Rossi diz que volta à Yamaha prolongou carreira: “Sem minha M1, teria parado”

Valentino Rossi afirmou que, se não tivesse conseguido voltar à Yamaha após uma passagem ruim pela Ducati, teria encerrado a carreira. O italiano de 40 anos reencontrou a YZR-M1 em 2013 após duas temporadas com o time de Borgo Panigale

Valentino Rossi afirmou que teria encerrado a carreira na MotoGP se não tivesse conseguido voltar à Yamaha após a passagem pela Ducati. O #46 deixou o time de Iwata no fim de 2010, mas depois de duas temporadas de resultados ruins em Borgo Panigale, voltou para a YZR-M1.
 
No último fim de semana, Rossi comemorou 400 GPs no Mundial de Motovelocidade e, para marcar a ocasião, fez um balanço da carreira. Além de apontar o GP da África do Sul de 2004 como o “ponto alto” e ponderar que a permanência na Honda talvez lhe tivesse rendido os recordes ainda sustentados por Giacomo Agostini, Valentino ressaltou que está mais do que acostumado a receber o rótulo de acabado. 
 
Rossi lembrou as temporadas difíceis de 2006 e 2007, quando perdeu o título da MotoGP para Nicky Hayden e Casey Stoner, respectivamente.
Valentino Rossi (Foto: Red Bull Content Pool)
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“Não ganhei dois anos e, no geral, quando já não vence, está morto. Disseram que eu estava acabado. No entanto, meus dois anos favoritos foram 2008 e 2009”, apontou. “Todos diziam que Stoner era o novo Rossi, porque ele tinha me vencido com a Ducati. Fiz uma aposta de tudo ou nada, quis os Bridgestone e briguei com ele em Laguna Seca, foi ali onde ganhei o Mundial”, recorda, em referência à famosa ultrapassagem o Saca-Rolha.
 
Depois de bater o #27, Rossi teve de enfrentar Jorge Lorenzo, seu companheiro de Yamaha, para conquistar a coroa de 2009.
 
“Em 2009, disseram que Lorenzo era o novo Valentino Rossi e, em Barcelona, tivemos um enfrentamento que terminou com a minha ultrapassagem na última curva”, falou.
 
Derrotado pelo #99 no ano seguinte, Valentino decidiu encerrar sua história com a Yamaha e mudou para a Ducati em busca de uma aventura 100% italiana. O projeto, no entanto, fracassou e o #46 encontrou o caminho de volta para a YZR-M1.
 
“Em 2013, para muitos, com 33 anos eu tinha chegado ao meu fim. Tive de suplicar à Yamaha para poder voltar, pois depois de ir embora bruscamente para a Ducati, já não me queriam de volta. Mas consegui e voltei”, contou. “Sinceramente, se não tivessem me devolvido a minha M1, eu teria me aposentado, deixado de correr”, admitiu.
 
“[Lin] Jarvis foi bom comigo, conversamos e chegamos a um acordo”, lembrou. “No mesmo ano, consegui a vitória em Assen, um triunfo que recordo como um dos momentos mais importantes da minha carreira”, completou.
 

O GP da Malásia de MotoGP está marcado para o domingo, às 4h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

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