Austin vê Mercedes favorita por hexa de Hamilton. Red Bull assusta Ferrari

O primeiro dia de treinos livres em Austin viu uma Mercedes consistente não só em ritmo de corrida, que costuma já ser seu ponto forte, mas também em desempenho de classificação, especialmente com Lewis Hamilton. A Ferrari encontrou dificuldades com os pneus macios, enquanto a Red Bull surge como uma interessante ameaça aos carros vermelhos

A Mercedes deu um sinal significativo de que vai dar condições a Lewis Hamilton de garantir no Circuito das Américas, neste fim de semana, o hexacampeonato na F1. Depois da brilhante vitória no México, no último domingo, o inglês precisa de muito pouco para arrebatar o título – na verdade, necessita somar apenas quatro pontos até o fim da temporada –, mas não está com cara de quem vai correr com o regulamento embaixo do braço. Muito pelo contrário. O britânico e a equipe prateada se apresentaram muito bem nesta sexta-feira de treinos livres. É bem verdade que Hamilton pegou carona no vácuo da Williams de Robert Kubica em sua melhor volta pela pista texana, para figurar no topo da tabela, mas também é certo dizer que o ritmo estava lá, apesar das adversidades do clima e do asfalto norte-americano

 
Depois de dedicar tempo aos testes dos pneus de 2020 na parte da manhã, o #44 voou à tarde na ondulada e fria Austin. Diferentemente do aconteceu no México, hoje, o líder do campeonato foi capaz de extrair mais performance dos pneus vermelhos macios e, calçado com eles, virou 1min33s232, durante a simulação de classificação no segundo treino livre. Sem dúvida, será um postulante forte na disputa pela pole neste sábado. E isso impressiona, se considerar que, na semana passada, a esquadra prata enfrentou dificuldades de se impor na sessão que definiu as posições de largada.
Lewis Hamilton é o favorito em Austin (Foto: AFP)
Tanto é assim que Charles Leclerc, segundo na tabela, a 0s3 do piloto da Mercedes, desistiu de tentar bater o tempo do rival no TL2. “Eu não posso fazer isso”, disse o monegasco à Ferrari ao ser informado sobre as marcas de Lewis. De fato, ninguém pode mesmo. 
 
Só que, claro, a força dos alemães está mesmo no desempenho de corrida. Uma vez mais, Hamilton se mostrou impecável na simulação de corrida. A Mercedes dividiu os trabalhos entre seus dois pilotos, numa tentativa de entender melhor o que pode se tornar a estratégia para domingo. Enquanto Hamilton andou de pneus macios e duros, Valtteri Bottas foi à pista de macios e médios. A diferença foi gritante. 

Neste momento da sessão, Lewis guiou na casa de 1min39s6 com os pneus macios, enquanto Leclerc virava em 1min40s2 com os mesmos compostos. Quem se aproximou mesmo foi Max Verstappen, com 1min39s7, também de vermelhos. A Red Bull é um elemento importante neste cenário e trataremos a seguir. Mas foi com os pneus duros que Lewis se impôs. O britânico estabeleceu voltas em 1min39s1! Bom, as memórias do que aconteceu na Cidade do México estão aí para provar o quanto a Mercedes conhece desses compostos de marca branca. E o quanto o britânico pode ser genial com eles. 

 
A comparação aqui só pode ser feita com Sebastian Vettel, no entanto. Como dito, as lembranças da semana passada seguem vivas, e a Ferrari dedicou boa parte da sessão vespertina à avaliação dos compostos mais duros. E tinha razão para isso. O alemão conseguiu um ritmo apenas em 1min40s5. Ou seja, a equipe italiana terá muito o que analisar de hoje para amanhã, já pensando no que fazer na corrida. Não à toa, o tetracampeão pediu uma melhor estratégia do time para o domingo.
Charles Leclerc é candidato à pole (Foto: Ferrari)
"Tenho uma boa sensação do carro e, na volta com menos combustível, estamos perto de nossos adversários. Ainda temos de trabalhar para a corrida. Estou brigando em ritmo de prova, quando coloquei os pneus duros, novos, não deu aquele extra que eu estava esperando", afirmou o alemão. 
 
De fato, os vermelhos estão mais perto em classificação. Leclerc se mostrou forte. Mas há um desgaste esquisito dos compostos macios, a SF90 perde muito desempenho no desenrolar da volta, especialmente nos setores 2 e 3 – onde a Mercedes e a Red Bull são melhores. O pneu médio parece se adaptar um pouco melhor ao carro de Maranello. Vettel andou em 1min39s5, contra 1min39s9 de Valtteri Bottas. Já o monegasco conseguiu 1min39s3.
 
A Red Bull e Max Verstappen correm por fora e não podem ser descartados da briga. Como no México, o RB15 tem potencial para assustar suas rivais. Em ritmo de classificação, o holandês ficou a apenas 0s014 de Leclerc, tendo uma performance consistente com os compostos macios. Está na luta pela pole. Mas é o ritmo de corrida que impressiona.
 
Também com os compostos vermelhos, Verstappen andou menos de 0s1 da marca de Hamilton e deve dar trabalho. Já em desempenho de corrida, Max decidiu pelos pneus médios. Com eles, foi melhor do que Bottas apresentou de performance e ficou mais perto de Leclerc, que teve o melhor rendimento de todos. 
 
“Não fiquei totalmente feliz nas simulações de corrida, ainda podemos fazer um pouquinho melhor. Mas essa pista é muita agressiva com os pneus também. Então eu acho que, se pudermos manter os pneus sob controle, então tudo pode parecer muito melhor. Mas, no geral, foi um bom começo de fim de semana”, disse o #33.
Max Verstappen é o coringa, de novo (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
De fato, os pneus são um ponto chave neste fim de semana, especialmente dentro dessa condição especial de Austin, que une baixa temperatura e ondulação do asfalto. Neste caso, a Mercedes já sai na frente.

A F1 volta a acelerar durante a tarde deste sábado com o terceiro treino livre, marcado para 15h (horário de Brasília), enquanto a classificação acontece três horas depois. O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e em TEMPO REAL o fim de semana do GP dos EUA de F1. Siga tudo aqui.

 
Paddockast #40
QUEM VOCÊ ENTREVISTARIA NO GP DO BRASIL?

Ouça: Spotify | iTunes | Android | playerFM

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube