Desiludida com falta de perspectiva, Susie Wolff considera deixar F1 ao fim da temporada 2015

Em entrevista à emissora norte-americana CNN, Susie Wolff falou que viverá no fim do ano um “inverno de reflexão” a respeito da sua permanência como pilota de desenvolvimento da Williams, uma vez que a escocesa não vislumbra esperanças de disputar uma corrida em um futuro próximo: “Vai ser difícil, vai ser muito difícil”

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Susie Wolff considera seriamente deixar seu posto de pilota de desenvolvimento na Williams e colocar ponto final em sua trajetória na F1. A escocesa, de certa forma, acabou por fazer história na categoria ao ser a primeira mulher em mais de 20 anos, desde Giovanna Amati em 1992, a participar de uma sessão oficial de treinos da categoria. Em 2014, Susie participou do primeiro treino livre dos GPs da Inglaterra e Alemanha. Nesta temporada, a competidora de 32 anos foi à pista no TL1 dos GPs de Espanha e Inglaterra.

Contudo, a falta de perspectiva para disputar uma corrida na F1 faz com que Wolff considere deixar de vez suas atividades na categoria e, consequentemente, na Williams. Esposa de Toto Wolff, diretor-esportivo da Mercedes, Susie falou à emissora norte-americana CNN, que produziu o especial ‘Women in F1’ (Mulheres na F1, em português) e revelou sua insatisfação por não ter oportunidades para realizar seu sonho de alinhar no grid.

Susie Wolff não esconde sua insatisfação por se ver sem chances na F1 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

“Não posso esperar eternamente nos bastidores pela minha chance. Não parece haver muitas oportunidades para entrar no grid no ano que vem. Este vai ser um inverno de reflexão queira isso aconteça ou não. Eu sou muito ambiciosa, mas também sou muito realista. Vai ser difícil. Vai ser muito difícil”, lamentou a escocesa.

Claire Williams, chefe adjunta da equipe lendária cofundada pelo seu pai, Frank Williams, também participou do especial veiculado pela CNN. A diriente britânica entende que Wolff ainda tem de provar seu potencial para ser uma pilota de corridas na F1. “Susie tem de continuar trabalhando duro. Ela tem que assegurar de que é esse pacote completo que ela pode ser. No momento, Susie é nossa pilota de testes. Vamos ver onde vamos terminar ao final da temporada.”

Wolff se lembrou do momento em que foi preterida na Williams no começo da temporada. No GP da Austrália, Valtteri Bottas enfrentou uma lesão nas costas e, na última hora, não conseguiu alinhar no grid em Melbourne. Mas o finlandês era dúvida para o GP da Malásia, a corrida seguinte do Mundial. Entretanto, a Williams optou por contratar como reserva o alemão Adrian Sutil, deixando Susie de lado. A pilota lembra que tal episódio — que gerou muitas críticas à Williams — a chateou muito.

“Não foi o melhor momento da minha carreira. Foi muito difícil. Meu primeiro pensamento foi para Valtteri, que é um bom amigo, mas sendo egocêntrica como pilota, meu segundo pensamento foi: ok, e se eu tiver a chance? Muito foi falado sobre isso na mídia. Adrian não guiou ou testou o carro, então foi uma ducha de água fria, no fim das contas”, disse.

“No momento em que Adrian foi anunciado, claro que não foi bom para mim. Isso só me fez ainda mais determinada para fazer meu trabalho quando estivesse no carro”, acrescentou.

Claire, por sua vez, defendeu a postura da Williams, que optou pela experiência de Adrian, que agora fica de stand-by caso Bottas ou Felipe Massa não tenham condições de correr. “Precisávamos de alguém que estivesse pronto para correr, com uma experiência prévia.”

Wolff ponderou. “Você tem de ver os dois lados. Se eu me coloco no lugar da equipe, eles tinham um carro que foi rápido o bastante para um pódio e eles tinham uma pilota de testes que jamais havia pilotado antes numa corrida de F1. Eles queriam alguém com experiência de corrida no carro, e entendo por esse lado.”

Susie, contudo, não entende que exista algo que jogue contra si na Williams. “Não há forças que trabalham contra mim dentro da equipe. Não acho que existam quaisquer forças. A equipe apenas sentiu que era a decisão certa a tomar no momento”, afirmou, resignada, não antes de encerrar com uma questão que permeia a F1 sempre que se aborda a presença feminina no grid.

“No fim das contas, a única questão que a F1 deixa é a seguinte: uma mulher pode competir a este nível, neste momento? Tivemos pioneiras no passado, mas porque há muito tempo não há uma mulher?”, indagou.

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