Rossi atrela futuro na MotoGP à performance: “Não corro só para passar o tempo”

Multicampeão quer decidir em meados do ano se segue na MotoGP ou se encerra a carreira aos 42 anos. Italiano reconheceu, porém, que a decisão pode não ser unicamente dele

Valentino Rossi voltou a atrelar o futuro profissional aos resultados na MotoGP. Com contrato de apenas um ano a SRT Yamaha, o piloto de Tavullia quer definir em meados da temporada se segue no Mundial de Motovelocidade ou encerra a carreira aos 42 anos.

Sem vencer desde o GP da Holanda de 2017, Rossi conseguiu apenas três pódios nos últimos dois anos e não esconde a decepção com a própria atuação. Às vésperas de estrear por uma nova equipe, o italiano reconheceu que ainda é cedo para pensar em 2022.

Razlan Razali, chefe a SRT, declarou que Rossi terá de apresentar performance para poder manter a vaga na equipe.

Valentino Rossi vai para a 22ª temporada na MotoGP (Foto: SRT)

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Questionado sobre o que espera para a 26ª temporada no Mundial de Motovelocidade, Rossi respondeu: “É uma vida, 26 temporadas é muita coisa. Mas eu não corro só para passar o tempo. Esta é uma temporada muito importante para mim, pois venho de duas temporadas ― 2019 e 2020 ― que foram menos do que eu esperava, especialmente em termos de resultado”.

“O resultado será importante, será chave. Quero ser mais forte, quero ser mais competitivo do que nos últimos dois anos, lutando pelo pódio, lutando para vencer corridas, tentando ser competitivo ao longo de toda a temporada”, frisou. “Espero que a temporada, também se a Covid estiver resolvida, seja mais normal do que no ano passado, para que possamos usar todas as diferentes pistas no período certo”, torceu.

“E o objetivo é ser forte, ser competitivo do início ao fim”, insistiu o italiano, que já se mostrou satisfeito com a condição técnica oferecida pela Yamaha.

Assim como o plano originalmente traçado para 2020, Valentino disse que planeja definir o futuro nas férias de verão. Mas sublinhou que a performance vai ser decisiva nesse sentido.

“Vou decidir durante as férias de verão. Então em meados da temporada. Quero fazer meia temporada [antes de decidir]”, explicou. “A minha decisão virá dos resultados. Se for forte e puder lutar pelo pódio, puder lutar pela vitória, posso continuar por mais um ano. Ou, se não puder, não. Então vou decidir por volta do verão”, detalhou.

“Não é uma decisão fácil, mas, com certeza, tudo vai depender dos resultados. Acho que se puder ser competitivo, lutar pela vitória, pelo pódio, posso continuar por outro ano”, declarou.

Rossi disse, entretanto, que não é uma decisão unicamente dele, já que a equipe e a fábrica podem ter uma visão diferente.

“Esta é a minha ideia. Não falei com a equipe, não falei com a Yamaha. Talvez eles me digam que a decisão não é minha. É possível!”, frisou. “Vai mudar muito a minha vida, mas não estou preocupado. Sei que tive uma carreira muito, muito longa e estou feliz”, encerrou.

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