F1

Ansioso por “pressão de verdade”, Giovinazzi quer papo com Räikkönen por evolução da Sauber em 2019

Antonio Giovinazzi, aos 25 anos, terá enfim a chance de ser titular na F1, E quer que a próxima temporada chegue logo, pois sente saudades não só da pista, mas também da “pressão de verdade” que pilotar pela Sauber na principal categoria do automobilismo mundial trará
Warm Up / FELIPE NORONHA, de São Paulo
 Antonio Giovinazzi (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Antonio Giovinazzi foi confirmado em setembro como piloto titular da Sauber para a temporada 2019 da F1. Será a chance do piloto de enfim voltar a disputar corridas, já que em 2017 e 2018, com o papel de reserva da Ferrari, pouco foi à pista.

E ele está ansioso por isso. Em entrevista com presença do GRANDE PRÊMIO, durante o final de semana do GP do Brasil, ele deixou claro este sentimento, após dois anos com duas corridas disputadas, no longínquo começo da temporada 2017 da F1, quando substituiu um lesionado Pascal Wehrlein na própria Sauber. 

"É muito difícil aprender (sobre os circuitos da F1) se não faço treinos de classificação, partes que realmente valem. Mal posso esperar, porque eu sinto falta da pressão de um final de semana de corrida, das corridas aos domingos. Mal posso esperar pela pressão de verdade do ano que vem", disse o italiano, que enfim será titular na categoria já aos 25 anos completados.
Antonio Giovinazzi (Foto: Sauber)
Ele também foi questionado sobre se já havia conversado com Kimi Räikkönen, seu futuro companheiro de Sauber. E disse que não, mas que pretende fazer isso logo.

"Kimi ainda tem corridas a fazer com a Ferrari, mas tenho certeza que em dezembro e janeiro teremos tempo para discutir o que podemos melhorar, o que podemos mudar", afirmou.

"Claro que ele tem muito mais experiência que eu, então com certeza ele sabe mais que eu. Mas esse é um dos meus objetivos, estar perto dele e ver o que ele faz, para eu mesmo tentar e poder melhorar", completou.
Antonio Giovinazzi (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Por fim, ele ainda ouviu do GP a seguinte pergunta: teve a oportunidade de conversar com Charles Leclerc, hoje titular da Sauber, mas que pilotará pela Ferrari em 2019, para ouvir dicas sobre a sua futura equipe?

"Tenho uma boa relação com Charles, estivemos por dois anos juntos na Ferrari, então vou falar com ele e ver o que posso melhorar na Sauber a partir do que ele me falar. Tenho certeza que ele vai me falar. E em dezembro e janeiro vamos fazer isso."

"Ele teve um ótimo ano, mas não é minha prioridade ver seus resultados, ver o que ele fez esse ano. Meu objetivo é fazer o meu melhor ano que vem. Terei um companheiro diferente também, que tem muita experiência. Meu objetivo é melhorar, ver o que eu faço, focar nisso", finalizou Giovinazzi.

O italiano foi vice-campeão da GP2 em 2016, quando perdeu o título por apenas 8 pontos para Pierre Gasly, que será adversário na F1 em 2019 pela Red Bull (Sergey Sirotkin, da Williams, foi o 3°). Um ano antes, Giovinazzi também havia sido vice, mas da F3 Euro, cujo título ficou com Felix Rosenqvist - em temporada que também teve nomes que estão ou chegam agora à F1, como Leclerc (4°), George Russell (6°) e Lance Stroll (5°).