MotoGP

Rossi diz que Yamaha precisa de tempo para evoluir, mas cobra defletor à la Ducati: “Pode ser um pequeno passo”

Valentino Rossi admitiu que pressiona a Yamaha para introduzir um defletor similar ao utilizado pela Ducati desde o início do ano. A casa de Iwata foi a primeira a desenvolver esse tipo de dispositivo, mas apenas para corridas na chuva

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Valentino Rossi quer que a Yamaha siga a recente tendência dos defletores na MotoGP. Depois de a Honda seguir o caminho iluminado pela Ducati desde o GP do Catar, o #46 admitiu que quer que a casa de Iwata trabalhe em sua própria versão da peça.
 
Curiosamente, a marca dos três diapasões foi a fonte de inspiração da Ducati no desenvolvimento do polêmico defletor. No ano passado, em Valência, a YZR-M1 contou com uma espécie de colher instalada no braço oscilante para facilitar o escoamento de água.
 
No sábado (12), a Honda usou os treinos em Austin para estrear com Marc Márquez sua própria versão do dispositivo, que foi considerado legal na análise feita pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo).
Valentino Rossi quer que a Yamaha teste um defletor como o da Ducati (Foto: Divulgação/MotoGP)
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“Para mim, isso é algo que poderia ser bem importante para nós”, disse Rossi. “Ajudaria o pneu traseiro a ter um pouco menos de temperatura, como a Ducati disse, ficar um pouco mais frio. Isso seria bom para a corrida”, considerou.
 
“Pressiono a Yamaha a ter algo similar. Nós já temos isso para o molhado. Espero que possamos tentar”, comentou. “É uma coisa pequena, mas acho que pode ser um pequeno passo. Espero que durante esse ano, pois temos de seguir trabalhando”, defendeu.
 
O #46 ressaltou que a importante que a Yamaha continue trabalhando no desenvolvimento da YZR-M1, até levando em conta os ganhos de Honda e Ducati nos últimos anos.
 
“Nos últimos anos, a Yamaha começou bem no início da temporada, mas Honda e Ducati melhorara e nós não”, lembrou. “Deste ponto de vista, temos de tentar melhorar, teste após teste durante a temporada”, defendeu.
 
Depois de encerrar na Argentina um longo jejum de pódios, Rossi exaltou o grupo de trabalho, mas reconheceu que a recuperação da Yamaha vai levar tempo.
 
“Nós temos um bom grupo de engenheiros e pessoas ao nosso redor neste ano, mas o trabalho é longo. Nós perdemos tempo nos últimos dois anos, então precisamos de tempo”, ressaltou.
 
Questionado sobre o déficit de velocidade em relação a Ducati, Rossi respondeu: “A moto não é muito rápida na reta, mas nós melhoramos em algumas outras áreas. Nós sabemos que o motor é lacrado. Nós temos de trabalhar nas curvas e tentar com nossos pontos fortes”, completou.