Claire Williams diz que perda de patrocinador e pandemia causaram “game over” na F1

Claire Williams lamenta que a saída súbita da patrocinadora Rokit e as consequências do coronavírus tenham causado a venda da equipe. A ex-chefe chegou a acreditar em reação em 2020

Claire Williams começou 2020 esperando uma reação na Fórmula 1, mas acabou tendo de vender a equipe fundada pelo pai ainda nos anos 1970. A empolgação contida foi trocada pelo fim da passagem da família pela escuderia, e, aos olhos de Claire, por dois grandes motivos: não fosse a pandemia e a súbita decisão da patrocinadora-máster Rokit de romper contrato, a esquadra evitaria o ‘game over’.

“A gente já tinha esgotado absolutamente todas possibilidades”, disse Claire, entrevistada pelo jornal The Telegraph, sobre a decisão de vender a equipe. “Eu tinha pensado que estávamos iniciando uma nova fase esse ano. Tínhamos um novo patrocinador-máster que estava prometendo o céu e a terra. Aí isso deu errado e depois teve o coronavírus. Foi game over. Não tinha como reagir depois disso. Não fossem essas duas coisas, estaríamos ok”, afirmou.

Claire Williams não pôde evitar a venda da escuderia (Foto: Williams)

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O coronavírus foi o primeiro problema, adiando para julho uma temporada que devia começar em março. Foram meses em que as equipes de F1 quase não viram dinheiro entrando nas contas, mas ainda precisando pagar salários. Foi nesse contexto que a Rokit, patrocinadora-máster, decidiu romper contrato. Era maio e, junto do fim do acordo, a Williams anunciou que estava à venda.

Só em agosto que a chegada dos investidores do Dorilton Capital trouxe estabilidade. Os novos donos até tinham interesse em manter Claire Williams como chefe de equipe, mas a própria não quis. O GP da Itália marcou uma despedida emocionante.

“Eu tive minha chance e esgotei minhas energias. Os novos donos merecem alguém que possa dar tudo para eles, e eu não sou esse alguém”, encerrou.

A Williams certamente não é brilhante em 2020, mas já é claramente mais competitiva que em 2019. A equipe passou a frequentar o Q2 e brigar de igual para igual com Haas e Alfa Romeo. Ainda assim, a falta de pontos deixa a escuderia na lanterna do Mundial de Construtores.

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