Ricciardo diz que deve carreira à Red Bull e torce por título: “Quero vê-los felizes”

Daniel Ricciardo demonstrou gratidão à Red Bull e reforçou que torce para que a ex-equipe conquiste os títulos em jogo em 2021 na F1

VERSTAPPEN ENGOLE MERCEDES NA LARGADA E VENCE GP DA CIDADE DO MÉXICO DE F1 | Briefing

Daniel Ricciardo deixou a Red Bull em 2018, após um ano conturbado em parceria com a então promessa da categoria, Max Verstappen — que em 2021 lidera o Mundial de Pilotos a quatro corridas para o encerramento da temporada. Após a saída, declarações dadas à imprensa deixavam a impressão de que existia alguma mágoa, até pela forma como o caso foi conduzido pela equipe — que, de certa forma, protegeu o holandês. No entanto, o australiano deixou claro que não há nenhuma rusga e reforçou que torce para que a marca que o alçou ao grid da F1, ainda em 2011, conquiste os títulos em disputa nesta temporada.

“Conheço muito mais pessoas na Red Bull do que na Mercedes”, explicou Ricciardo em entrevista concedida ao portal holandês RacingNews365. “Então, é claro, estou torcendo por eles este ano”, afirmou o piloto. Daniel, por meio da Red Bull, debutou na F1 no meio da temporada 2011 pela equipe espanhola HRT, como preparação para subir para a Toro Rosso no ano seguinte.

Duas temporadas depois, o australiano substituiu o compatriota Mark Webber e estreou na Red Bull, onde seguiu até 2018. Em 2019, se juntou à Renault — hoje Alpine —, fez duas temporadas e, a partir deste ano, representa a McLaren.

Daniel ressaltou ainda que a saída da Red Bull não influenciou nos laços que fez durante o tempo em que defendeu a equipe e revelou ter recebido mensagens dos dirigentes da companhia de energéticos mesmo após tomar a decisão de partir rumo à Renault. Em seu último ano com os taurinos, Ricciardo subiu ao pódio duas vezes, com vitórias nos GPs da China e de Mônaco.

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F1 2014 Rússia Sóchi Red Bull Sebastian Vettel Daniel Ricciardo
Ricciardo foi companheiro de Sebastian Vettel na Red Bull em 2014, seu ano de estreia na Fórmula 1 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

“Em 2018, fiz a escolha [de sair] e foi isso, mas, depois de Monza, recebi mensagens de Helmut [Marko, consultor da equipe], de Dietrich [Mateschitz, um dos fundadores da Red Bull], então acho que ainda existe respeito entre nós”, revelou.

Formado no Red Bull Junior Team, Ricciardo ressaltou a enorme gratidão que tem pela marca que o projetou para a Fórmula 1.

“Não importa aonde eu vá terminar minha carreira. Sempre vou dever a maior parte dela à Red Bull”, agradeceu o australiano, dono de uma vitória na temporada de 2021, no GP da Itália. “E isso é um fato, então me daria bastante prazer vê-los felizes outra vez”, encerrou o piloto.

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Daniel Ricciardo venceu o GP da Itália de 2021, em sua primeira temporada com a McLaren (Foto: Beto Issa)

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Atualmente, o australiano é o oitavo no Mundial de Pilotos, com 105 pontos. Lando Norris, seu companheiro de equipe, somou 45 tentos a mais e é o quinto colocado. Entre os Construtores, a McLaren perdeu o 3º lugar na tabela para a Ferrari no México e agora tem uma desvantagem de 13,5 pontos para reverter.

Na briga pelo título, ao menos, o desejo de Ricciardo ficou mais próximo de acontecer na Cidade do México. Após vitória dominante, Verstappen abriu 19 pontos de vantagem para Lewis Hamilton no campeonato, restando quatro corridas para o fim. Além disso, a Red Bull cortou drasticamente a vantagem da Mercedes no Mundial de Construtores para apenas um ponto, podendo assumir a liderança da tabela já na próxima etapa, no Brasil.

A próxima etapa da temporada é especial porque vai marcar o retorno da Fórmula 1 ao Brasil depois de um ano de ausência. O GP de São Paulo acontece logo nesta semana, entre 12 e 14 de novembro, com cobertura ‘in loco’ do GRANDE PRÊMIO em Interlagos.

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