GUIA 2026: Brasil retorna ao calendário da MotoGP tendo Moreira como chamariz

Depois de décadas ausente, o Brasil volta a aparecer no cronograma da MotoGP em 2026 com uma corrida no reformado circuitode Goiânia. E ainda conta com a presença de Diogo Moreira para atrair ainda mais o apaixonado público da categoria

O BRASIL ESTÁ DE VOLTA AO CALENDÁRIO DA MOTOGP. Depois de 21 anos afastado do cronograma do Mundial de Motovelocidade, o país vai receber novamente o espetáculo. E justamente onde tudo começou no distante ano de 1987: Goiânia. Para isso, o Autódromo Internacional Ayrton Senna precisou de muitas reformas e adequações.

Receber um evento internacional no Brasil parece, quase sempre, função das grandes cidades, como São Paulo ou Rio de Janeiro. As duas, aliás, já tiveram chances com a MotoGP. Interlagos foi palco de uma corrida em 1992 enquanto a capital fluminense sediou provas entre 1995 e 2004. Brasília também tentou a categoria no passado, mas não passou de um sonho, assim como a possível realização de prova em Deodoro — um autódromo que sequer saiu do papel, vale lembrar.

Goiânia, por outro lado, raramente é lembrada. Sendo apenas a décima maior cidade brasileira por população, com pouco mais de 1,4 milhão de habitantes, a capital do estado de Goiás tinha nas mãos uma oportunidade com a MotoGP e um autódromo que precisava de uma boa reforma. No fim de 2024, as coisas se juntaram e o acordo foi assinado: cinco anos de contrato a partir de 2026.

A cidade foi a primeira a receber a MotoGP, entre 1987 e 1989, em um momento muito diferente do atual. O circuito tinha menos segurança, a categoria se aventurava em locais pouco conhecidos, mesmo cheia de ídolos. A falta de organização e o sumiço do público das arquibancadas fizeram o casamento ser passageiro entre as duas partes. Agora, no entanto, é muito diferente.

Goiânia está na fase final da obra para receber a MotoGP (Foto: SEEL)

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Para receber a MotoGP, Goiânia passou por obras de modernização e ampliação antes da prova no fim de março. Trabalhos intensos foram realizados no traçado goiano e também nas áreas de boxes e entorno do autódromo ao longo dos últimos meses. Apesar do tempo curto, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) solicitou mais “adequações estruturais” que atrasaram todo o processo.

Depois dos sustos, não há mais a preocupação de cancelamento ou adiamento da corrida. A própria FIM já destacou o “enorme progresso” nas obras, apesar de “muito trabalho a ser feito”.

O que dá um ânimo a mais é outro retorno brasileiro na MotoGP. Após longa espera, o país vai finalmente ter um piloto no grid, com a chegada de Diogo Moreira. O atual campeão da Moto2 será o primeiro desde Alex Barros em 2007. Em um país carente de ídolos no esporte a motor, o novato pode ser um chamariz e atrair ainda mais o público que desejou tanto a volta do Mundial.

Cercado de retornos e significados, o Brasil está mais uma vez na MotoGP. E independente do que acontecer por aqui no fim de março, a história do motociclismo nacional já foi reescrita com um belo capítulo, com as ajudas de Goiânia e Diogo Moreira.

A temporada 2026 começa neste fim de semana, com o GP da Tailândia, em Buriram. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa da MotoGP, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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