Organização do GP do Brasil celebra vistoria positiva da FIM: “Cronograma sendo cumprido”
Procurada pelo GRANDE PRÊMIO, a organização do GP do Brasil de MotoGP fez um balanço positivo da vistoria feita pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM) no Autódromo Internacional Ayrton Senna no início da semana
A organização do GP do Brasil de MotoGP classificou como “totalmente positivo” o resultado da vistoria feita pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM) no Autódromo Internacional Ayrton Senna no início da semana. Procurada pelo GRANDE PRÊMIO, a Brasil Motorsport destacou que o cronograma das obras no circuito em Goiânia segue “sendo cumprido integralmente”.
Faltando pouco mais de 60 dias para o início dos treinos para o GP do Brasil, representantes da FIM estiveram no circuito goiano nos últimos dias 13 e 14 para checar o avanço dos trabalhos na pista e na infraestrutura do autódromo. Entre os itens inspecionados, estavam as áreas de escape, dispositivos de segurança, marcações da pista, postos de comissários, equipamentos de manutenção e o pit-lane.
De acordo com os organizadores da etapa brasileira, o saldo da visita foi positivo, já que a entidade entendeu que o cronograma está sendo cumprido e que os apontamentos feitos na visita anterior “foram superados”.
“O Autódromo Internacional de Goiânia recebeu nesta semana a visita da equipe técnica da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), conforme previsto no cronograma. A inspeção teve como objetivo acompanhar o andamento das obras e verificar a conformidade dos trabalhos, com resultado totalmente positivo”, disse a promotora em nota ao GP. “Segundo a avaliação da FIM, o cronograma está sendo cumprido integralmente, as intervenções seguem dentro dos padrões exigidos e todos os pontos levantados na visita anterior já foram superados”, seguiu.

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“As obras seguem dentro do prazo e estarão concluídas para o evento-teste, programado para os dias 28 de fevereiro e 1º de março, quando será realizada a homologação da pista”, frisou. “Paralelamente, a montagem da estrutura do evento também avança conforme o planejado, com o início da instalação das arquibancadas temporárias, incluindo a arquibancada utilizada nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024, que já está no circuito e começará a ser montada nos próximos dias”, completou.
Em nota à imprensa, o governo de Goiás confirmou que a FIM aprovou as adequações estruturais que foram feitas no autódromo após a primeira vistoria da entidade, realizada em 18 de novembro do ano passado.
“A delegação da FIM percorreu vários pontos do autódromo, vistoriando tanto as intervenções nas pistas, como nas zebras e áreas de escape, quanto as estruturais, como a ampliação da ala dos boxes e adequações do paddock, centro médico e na área de direção de prova”, explicou a gestão estadual.
O evento teste que será realizado no fim de fevereiro vai reunir as categorias GP 600, R3 Talent Cup e GP 1000. Na prova, serão testadas as equipes de sinalização, resgate, bombeiros, a segurança da pista e todo o sistema de segurança que será utilizado na etapa do Mundial de Motovelocidade.
O governo de Goiás detalhou, também, como será o evento teste. No dia 28 de fevereiro, serão realizadas quatro simulações de 40 minutos de corrida. No dia seguinte, serão 17 sessões simuladas, com duração variando entre 20 minutos e 1 hora.
O GRANDE PRÊMIO apurou que parte dos fiscais de pista que vão atuar durante o GP do Brasil serão os mesmos que já participam no GP de São Paulo de Fórmula 1. No total, cerca de 400 pessoas vão agir no controle da corrida, inclusive na direção de prova. Destas, cerca de 60 serão levadas da capital paulista.
A equipe já está em treinamento para estar adaptada às necessidades de uma categoria FIM. O GP apurou que a parte online da preparação já foi concluída, mas falta uma parte prática, que será feita na semana do evento teste.
A equipe médica que vai atuar no GP do Brasil será chefiada pelo Dr. Dino Altmann, que também trabalha na etapa da F1, atuando em conjunto com o Dr. Marcos Kawasaki, que é diretor-médico da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo).
Na última terça-feira (13), a Agência Goiana de Infraestrutura e Transporte (Goinfra), que conduz os trabalhos no autódromo, anunciou que as obras atingiram a marca de 84% de execução. A pasta apontou que o circuito passa por uma remodelação completa, com a reconstrução e ampliação do paddock; modernização de arquibancadas, sala de imprensa e camarotes; construção de uma nova torre de controle e centro médico; reforma do setor de administração, bloco de apoio e depósito de materiais, resíduos e óleo. Além disso, os 3.825 metros da pista foram completamente reconstruídos e recapeados, com troca das barreiras de pneus, guard-rails e zebras.

A Goinfra confirmou, ainda, que o asfalto já está pronto. A agência explicou que foi aplicada uma camada de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), que funciona como base estrutural do pavimento, garantindo uniformidade, aderência e distribuição adequada dos esforços do tráfego. Depois, foi executada uma segunda camada de SMA (stone matrix asphalt ou matriz pétrea asfáltica), uma solução indicada para circuitos de velocidade por oferecer maior resistência, aderência e redução de ruídos. É a mesma técnica, por exemplo, usada no Autódromo de Interlagos.
Agora, o trabalho foca na fase final de pavimentação e implantação de gradis nas duas pistas auxiliares, que juntas somam cerca de sete quilômetros e formam os anéis interno e externo da pista principal. A área de escape também foi toda reestruturada e um novo viaduto foi implantado sobre o circuito. Essa estrutura cria um acesso adicional ao autódromo, pela Avenida Autódromo Ayrton Senna.
Estão em fase final de execução as intervenções nas áreas de escape, que foram ampliadas, além de instalação de novas zebras. A última etapa será a implantação dos sistemas eletrônicos que permitem todo o controle da prova, com circuitos de televisão e de comunicação, painéis eletrônicos e fibras óticas e de dados.
O governo de Goiás está investindo R$ 55 milhões na modernização do circuito para poder receber o Mundial de Motovelocidade. Um estudo do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos apontou para uma movimentação financeira superior a R$ 898 milhões com a realização da etapa.
A MotoGP correu pela última vez no Brasil em 2004, no hoje extinto Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, a Dorna já havia assinado outros dois protocolos de intenção — um para Deodoro e outro para Brasília —, mas nenhum deles avançou.
Esta, porém, não será a primeira vez que Goiânia vai receber uma etapa do Mundial de Motovelocidade. O Autódromo Internacional Ayrton Senna recebeu etapas entre 1987 e 1989. Depois, a categoria chegou a passar por Interlagos, em 1992, antes de rumar para o Rio de Janeiro, onde correu durante uma década.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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