Dupla Senna-Schumacher “seria como atirar nos pés”, diz ex-presidente da Ferrari

Em entrevista à emissora italiana Sky, Luca di Montezemolo foi questionado se chegou a cogitar uma dupla formada por Ayrton Senna e Michael Schumacher na Ferrari. Mas o ex-presidente disse que a formação “seria uma grande cena de teatro, mas não daria certo”

Imagine uma dupla de pilotos formada por dois dos maiores nomes da história da F1, Ayrton Senna e Michael Schumacher. Mas Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari entre 1991 e 2014, entende que reunir duas estrelas numa mesma equipe é algo que “não daria certo”.
 
O dirigente voltou no tempo em entrevista concedida à emissora italiana Sky no último sábado (4). Além de falar sobre a reunião que teve com Senna e do desejo de contar com o piloto brasileiro, que morreu dias depois do encontro, em 1994, Montezemolo relembrou a decisão de contratar Schumacher a partir de 1996. A decisão, de certa forma, mudou a história da Ferrari e da própria F1.
 
No início dos anos 1990, quando assumiu o comando da Ferrari, Montezemolo tinha como principal objetivo colocar a equipe de volta ao topo da F1. Em meio a um jejum e sem grandes resultados, o então presidente quis contratar Senna, que “queria correr com a Ferrari a todo custo e deixar a Williams a todo custo”, nas palavras do italiano. Mas o acidente fatal de Ayrton em 1º de maio de 1994 interrompeu seus planos.
Michael Schumacher foi contratado pela Ferrari graças a Luca di Montezemolo (Foto: Ferrari)
Entre 1993 e 1995, a Ferrari teve Jean Alesi e Gerhard Berger como dupla de pilotos. Mas Montezemolo abriu os cofres de Maranello e trouxe aquele que ocupou o lugar de Senna como o grande nome daquele momento, Michael Schumacher, bicampeão em 1994 e 1995 pela Benetton.
 
O então mandatário entende que 1996 foi o ano adequado para trazer Schumacher para a Ferrari. “Havia um pouco de ceticismo, mas eu estava convencido da minha escolha simplesmente porque era a hora certa”, lembrou.
 
“Se o tivéssemos contratado dois anos antes, teria sido cedo demais porque não tínhamos carro para vencer. Michael chegou após uma grande reorganização de toda a equipe. Chegou num momento em que o piloto poderia fazer a diferença”, explicou Montezemolo.
 
Entretanto, ao ser questionado se consideraria ter uma ‘dupla dos sonhos’ e se colocaria lado a lado Senna e Schumacher nos boxes da Ferrari, Montezemolo entende que uma formação de tamanha envergadura não daria certo.
 
“Uma dupla Senna-Schumacher seria como atirar nos pés. Não daria certo porque, quando você tem duas estrelas na equipe, você não ganha. Seria uma grande cena de teatro, mas não teria sido tão bom para a Ferrari”, finalizou.
 
Com a Ferrari, Schumacher foi o principal nome de uma tríade formada também pelo chefe Jean Todt e o diretor-técnico Ross Brawn. Depois de anos de reestruturação, a escuderia italiana dominou a F1 a partir de 2000, com Schumacher conquistando nada menos que cinco títulos consecutivos para se converter no maior vencedor (com 91 GPs conquistados) e maior campeão da história, com sete títulos no currículo.
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