Spengler revela nervosismo nas voltas finais em Hockenheim e realiza sonho com título do DTM

Ainda atordoado pela glória que alcançou neste fim de semana, Bruno Spengler mal sabe como se sentir após conquistar o título do DTM em seu primeiro ano com a BMW. No calor do momento, veio a cantoria, embalada pela famosa canção do Queen que tanto toca em decisões esportivas

Toda a tensão vivida por Bruno Spengler, neste domingo (21), em Hockenheim, foi liberada em forma de música. A quarta vitória em 2012 rendeu ao piloto canadense o título da categoria no ano do retorno da BMW ao certame. A conquista deixou Spengler sem nem saber exatamente com que sentimentos lidar. “Ainda não sei direito como ou o que devo sentir”, admitiu, em entrevista ao site da BMW.

Melhor piloto da segunda metade da temporada, Spengler chegou com força à prova final do DTM para uma disputa frente a frente com seu principal rival: Gary Paffett, inglês da Mercedes. Quem cruzasse a linha de chegada antes, levaria o caneco. Numa bela briga, direta e na pista, que se estendeu por mais da metade da corrida, Paffett bem que tentou alcançar a BMW, mas não conseguiu.

Spengler e Paffett "brincaram" de gato e rato em Hockenheim (Foto: DTM)

Ver a aproximação do carro da estrela de três pontos mexeu com o controle emocional de Spengler. Não havia margem para erros. Em contrapartida, o nervosismo crescia instante após instante.

O piloto da BMW descreveu as sensações que enfrentou dentro do cockpit do protótipo de número 7: “Eu estava muito nervoso. Meu coração acelerado e minha pulsação em 180. Não parava de olhar no retrovisor para ver onde Gary Paffett estava, e esperava pela bandeira quadriculada. Nunca na minha corrida fiquei tão desesperado pelo fim de uma corrida como nessa final, em Hockenheim. Quando cruzei a linha de chegada, toda a tensão foi liberada. Estava muito feliz. Tão exaltado que cantei ‘We are the Champions’”.

Depois, com a cabeça mais fria, não teve dúvidas: “É um sonho que vira realidade”. Spengler disputou, em 2012, sua oitava temporada no DTM. Nas sete primeiras, defendeu a Mercedes e passou muito perto de ser campeão em quatro oportunidades, mas viu os títulos escaparem por entre os dedos.

O nervosismo e a tensão também acompanharam sua equipe, a Schnitzer. “Na corrida final, quando tudo estava em jogo, tivemos um carro perfeito. O time fez um trabalho sensacional mais uma vez, mesmo sentindo a pressão. Não cometemos nenhum erro e é por isso que merecemos vencer”, afirmou.

No DTM, muitas vezes a marca chega a ser até mais importante que o piloto. E Spengler não deixou isso de lado nas declarações pós-corrida. “Orgulhoso por ser o primeiro campeão pela BMW após o grande retorno”, fez questão de mencionar a importância do feito que ajudou a montadora bávara, campeã de pilotos, equipes e marcas, a alcançar.

Chefe da BMW, Jens Marquardt recebe Spengler após a vitória em Hockenheim (Foto: BMW)

“Fizemos história no automobilismo com essa vitória. Provavelmente, vai levar alguns dias para compreender completamente o que o Team Schnitzer e toda a BMW conquistaram nessa temporada. O fato que isso aconteceu em meu primeiro ano com a BMW é realmente sensacional”, vibrou.

“No automobilismo, você nunca vence sozinho. Uma vitória em um campeonato sempre é um sucesso para toda a equipe. Mesmo dentro da pista, quando eu sento no carro, eu nunca sinto que estou por conta própria. Posso sentir o apoio de todo o time”, continuou. “Todos na BMW fizeram uma contribuição significativa para o sucesso que nós atingimos nessa temporada”, destacou o campeão.

Nas próximas semanas, Spengler precisará atender a uma série de compromissos promocionais, eventos de mídia, programas de TV, etc., uma infinidade de tarefas. Está ansioso por tudo, afinal, trata-se de nada mais que uma recompensa: “Trabalhei muito e muito duro para ser celebrado como campeão no fim do ano”. O piloto de 29 anos tem como heroi no automobilismo Gilles Villeneuve, compatriota que perdeu a vida num trágico acidente na F1 um ano antes de seu nascimento.

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