Yamaha opta por “evitar estresse” e descarta substituir Rossi no GP de Teruel

A fábrica dos três diapasões confirmou neste domingo que não vai colocar ninguém no lugar o multicampeão na corrida do próximo fim de semana. Lei italiana exige dez dias de isolamento para casos positivos de Covid-19

A Yamaha bateu o martelo e não vai substituir Valentino Rossi no GP de Teruel da próxima semana. Na última quinta-feira (15), o italiano confirmou que tinha testado positivo para Covid-19 e está em isolamento em casa, em Tavullia, na Itália.

Inicialmente, a participação de Rossi na segunda corrida no MotorLand tinha sido colocada como improvável, mas agora foi totalmente descartada já que, independente do resultado de novos testes, a lei da Itália obriga um isolamento de dez dias para quem contrai o novo coronavírus.

A Yamaha justificou a decisão alegando que não queria submeter a equipe ao estresse de se adaptar a um novo piloto em meio a um período de pandemia.

“A Yamaha Motor Co. e a Monster Energy Yamaha MotoGP decidiram não inscrever um substituto para Valentino Rossi no GP de Teruel da próxima semana”, anunciou. “De acordo com o decreto do Presidente do Conselho de Ministros da Itália, emitido na terça-feira, 13 de outubro, Rossi não terá permissão para participar da corrida da próxima semana (23 – 25 de outubro). As medidas italianas contra a Covid-19 exigem que qualquer pessoa que teste positivo fique em autoisolamento por dez dias a partir do momento do teste (no caso de Rossi, quinta-feira, 15 de outubro)”, seguiu.

Valentino Rossi não vai ser substituído no GP de Teruel (Foto: Yamaha)

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“Antes de voltar à vida normal, ele vai precisar fazer um novo teste PCR e registrar um resultado negativo. Portanto, o mais cedo que Rossi poderá participar de um evento da MotoGP será no GP da Europa, realizada no circuito Ricardo Tormo, em Valência, entre 6 e 8 de novembro”, detalhou. “A Yamaha pesou cautelosamente as opções e decidiu não inscrever um substituto para Rossi no próximo GP de Teruel. Essa decisão foi motivada pelo alto estresse colocado em cima dos membros do projeto da Yamaha na MotoGP durante esta temporada influenciada pela Covid-19”, justificou.

“Levando em consideração o número reduzido de pessoas no evento, assim como a longa permanência obrigatória dos engenheiros da YMC e da equipe não-europeia da equipe, a YMC e a Monster Energy Yamaha MotoGP escolheram não impor o estresse adicional de ter de se adaptar a um novo piloto que seria substituto de Rossi por apenas um fim de semana”, apontou.

A Yamaha explicou, ainda, que consultou a direção de prova para não descumprir o regulamento, que pede que as equipes substituam o titular em um intervalo de dez dias.

“No processo de tomada de decisão de não inscrever um substituto no GP de Teruel, a Yamaha confirmou que a direção de prova que estava cumprindo o regulamento da FIM para o Mundial de Motovelocidade. O artigo 1.11.3.ii diz que: ‘As equipes devem fazer todos os esforços razoáveis para ter um substituto qualificado para cumprir suas obrigações como inscrita no prazo de dez dias após uma retirada’. No caso da retirada de Rossi do GP de Aragão, isso foi oficialmente comunicado pela Monster Energy Yamaha MotoGP à IRTA [Associação Internacional das Equipes de Corrida] na sexta-feira, 16 de outubro. Isso significa que o limite de dez dias seria atingido na segunda-feira, 26 de outubro, um dia depois da corrida do GP de Teruel”, explicou.

“Durante o GP de Teruel do próximo fim de semana, a Monster Energy Yamaha MotoGP estará totalmente focada em apoiar Maverick Viñales”, frisou. “Novas atualizações sobre as condições de Rossi podem ser esperadas na semana seguinte”, concluiu.

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