Consultor da Red Bull critica Hamilton por toque em Albon: “Ele arruinou nossa corrida”

Helmut Marko saiu do Red Bull Ring disparando críticas contra Lewis Hamilton pela manobra que impediu a ultrapassagem de Alexander Albon e também contra a punição, considerada pelo austríaco bastante branda: “Acho que chegou a hora de repensar o sistema todo”

O fim de semana do GP da Áustria, prova que abriu a temporada 2020 do Mundial de Fórmula 1, começou e terminou com um embate entre Red Bull e Mercedes. Nas voltas finais da corrida no Red Bull Ring, Alexander Albon despontava até com chances de vitória e tinha pneus macios novos para tentar ultrapassar Lewis Hamilton. O anglo-tailandês colocou seu carro por fora, mas foi tocado pelo hexacampeão, indo parar na caixa de brita. Albon caiu para 13º, mas abandonou pouco depois por conta de problemas eletrônicos no carro. Hamilton foi punido em 5s, perdeu o pódio e, do segundo lugar na pista, fechou a corrida somente na quarta posição.

O incidente entre Hamilton e Albon é um repeteco do GP do Brasil do ano passado, quando os dois também lutavam pelo segundo lugar, mas o piloto da Red Bull sofreu o toque da Mercedes #44 em Interlagos e perdeu a chance de conquistar seu primeiro pódio na Fórmula 1. Lewis foi punido em 5s e perdeu o pódio que, como aconteceu no último domingo, foi herdado por um piloto da McLaren. Se em Interlagos a comemoração ficou com Carlos Sainz, na Áustria a honra coube a Lando Norris.

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Lewis Hamilton foi punido com 5s por incidente com Alex Albon (Foto: Reprodução)

Helmut Marko, consultor da Red Bull, não costuma economizar nas palavras. E o ex-piloto de 77 anos disparou ao ser questionado sobre a manobra feita por Hamilton para defender a posição contra Albon e, também, contra a punição imposta ao britânico, considerada pelo dirigente como branda demais.

“Simplesmente não foi justo”, disse Marko, entrevistado pela TV austríaca ORF. “Se alguém é obviamente culpado e só recebe uma punição de 5s, o que permite continuar nos pontos, aí simplesmente não é justo. Se ele termina em segundo ou quarto, quem se importa? Ele arruinou nossa corrida por completo”, seguiu.

O dirigente recordou a postura de Lewis em novembro em São Paulo para justificar que é preciso ser mais rígido na hora de punir em casos do tipo. “Já tivemos uma situação parecida com o Hamilton no Brasil, também envolvendo o segundo lugar. Ele também fez um movimento de ‘chega pra lá’ daquela vez. Acho que chegou a hora de repensar o sistema inteiro [de punição]”.

O desfecho do GP da Áustria marca o primeiro capítulo de uma ‘guerra fria’ entre Mercedes e Red Bull.

Na sexta-feira de treinos livres, a equipe taurina entrou com protesto junto à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) contra o DAS, sistema de direção de eixo duplo, uma das novidades da escuderia hexacampeã do mundo para este ano. O protesto foi recusado.

Horas antes da largada, no domingo, a Red Bull entrou com novo protesto: desta vez, para alegar que Hamilton não reduziu a velocidade durante sua volta rápida no Q3 na classificação. Ocorre que, no sábado, a postura do britânico foi alvo de investigação dos comissários da FIA, que o absolveram. Mas Christian Horner disse que tinha um novo ângulo de câmera que comprovaria a irregularidade cometida por Lewis. O que de fato aconteceu. De segundo lugar no grid, Hamilton largou em quinto, dando a chance de Max Verstappen partir na primeira fila, ao lado de Valtteri Bottas, vencedor da corrida.

No fim das contas, porém, a dona da casa no GP da Áustria amargou o abandono dos seus dois pilotos: Verstappen, na volta 11, e Albon, no giro 67, deixaram a prova por conta de problemas eletrônicos no RB16.

A Fórmula 1 volta a acelerar neste fim de semana com a disputa do GP da Estíria, que também vai ser disputado no Red Bull Ring. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

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