Diretor vê Dakar como “prova mais para homens do que para mulheres”. E Sanz fala em “tentar mostrar o contrário”

Em entrevista à agência de notícias EFE, Etienne Lavigne avaliou que o Rali Dakar é uma “disciplina mais para homens do que para mulheres”. Uma das principais representantes femininas na categoria, Laia Sanz tratou de responder e lembrou que a prova é dura para todos

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Em um ano com 515 inscritos, o Rali Dakar terá uma participação feminina de apenas 2,13%. No total, são 11 mulheres inscritas: quatro nas motos ― Laia Sanz, Rosa Romero, Mirjam Pol e Gabriela Novolna ―, duas nos quadriciclos ― Olga Rouckova e Suany Martínez ―, quatro nos carros ― Cristina Gutiérrez, Alicia Reina, Fernanda Kanno e Eugénie Decré ―, e uma nos UTVs ― Camelia Liparoti.
 
Em um cenário assim, não surpreende que o Dakar seja visto como uma competição masculina. Em entrevista à agência de notícias EFE, Etienne Lavigne, diretor do rali, avaliou que a prova é “mais uma disciplina para homens do que para mulheres”.

Questionado sobre as razões de uma porcentagem tão baixa de mulheres no Dakar, Lavigne respondeu: “Sem machismo, mas é verdade que é mais uma disciplina para homens do que para mulheres”.

Laia Sanz vai defender a KTM na edição 2018 do Rali Dakar (Foto: Future7Media/KTM)

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“Na história, tem mais interesse de homens em competir do que de mulheres. Mas é assim desde a primeira edição”, comentou. “Tem anos com mais mulheres, este ano tem menos, mas é assim, não vamos mudar o formato da prova”, assegurou.
 
“É assim. Nesta disciplina, tem menos pilotos mulheres do que em outras disciplinas ou esportes. É assim. Não é a minha vontade”, reforçou.
 
Principal expoente feminino do esporte, Laia Sanz foi rápida em responder e tratou de avisar que tentará provar o contrário. A espanhola tem como melhor resultado um nono posto na classificação geral do Dakar de 2009.
 
“Vamos lá para tentar mostrar o contrário”, disse Laia em uma coletiva de imprensa em Barcelona. “Faz muitos anos que luto conta esse tipo de comentários e não é assim. Cada vez tem mais mulheres que se dedicam ao mundo do motor, mas a mudança não se faz de um dia para o outro. Nós precisamos de tempo e isso vai mudando pouco a pouco”, continuou.
 
Falando ao jornal espanhol ‘Mundo Deportivo’, a titular da KTM lembrou que o Dakar é duro para todos e apontou que a única diferença é na hora de fazer xixi.
 
“Ele disse que é uma corrida mais para homens do que para mulheres, mas acho que, mais do que isso, se trata de uma corrida dura. Não é nem de homens ou de mulheres”, disse. “‘O que acontece por ser mulher no vivac?’, me perguntam com frequência. Para mim, é duro, mas também para um homem. É incômodo. Pode ser que para fazer xixi eu tenha de me esconder mais, mas, no resto, não muda nada. É duro para todos”, frisou.
 
Questionada se comentários como o de Lavigne lhe dão mais motivação para o rali, Sanz respondeu: “No final, ele tem de vender que é a corrida mais dura do mundo”.
 
“Estou lutando contra este tipo de comentários desde sempre. Creio que me motiva mais. Antes me afetava muito, mas chega um momento em que você aprende a canalizar e a transformar em algo bom, tentar mostrar que não é assim. É uma motivação mais para fazer bem este ano. Vamos lá mostrar o contrário”, avisou.
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