Conway, Kobayashi e López enfim levam Toyota #7 à vitória nas 24 Horas de Le Mans

Finalmente, chegou a vez do Toyota #7 em Le Mans. Praticamente no comando desde o início, o trio Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María López venceu pela primeira vez a corrida mais charmosa do endurance, inaugurando a era dos hipercarros em La Sarthe. O brasileiro André Negrão, com a Alpine, completou o pódio da classe principal

Chegada apertada da LMP2 em Le Mans quase termina em atropelamento (Foto: FIA WEC)

Enfim, o Toyota #7 pode celebrar a vitória nas 24 Horas de Le Mans. No comando da prova desde as primeiras horas, depois de partir da pole, o trio Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María López não deu chances a ninguém e soube administrar a vantagem que impôs para o outro Toyota, que se viu em apuros na largada e também precisou lidar com problemas no decorrer da disputa no circuito de La Sarthe. O triunfo na edição 89ª é o quarto seguido da equipe japonesa em Le Mans. E o primeiro da trinca Conway/Kobayashi/López. Nos últimos três anos, a corrida gaulesa viu vitórias apenas do #8.

Ainda, a vitória do Toyota #7 inaugura de vez a era dos hipercarros na tradicional pista francesa – categoria que substitui a LMP1 a partir desta temporada do Mundial de Endurance e promete levar as corridas de longa duração de volta a um período de ouro.

Ao longo da prova, ambos carros japoneses enfrentaram problemas de combustível – o que forçou paradas adicionais nos boxes. Mas o #8 enfrentou mais dificuldades. Logo na primeira volta, foi tocado pelo Glickenhaus #708 guiado por Olivier Pla e teve de promover uma recuperação. Mais tarde, o carro perdeu rendimento a partir da 18ª hora e só na parte final é que foi capaz de retomar o desempenho. Mesmo assim, não foi possível encarar os colegas de garagem. Dessa forma, Sébastien Buemi, Kazuki Nakajima e Brendon Hartley acabaram apenas completando a dobradinha da marca nipônica.

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O trio Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María López não deu chances a ninguém e venceu as 24 Horas de Le Mans (Foto: AFP)

A terceira colocação entre os hipercarros ficou com a Alpine. Conduzida pelo trio Nicolas Lapierre, Matthieu Vaxivière e o brasileiro André Negrão, a equipe travou uma bela batalha contra o estreante Glickenhaus, que foi pilotado por Pla, Franck Mailleux e o também brasileiro Pipo Derani. Na verdade, Lapierre colocou a posição em risco com uma rodada na pista molhada ainda nas primeiras horas da corrida, enquanto Vaxivière também cometeu um erro durante o trecho noturno da prova.

No fim, porém, a marca francesa acabou levando a melhor com uma performance consistente na reta final da corrida. Assim sendo, Negrão é o melhor brasileiro com o pódio na classe principal.

Dessa maneira, o #708 cruzou a linha de chegada na quarta posição, mesmo depois de um polêmico toque no Toyota #8 ainda na largada. De qualquer forma, a equipe americana foi capaz de retomar ritmo para chegar logo à frente do outro modelo da esquadra, guiado por Ryan Briscoe, Romain Dumas e Richard Westbrook.

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A carga de drama dessas 24 Horas ficou mesmo com a categoria LMP2. A classe acompanhou um confronto duro entre os carros da WRT contra a equipe Jota. No fim, o Oreca #41, que liderava nos minutos finais, ficou pelo caminho no giro final, abrindo caminho para o #31, guiado por Robin Frijns, que precisou se defender até a bandeirada dos ataques do carro #28, guiado por Tom Blomqvist – aliás, a chegada foi tão apertada que quase causou um atropelamento. O #41 era conduzido por Robert Kubica, Louis Delétraz e Yifei Ye. Apesar da falta de sorte no fim, a trinca teve grande atuação ao longo da corrida.

Azar de uns, sorte de outros: a terceira colocação ficou com Will Stevens, Julien Canal e James Allen, no carro da Panis. Paul di Resta Alex Lynn e Wayne Boyd, com a United Autosport, completaram os quatro primeiros. Alex Brundle, Renger Van Der Zande e Jakub Smiechowski fecharam em um ótimo top-5.

A Alpine de André Negrão terminou em terceiro (Foto: FIA WEC)

Depois de um início voador e da pole na classe P2, António Félix da Costa, Anthony Davidson e Roberto Gonzalez, no Jota #38, salvaram um top-10. O trio acabou fora da briga pela vitória depois de um erro de Davidson na curva 1.

A sub-divisão LMP2 – Pro/Am, a DragonSpeed de Henrik Hedman, Juan Pablo Montoya e Ben Hanley levou a melhor.

A Ferrari foi a grande vencedora na classe LMGTE – Pro. A marca italiana, representada pela AF Corse, saiu vitoriosa da batalha contra Corvette e Porsche na edição 2021 das 24 Horas de Le Mans. O modelo 488 guiado por Alessandro Pier Guidi, James Calado e Côme Ledogar teve de escalar o pelotão até a liderança. Mas, depois, não deu mais chances a ninguém.

A segunda colocação ficou com a americana Corvette. Antonio Garcia conduziu o #63 até a bandeirada, seguido pelo Porsche #92 de Kevin Estre. A Ferrari #52, do brasileiro Daniel Serra, Miguel Molina e Sam Bird, completou a corrida em quinto, depois de uma noite tumultuada, marcada por um problema de suspensão, além de pneu furado durante a manhã.

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Marcos Gomes sofreu forte acidente nas 24 Horas de Le Mans, neste sábado (Vídeo: Le Mans)

E a AF Corse repetiu a boa atuação e venceu também a classe LMGTE – Am. François Perrodo, Nicklas Nielsen e Alessio Rovera levaram a Ferrari #83 ao triunfo, depois da batalha contra o Aston Martin #33 do brasileiro Felipe Fraga, Dylan Perera e Ben Keating. Matteo Cressoni completou o top-3 com a outra Ferrari #80.

Entre os demais brasileiros, Felipe Nasr, correndo pela Risi Competizione com Ryan Cullen e Oliver Jarvis, abandonou a prova na parte final, enquanto Marcos Gomes sofreu acidente fortíssimo durante a quarta hora da corrida, na tarde de sábado ainda. O piloto, que competia com o carro da Aston Martin pela equipe Northwest, foi atendido pelos médicos logo em seguida e passa bem, apenas com dores no pescoço.

A próxima etapa do Mundial de Endurance acontece no Bahrein no dia 30 de outubro.

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