Chefe da Mercedes vê W12 como “pequena diva” e “carro um pouco tóxico para pilotar”

Frase de Toto Wolff lembra o cenário enfrentado pela Mercedes na temporada 2017 com o W08 e as dores de cabeça para encontrar o melhor acerto do novo bólido. Para o W12 de 2021, o problema é a instabilidade, sobretudo na parte traseira do modelo

A Fórmula 1 divulgou uma simulação de volta no mais novo circuito de rua da Fórmula 1, Jidá, na Arábia Saudita (Vídeo: Fórmula 1)

As dificuldades enfrentadas pela Mercedes nos testes de pré-temporada da Fórmula 1 fazem com que muitos possam desconfiar de os comandados de Toto Wolff estarem escondendo o jogo. Mas o principal dirigente da equipe heptacampeã mundial garante: os problemas apresentados pelo W12 quanto à instabilidade, sobretudo na parte traseira, são reais e fazem o austríaco lembrar do que a Mercedes enfrentou há quatro anos ao definir o novo carro como “uma pequena diva”.

Em 2017, Hamilton e Bottas tinham de lidar com um W08 que sofria para encontrar a melhor performance. Uma das maiores dificuldades era encontrar o acerto correto daquele carro, tanto que Sebastian Vettel, com a Ferrari, liderou toda a primeira metade da temporada e só perdeu o título em razão de uma grande arrancada de Hamilton no segundo semestre.

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Toto Wolff não escondeu a preocupação com o início difícil da Mercedes em 2021 (Foto: Reprodução)

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À época, Wolff falou sobre as dificuldades sobre o carro durante o fim de semana do GP de Mônaco, dominado pela Ferrari naquela temporada. “Existe um certo DNA em nosso carro, e eu acho que provamos que ele pode ir muito rápido nos treinos classificatórios. Mas ele está se mostrando uma diva antes de chegar na janela [de funcionamento] correta, e você pode ver as margens consideráveis que tiram ele dessa janela”, afirmou o austríaco.

Quase quatro anos depois, Toto se depara com uma nova diva. Tudo em razão dos problemas de instabilidade apresentados pelo W12. Hamilton, um piloto que erra muito pouco, rodou duas vezes nos testes de pré-temporada com o novo carro. Por isso, há uma notória preocupação nos boxes da equipe de Brackley.

“Tivemos ótimas performances ao longo dos últimos anos e é por isso que todo mundo está dizendo que estamos escondendo o jogo. Acho que fomos a equipe que rodou com mais combustível, mas, apesar disso, o carro era um pouco tóxico para pilotar e bastante instável, especialmente com o vento lateral”, disse o chefe da Mercedes em entrevista à emissora austríaca ORF.

“Parece que temos uma pequena diva, como o carro de anos atrás, que ainda não entendemos de verdade”, salientou.

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A Mercedes, que só estreou o W12 nos testes de pré-temporada no Bahrein e não realizou nenhum shakedown antes do embarque para o Oriente Médio, precisou fazer um dia de filmagem na terça-feira passada, também em Sakhir, para ganhar um pouco mais de quilometragem e entender melhor o novo modelo.

Wolff lamentou o curtíssimo período de pré-temporada, somente três dias, e o tempo escasso para acelerar com o W12 antes da abertura do campeonato, neste fim de semana, também no Bahrein.

“O fato de termos apenas alguns dias de teste certamente não ajudou. Ainda não entendemos o carro da forma que queremos. Temos alguns pequenos problemas que temos de resolver, então certamente não estamos tão preparados como nos últimos anos”, concluiu.

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