Corpo de Senna é liberado para ser levado do Hospital Maggiore ao Instituto Médico Legal de Bolonha

Após a confirmação de morte não-natural, lei italiana obriga que corpo seja encaminhado ao Instituto Médico Legal para realização de autópsia oficial

Algumas horas após a confirmação da morte de Ayrton Senna, por conta do acidente no GP de San Marino, neste domingo (1), o Hospital Maggiore liberou e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal de Bolonha exatamente às 16h27 (horário de Brasília). Os legistas agora vão realizar a autópsia, como pede a legislação italiana em casos de morte não-natural.
 
Depois da necrópsia e da análise legal, a família vai ser permitida a trazer o corpo para o Brasil. O presidente Itamar Franco colocou um avião da Força Aérea Brasileira à disposição dos Senna por meio do embaixador brasileiro em Roma, Orlando Carbonar.
 
O irmão de Ayrton, Leonardo Senna, estava em Ímola para acompanhar o fim de semana e, juntamente às autoridades brasileiras na Itália, deve conseguir que o corpo do piloto volte para o Brasil até a segunda-feira.

Senna morreu neste domingo após um acidente sofrido no GP de San Marino (Foto: Getty Images)

Três vezes campeão mundial de F1, Senna largou na pole da corrida em Ímola, onde já havia vencido três vezes em seus dez anos na categoria – em 1988, 1989, 1991. O ar já era pesado após o acidente horrendo de Rubens Barrichello na sexta, do qual o piloto teve sorte em escapar com pequenas lesões, e especialmente a colisão fatal de Roland Ratzenberger no treino classificatório de sábado.
 
Ninguém morria num carro de F1 desde 1986, quando Elio de Angelis foi sufocado pela fumaça do fogo que seu carro produzia após batida em um teste em Paul Ricard. Em eventos oficiais da F1, o tempo aumenta até 1982, quando Riccardo Paletti morreu após sofrer grave lesão torácica em acidente na largada do GP do Canadá.

GRANDE PRÊMIO acompanha o GP de San Marino, terceira etapa da temporada 1994 da F1, revivendo o noticiário daquela data

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