Alpine diz que F1 precisa evitar “diluição de valor do campeonato” com 11ª equipe

Chefe interino da Alpine, Bruno Famin repetiu que a entrada de uma 11ª equipe na F1 precisa "agregar valor" e disse que a categoria tem de evitar que o valor do campeonato seja "diluído"

Enquanto a Andretti confirma abertamente que sonha com uma entrada na F1 para os próximos anos — e recebeu a aprovação da FIA para isso após um processo licitatório —, a General Motors já até confirmou o registro para se tornar fabricante de motores em 2028. Porém, as escuderias que atualmente integram o grid seguem oferecendo forte resistência ao ingresso da equipe americana. No encerramento da temporada, não foi diferente.

Em coletiva de imprensa realizada em Abu Dhabi com três chefes de equipe, todos se posicionaram de maneira reticente ao comentarem sobre o assunto. Bruno Famin, interino da Alpine, foi o primeiro a abordar a possível entrada de uma 11ª equipe e, em discurso que já se tornou padrão, afirmou que qualquer time precisa “agregar valor” à F1. Segundo ele, uma 11ª entrada “diluiria” o valor do campeonato.

“Acho que qualquer nova entrada precisa agregar valor”, disse Famin. “Precisamos evitar que o valor do campeonato seja diluído. A Fórmula 1, como promotora, está avaliando possíveis novas entradas, e acho que ela está na melhor posição para isso — porque possui todos os dados e informações que não temos para entender se qualquer possível entrada satisfaz o critério de trazer valor”, apontou.

“No caso da General Motors, não possuo dados sobre isso. Sou muito cauteloso sobre qualquer regra em geral. Acho que cada caso é particular, e confio que a F1 vai avaliar isso da melhor maneira”, afirmou Famin.

Michael Andretti conta com a parceria da GM em seu projeto rumo à F1 (Foto: Divulgação)

Chefe da Haas, última colocada no Mundial de Construtores de 2023, Guenther Steiner concordou com a visão do chefe interino da Alpine e disse que as equipes “não possuem informações” sobre o valor que a GM traria ao campeonato. Para o italiano, a F1 possui “dez times fortes”, e a entrada de uma 11ª equipe desvalorizaria as que já estão lá.

“Acho que ter uma empresa como a GM na F1 é uma boa ideia, mas, como meus colegas disseram aqui, é sobre avaliar o quanto isso traz valor”, repetiu Steiner. “Não sabemos isso, porque não temos essa informação”, destacou.

“É algo que precisa ser avaliado pela FOM [Formula One Management], e eles terão indicativos claros. Mas acho que a F1, no momento, possui dez times fortes. Então, porque desvalorizá-los? Então, se agregar valor, não sei, não temos um voto neste processo. Somos apenas espectadores”, completou.

Andretti foi aprovada pela FIA, mas agora esbarra em questões técnicas (Foto: Indycar)

Por fim, Franz Tost, que está de saída da AlphaTauri após 18 anos, garantiu que as equipes não possuem influência sobre a decisão de entrada ou não de um 11º time. Apesar da forte resistência, o francês garantiu que a decisão cabe apenas a FIA — que já declarou aprovação — e FOM — que segue sem se manifestar sobre o assunto.

“Não há muito a adicionar. Como equipe, não possuímos nenhuma influência direta sobre a entrada ou não de uma 11ª equipe”, prosseguiu Tost. “É uma decisão que, no fim, cabe a FOM e FIA. Elas precisam avaliar tudo. Então, veremos”, comentou.

“Falar sobre uma 11ª equipe é uma coisa. Os contratos que estão sendo assinados, que você vê que há algo por trás, são outra história. Mas, novamente, é algo que FIA e FOM precisam avaliar”, finalizou.

Com a temporada encerrada, a Fórmula 1 retorna apenas no ano que vem, no dia 2 de março, com a estreia do campeonato no GP do Bahrein.

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