GUIA 2026: como Kanaan e Castroneves mantém protagonismo na Indy
Apesar de não disputarem a temporada completa, Tony Kanaan e Helio Castroneves ainda são personagens importantes na Indy. E podem ganhar um papel ainda mais relevante ao longo da temporada 2026
Tony Kanaan e Helio Castroneves já não competem em tempo integral na Indy há alguns anos. No entanto, ainda ocupam um lugar de destaque na categoria: o primeiro é chefe da McLaren, enquanto o segundo é sócio da Meyer Shank e segue em busca do sonho de se tornar o maior vencedor da história das 500 Milhas de Indianápolis — vai representar a equipe mais uma vez na edição de 2026. Apesar de não serem protagonistas como antes, os brasileiros seguem como peças-chave do esporte.
Kanaan disputou pela última vez uma temporada completa da Indy em 2019, em uma Foyt que era pouco competitiva. Ainda sim, conquistou um pódio no GP de Gateway. A partir do ano seguinte, passou a correr apenas nos ovais. Retornou à Ganassi em 2021 e fez somente as 500 Milhas de Indianápolis de 2022, obtendo o terceiro lugar na ocasião.
A última Indy 500 foi em 2023 pela McLaren, quando foi 16° colocado. No mês seguinte à corrida, foi anunciado como conselheiro especial do time, atuando como mentor dos pilotos e trabalhando com as parcerias comerciais e o desenvolvimento de negócios da equipe. Em outubro, foi promovido a diretor-técnico, ficando mais próximo do cotidiano do time.
Como diretor-esportivo, Kanaan foi quem assumiu a decisão de dispensar Théo Pourchaire, que havia recém-chegado à McLaren, e trazer Nolan Siegel para a equipe durante a temporada — o brasileiro tomou a responsabilidade pela resolução pública mais polêmica do time na ocasião. No entanto, foi desta forma que encerrou o rodízio no carro #6, iniciado com Álex Palou, que anunciou que não cumpriria o contrato com a equipe.

Depois, David Malukas foi contratado, mas se machucou após uma queda de bicicleta e a recuperação foi muito além do tempo que o piloto inicialmente informou para os dirigentes, o que lhe rendeu a dispensa antes mesmo da estreia. Então, Callum Ilott e Pourchaire se revezarem no carro, mas o francês assumiu definitivamente o posto, até que a McLaren encerrou o acordo para dar chance a Siegel, que até hoje permanece na escuderia.
Aos poucos, o baiano continuou crescendo dentro do time, tornando-se braço direito de Zak Brown, CEO da McLaren, até ser oficializado como chefe de equipe em fevereiro de 2025. Sob o comando de Tony, a escuderia teve a melhor temporada da história, com Pato O’Ward terminando como vice-campeão de Álex Palou, que dominou a categoria no ano passado. Foram três poles, duas vitórias e 12 pódios ao longo da campanha.
A tendência é de evoluir ainda mais: a McLaren segue investindo na Indy e inaugurou a nova sede em Indianápolis. “Estamos muito animados em trabalhar a partir do McLaren Racing Center, com espaço, tecnologia e infraestrutura que precisamos, tudo sob o mesmo teto. Nosso foco não mudou na ida à casa nova, continua em crescer, vencer as 500 milhas de Indianápolis e brigar pelo título. Estabelecemos altos padrões em 2025 e queremos aumentá-los nesta temporada. A equipe está pronta para continuar brigando”, declarou Kanaan.
Com o crescimento da equipe, O’Ward pode enfim se colocar entre os reais candidatos ao título da Indy neste ano. O mexicano é o principal nome da McLaren e é responsável por liderar o time. Com 26 anos, o futuro é promissor, mas é preciso dar o passo à frente o quanto antes.
Castroneves pode e deve sonhar com quinta vitória na Indy 500

Castroneves deixou de competir em tempo integral na Indy em 2023, mas seguiu na Meyer Shank como acionista, pilotando pela equipe apenas nas 500 Milhas de Indianápolis desde então. Foi 20° em 2024 e décimo no ano passado — onde a evolução com a parceria técnica com a Ganassi já pôde ser vista.
O paulista se transferiu ao time em 2021, em contrato para disputar somente seis corridas, após uma passagem de 20 anos pela Penske uma rápida aparição na McLaren. Logo na estreia, o brasileiro fez história ao vencer as 500 Milhas de Indianápolis pela quarta vez, juntando-se a AJ Foyt, Al Unser e Rick Mears entre os maiores vencedores da história da prova e sendo o único a não ter nascido nos Estados Unidos.
O time se empolgou com a conquista e assinou um contrato para mais duas temporadas completas com Castroneves. No entanto, passou longe de ter resultados expressivos durante os dois anos, o que levou a equipe a substituí-lo por Tom Blomqvist a partir de 2024. Helio, então, passou a competir em um terceiro carro somente na Indy 500.
Um novo triunfo o colocaria como o maior vencedor da prova mais prestigiosa da categoria, um feito que dificilmente será igualado. Apesar da idade avançada — 50 anos, no caso —, além do fato de a Meyer Shank não ser uma das equipes de ponta, Helio já provou que tem capacidade de superar as adversidades e pode, sim, sonhar com o quinto triunfo. Além disso, a tendência é que o time cresça ainda mais de produção com a parceria com a Ganassi.
O GRANDE PRÊMIO dá início, em 23 de fevereiro, ao Guia da temporada 2026 da Indy. Nos próximos dias, trará análises aprofundadas, projeções e tudo o que é preciso saber antes do sinal verde para o primeiro treino livre do GP de St. Pete.
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