Com Russell em 2º na Bélgica, Williams tem melhor resultado na F1 desde fim de 2014

Com o segundo lugar de George Russell e o nono de Nicholas Latifi no não-GP da Bélgica, a Williams quebrou sequências que duravam anos

Assista aos melhores momentos do GP da Bélgica deste domingo (Vìdeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)
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O controverso GP da Bélgica do último domingo (29), de oficialmente apenas 1 volta válida, entrou para a história da Fórmula 1 por diversos motivos e foi muito celebrado pela Williams, que viu George Russell ser coroado com a segunda posição, no primeiro pódio de sua carreira na Fórmula 1. A conquista do britânico de 23 anos se tornou o melhor resultado da equipe desde o segundo lugar obtido por Felipe Massa no GP de Abu Dhabi de 2014.

Além de ter sido a primeira vez que Russell teve a oportunidade de saborear o vinho frisante no pódio, a Williams, de quebra, viu diversos tabus caírem por terra, ou água, haja vista a chuva torrencial que atingiu a região das Ardenas, onde o circuito de Spa-Francorchamps fica localizado, durante todo o fim de semana. Foi uma jornada próxima da perfeição do piloto, que no sábado fez uma excepcional volta na classificação e só foi superado por Max Verstappen, que largou na pole. Russell partiu em segundo, posição que foi mantida na não-corrida de domingo.

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A segunda posição de Russell na corrida colocou fim a um jejum que durava desde o GP do Azerbaijão de 2017, quando Lance Stroll, hoje na Aston Martin, cruzou a linha de chegada na terceira posição. De lá para cá, a equipe amargou a rabeira da Fórmula 1 nos anos de 2018, 2019 e 2020. E iniciou nesta temporada, sob a gestão de Jost Capito, um processo de renascimento, coroado pelo pódio em Spa.

Mesmo diante de circunstâncias peculiares, Capito não deixou de comemorar o feito. “No fim das contas, um pódio é um pódio. É merecido. A equipe fez um trabalho fantástico e seria decepcionante se não houvesse corrida. Eles trabalharam duro, estamos melhorando de corrida para corrida. Isso vem na hora certa”, disse o CEO e chefe de equipe da Williams.

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George Russell alcançou seu melhor resultado na F1 no caótico último domingo em Spa (Foto: Williams)

George Russell, por sua vez, ficou sem palavras ao comentar o assunto, mas fez questão de dedicar a vitória à Williams e salientou o trabalho duro que a equipe tem realizado.

“Não fomos premiados pela boa classificação ontem. Mas hoje, sim. Primeiro de tudo, quero agradecer os fãs. É lamentável que isso tenha ocorrido e que não conseguimos correr. A comemoração será discreta hoje, mas a equipe merece esse resultado. Eles colocaram muito trabalho duro nisso e merecem essa conquista”, disse o piloto do carro #63.

Além do jejum de pódios, a conquista do jovem piloto também quebrou um tabu que durava um quarto de século: um britânico, à frente da Williams, conquistando um lugar na primeira fila do grid e no pódio. A última vez que algo assim aconteceu foi no GP do Japão de 1996, quando Damon Hill partiu de segundo rumo à vitória em Suzuka.

Não apenas Russell trouxe o fim de um jejum. Nicholas Latifi, nono colocado, garantiu para a Williams a segunda corrida consecutiva com os dois carros nos pontos para os britânicos, algo que não acontecia desde os GPs da Bélgica e da Itália, de 2016.

O resultado surpreendente da Williams representou um enorme salto no Mundial de Construtores em termos de pontuação na luta contra a Alfa Romeo pelo oitavo lugar. Só no domingo, a equipe sediada em Grove marcou 10 pontos e agora abriu 17 de frente para a escuderia ítalo-suíça.

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