F1
06/06/2018 18:22

Por “questão de qualidade”, Mercedes volta atrás e cancela mudança para segundo motor do ano no GP do Canadá

Um dia após anúncio de Toto Wolff, Mercedes volta atrás e cancela introdução de novos motores no GP do Canadá. Problema surgido soma-se ao desafio que a alemã vem enfrentando com os pneus hipermacios
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Lewis Hamilton durante os treinos livres do GP de Mônaco da F1 2018 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

A despeito do que havia sido anunciado, ontem, por Toto Wolff, a Mercedes não introduzirá seus novos motores no GP do Canadá. Apesar de ter sido feito na terça-feira (5), o anúncio foi revertido nesta quarta-feira (6), ao passo que problemas de qualidade nas peças foram descobertos. A construtora utilizaria o segundo de três motores que tem direito, conforme o regulamento da F1.
 
Com o imbróglio, espera-se que a Mercedes introduza as novas unidades de potência no GP da França, assim como as outras equipes que utilizam seus motores. O uso das novas unidades havia sido colocado por Wolff como um ganho de performance necessário frente à concorrência, assim como um contraponto aos problemas com pneus hipermacios que a equipe alemã vem enfrentando desde o GP de Mônaco.
Toto Wolff voltou atrás e, um dia depois do anúncio, cancelou a introdução de novos motores da Mercedes no GP do Canadá (Foto: Mercedes)

“Esperamos um certo número de construtores realizando a troca programada de suas unidades de potência neste fim de semana e estamos trabalhando duro para trazer melhor performance ao carro assim que possível. Podemos ver que estamos em uma posição mais forte em ambos os campeonatos do que estávamos 12 meses atrás, mas também sabemos que a batalha está mais feroz, com a gente, Ferrari e Red Bull na briga por vitórias em todas as corridas. Não há momento para relaxar”, analisou Wolff, ao anunciar a estratégia agora cancelada.
 
Na contramão da desistência da equipe de Lewis Hamilton, a Renault anunciou que levará a 'versão B' de seus motores para Montreal — ainda que não saiba quais clientes terão acesso à novidade. Paralelamente, a Honda revelou, também, que trará atualizações à Toro Rosso, com o objetivo de aumentar a potência de saída do motor de combustão interna.

Ao contrário da Red Bull, que vem sofrendo com constantes substituições de peças, principalmente da unidade cinética de seus carros, e que teve Daniel Ricciardo punido por isso já para a etapa canadense da F1, a troca da Mercedes estava programada por motivos estratégicos, e não decorria de problemas mecânicos. O adiamento da mudança torna-se, agora, a segunda preocupação para a atual campeã de construtores, que vê o circuito de Gilles Villeneuve como propício para maximizar os problemas com os hipermacios, caso não sejam corrigidos. Até o momento, apenas a Ferrari, dentre as líderes, não possui más notícias para o fim de semana.
 
“Usaremos os mesmos pneus de Mônaco e podemos ter problemas similares aos de lá, portanto precisamos ter certeza de que não estaremos expostos. Em Montreal, caso você perca ritmo e sofra com desgaste, os outros te passarão muito facilmente”, comentou Andrew Shovlin, engenheiro-chefe da equipe de Stuttgart.
 
A Mercedes atualmente lidera o Mundial de Construtores e tem Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, respectivamente, na primeira e quarta posição do Mundial de Pilotos. A largada para o GP do Canadá ocorre no próximo domingo (10) às 15h10 (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.
 
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