foi fácil. Isso porque um estreante para lá de determinado e que, pelo destino, foi seu companheiro de equipe no ano — Raúl Fernández — quase dificultou ainda mais as coisas para seu lado...

Remy Gardner é o segundo filho de pai campeão a vencer no Mundial (Vídeo: MotoGP)

A Moto2 é símbolo de competitividade, é verdade. Isso porque Remy Gardner e Raúl Fernández provaram que fariam de tudo para a conquista do título de 2021. De um lado, a experiência. Do outro, a vontade de um estreante. E foi por isso que o espaço reservado para os dois na Red Bull KTM Ajo foi até pequeno demais.

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O título ficou com aquele que tinha mais quilometragem na categoria, no entanto. Gardner finalmente saiu das asas do pai, Wayne, que é foi o primeiro australiano campeão mundial em 1987, e com cinco vitórias e uma diferença de apenas quatro tentos para seu companheiro de equipe, sagrou-se campeão.

Mas Remy não havia tido a melhor das carreiras até então. Depois de pouco brilhos em campeonatos juniores, decidiu arriscar-se na Moto3 em 2014. No ano seguinte, finalmente fez a primeira temporada completa, mas com apenas seis pontos conquistados, não passou de um modesto 30º lugar.

Remy Gardner vai debutar na MotoGP em 2021 (Foto: KTM)

Muitos previam uma desistência do australiano, mas ele decidiu saltar para a Moto2 em 2016. E até 2019, ele também sofreu para apresentar bons resultados. Tudo melhorou em 2020, no entanto: fez pole-position, conseguiu pódio e venceu, finalmente, na última etapa do ano, em Portimão.

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Em 2021, ele chegou já como um dos postulantes ao título. O que ele não podia esperar era que Raúl Fernandéz fosse estrear de maneira tão forte. Mas logo nas duas primeiras etapas, Gardner alcançou dois importantes pódios.

No GP de Portugal, terceira etapa, Fernández venceu, é verdade, mas com Gardner em seu encalço, na terceira posição. A vitória do australiano só veio no GP da Itália, e foi extremamente acirrada — ele terminou a míseros 0s014 do espanhol. A partir dali, ele conseguiria mais duas vitórias consecutivas, na Catalunha e Alemanha, que foram essenciais para sonhar com mais força pelo título.

Raúl Fernández também fará parte do grid da MotoGP em 2022 (Foto: KTM)

Isso porque Remy só viria a vencer mais duas vezes, na Inglaterra e na segunda corrida em Portimão — onde por muito pouco não conquistou o título. E, enquanto isso, Fernández garantia uma série de vitórias para ameaçar com força o primeiro campeonato do dono da moto #87. E aconteceu até a última etapa.

Com apenas quatro pontos de vantagem sobre Fernández, Gardner chegou apenas na 10ª posição da prova em Valência, a última da temporada, e conquistou o tão sonhado e esperado título. Fernández fez tudo certo, venceu a prova, mas não conseguiu sanar a vantagem de seu companheiro de equipe. Na temporada, Gardner terminou com cinco vitórias, três poles-position e 12 pódios. Já o espanhol teve três vitórias a mais, sete poles e também 12 pódios. Mas foi a consistência quem falou mais alto.

Agora, ambos os pilotos têm um desafio à frente em 2022: a classe rainha. Isso porque ambos subiram para a Tech3 e serão, novamente, companheiros de equipe. Gardner pode contar com a experiência, e Fernández com o excelente desempenho de 2021. Uma coisa é certa: assim como a Moto3 e Moto2, a MotoGP promete um grid talentoso para brilhar os olhos de qualquer fã na temporada que vem.

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