Aston Martin investe pesado e impõe meta: tornar-se melhor da F1 de 3 a 5 anos

Depois de anunciar que aumentará em cerca de 40% o quadro de funcionários da fábrica em Silverstone, Andy Stevenson, diretor-esportivo da Aston Martin, revelou a meta a ser batida pela equipe a longo prazo: ser a melhor do mundo

Fechado por Mazepin no fim do GP do Azerbaijão, Schumacher dispara: “Ele quer nos matar?” (Vídeo: Reprodução)

De volta ao grid da Fórmula 1 em 2021, a Aston Martin tem planos ambiciosos para o futuro na maior categoria do esporte a motor. Se nos tempos de Force India e até de Racing Point, o time era conhecido por orçamentos medianos, mas recentemente o chefe Otmar Szafnauer revelou que a equipe vai ampliar em cerca de 40% o quadro de funcionários na fábrica em Silverstone. As planos, no entanto, vão além dos bastidores, a esquadra inglesa quer mostrar que também tem fortes metas a serem cumpridas dentro das pistas.

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Em entrevista à Forbes, o diretor-esportivo da escuderia britânica, Andy Stevenson, admitiu que a Aston Martin não briga ainda pela posição de melhor equipe do grid – para ele, o título momentâneo é da Mercedes, mas que já foi herdado pela Williams, Ferrari, Red Bull, entre outras ao longo do tempo. Por isso, o dirigente acredita que, a longo prazo, a marca vai também brilhar sob os holofotes.

“Nunca vamos a um fim de semana de corrida sem querer vencer. O objetivo é sempre vencer, mas a competição é sempre acirrada. Ao longo da história da Fórmula 1, sempre houve uma equipe que manteve o domínio por vários anos, e isso pode ser atribuído a vários fatores. Mas geralmente existe uma questão financeira envolvida”, explicou Stevenson.

“Por muitos anos, a McLaren foi o time a ser batido, depois foi a Williams, depois foi para a Ferrari, depois a Red Bull. No momento é a Mercedes, que está batendo recordes puramente com a quantidade de investimento colocada em seu pacote completo, tanto com o design do carro quanto com os pilotos. Pessoas como Lewis Hamilton são incrivelmente difíceis de bater, não importa em que carro estejam”, acrescentou.

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Sebastian Vettel parece se dar bem com Lance Stroll (Foto: Aston Martin F1)

“É muito difícil explicar para alguém de fora, porque aparecemos todo fim de semana e sabemos que não podemos vencer, mas temos que escolher nossas batalhas. Queremos nos estabelecer como uma das três primeiras no Mundial de Construtores para que possamos vencer a qualquer momento. Nosso plano a longo prazo é vencer e de 3 a 5 anos ser a melhor do mundo”, afirmou.

Para 2021, a aposta dos britânicos está no tetracampeão Sebastian Vettel. O alemão teve um início de temporada difícil porém, nas ruas de Mônaco e Baku ele pareceu encontrar caminhos melhores. Enquanto ficou em quinto lugar e pontuou pela primeira vez na temporada em Monte Carlo, conquistou seu primeiro pódio pela equipe no GP do Azerbaijão. Para Stevenson, a experiência de Vettel foi determinante para escolhê-lo e oferecer uma vaga no carro britânico depois de um ano difícil na Ferrari.

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“Com a equipe entrando em uma nova era, temos de olhar para os aspectos que precisavam ser fortalecidos. Um deles, simplesmente, era que não tínhamos um piloto que já tivesse vencido um campeonato”, declarou Stevenson.

“Conseguimos convencer Sebastian de que seria o lugar certo para ele continuar sua carreira. Ele teve um ano muito difícil em 2020, mas a Ferrari como um todo também teve. Eles não tinham um carro competitivo e não é segredo que estavam tendo problemas com o motor”, seguiu.

“Estamos ansiosos para ver como ele pode influenciar a equipe internamente, nos orientando nas áreas em que somos mais fracos do que deveríamos. Estamos sempre dispostos a aprender”, concluiu

 A Fórmula 1 volta às pistas no próximo fim de semana para a disputa do GP da França, que acontece no tradicional circuito de Paul Ricard.

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