Horner volta a alfinetar chefe da Mercedes e dispara: “Ele frita publicamente sua equipe”

Christian Horner, chefe da Red Bull, voltou a cutucar o desafeto Toto Wolff e criticou o austríaco após ouvir que o desempenho da Mercedes no GP do Azerbaijão, inaceitável”

Acidente do líder, erro do campeão e vitória de Pérez: os melhores momentos do GP do Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

A disputa entre Red Bull e Mercedes, ou melhor, entre Christian Horner e Toto Wolff nos bastidores, segue ácida e cheia de cutucadas aqui e ali. Exultante com o triunfo de Sergio Pérez no GP do Azerbaijão, o dirigente britânico teve a felicidade contrastada com a fúria do austríaco ao ver a Mercedes fracassar nas ruas de Baku e sair zerada, o que não acontecia desde o GP da Áustria de 2018. Wolff disse que o desempenho da Mercedes no Azerbaijão foi “inaceitável”, mas a fala foi criticada pelo seu rival taurino.

Logo depois da corrida do último domingo, o chefe da Mercedes foi taxativo sobre o que aconteceu em todo o fim de semana no Azerbaijão.

“Entendi que temos de jogar nosso melhor jogo para lutar por este título. Nosso carro não esteve lá durante todo o fim de semana. Operacionalmente, precisamos ter um desempenho perfeito, e todos nós não fizemos isso nos dois últimos finais de semana”, declarou Wolff em entrevista ao site oficial da Fórmula 1.

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CHRISTIAN HORNER; TOTO WOLFF; MERCEDES; RED BULL;
Christian Horner não perdeu a chance de cutucar Toto Wolff (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

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“Precisamos estar no nosso melhor, ter o nosso melhor, e o fato é que não demos aos pilotos um pacote competitivo neste fim de semana, longe disso. Não é somente o incidente no fim que frustra, é o geral, ao não atender às nossas expectativas de todos nós: Lewis, os engenheiros, eu, todos na equipe”, comentou.

“Há tanta coisa que precisamos melhorar que eu só quero começar agora para garantir que vamos conseguir lutar por este título. Não podemos continuar perdendo pontos, como fizemos em Mônaco e aqui. Simplesmente é inaceitável”, bradou o chefe da Mercedes em Baku.

Questionado pela revista britânica Autosport sobre a reação de Wolff diante do revés da Mercedes no circuito azeri, Horner não perdeu a chance de criticar. “Muito se falou sobre os comentários de Toto neste fim de semana. Ele nunca tem medo de fritar publicamente sua equipe, o que eu discordo. Mas é a sua prerrogativa”, comentou.

Entretanto, o mesmo cenário ocorre na Red Bull, por exemplo. Horner tem postura mais polida, mas Helmut Marko, consultor da equipe anglo-austríaca, costuma vir a público e não mede palavras para tecer críticas quando algo vai mal, especialmente com o segundo piloto do time. O ex-piloto já foi muito ácido (e ainda o é) com Pierre Gasly e, antes da vitória consagradora de Pérez em Baku, escancarou publicamente sua insatisfação com o desempenho do mexicano.

Horas mais tarde, Wolff falou sobre sua reação e amenizou o tom. “É simplesmente a emoção por conta da frustração. Reitero que precisamos fazer nosso melhor para lutar por este título. E nosso carro não esteve lá durante todo o fim de semana. Operacionalmente, precisamos ter um desempenho perfeito, e todos nós não fizemos isso nos dois últimos finais de semana. É doloroso, dá para ver que tínhamos a vitória, estava tão na mão…”, lastimou o austríaco.

Ao longo da corrida do último domingo, as circunstâncias mudaram constantemente o placar da disputa entre Max Verstappen e Lewis Hamilton. Se a corrida tivesse seguido seu curso normal nas voltas finais, ou seja, sem a batida do holandês e com o heptacampeão em terceiro, então Verstappen somaria 131 pontos e abriria 15 para Hamilton, que ficaria com 116.

Depois da batida de Max nas voltas finais, Hamilton subiu para segundo, atrás de Pérez. Se a corrida terminasse daquela forma, era Lewis quem assumiria a liderança do campeonato e ficaria com 119 pontos, contra 105 de Max. Na relargada, o britânico chegou a assumir a liderança da corrida por parcos instantes. Se tal cenário fosse mantido, então Hamilton ficaria com 126, enquanto Verstappen seguiria com 105. Mas com o erro do heptacampeão na curva 1, tudo ficou como antes da largada: 105 pontos para Max contra 101 para Hamilton.

Ao comentar sobre a montanha-russa que foi o GP do Azerbaijão, Horner só lamentou a oportunidade perdida, causada pelo pneu furado que provocou o acidente com Verstappen, de o holandês poder abrir ainda mais vantagem, assim como a Red Bull em relação à Mercedes no Mundial de Construtores.

“Parecia que causaríamos mais estrago do que foi, mas temos somente de agarrar nossas oportunidades quando elas se apresentarem. Max poderia ter saído do fim de semana colocando 10 ou 11 pontos a mais [que Hamilton] com a volta mais rápida se ele tivesse terminado onde estava a 5 para o fim. Então, ele poderia ter 15 de vantagem”, lembrou.

“Ele ainda está com 4 pontos, mas poderia ter sido 21 para Hamilton se ele tivesse conquistado a vitória. Então, vamos ganhar e perder, e acho que vai ser assim enquanto o desempenho dos carros estiver tão próximo ao longo deste campeonato. Isso é muito emocionante e motiva a todos na equipe e nos eleva a um nível de motivação totalmente novo”, complementou.

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