“F1 não vive fora do mundo”: Domenicali garante atos antirracistas e pró-diversidade

Substituto de Chase Carey, novo chefão destacou que a Fórmula 1 quer ter um papel ativo na promoção dos valores da sociedade.

A Fórmula 1 não quer se afastar dos atos antirracistas e pró-diversidade. Novo comandante do Mundial, Stefano Domenicali afirmou que a categoria quer manter um papel de protagonista na promoção de valores da sociedade.

No ano passado, a F1 lançou a campanha ‘We Race As One’ (corremos juntos, em tradução literal), que tem como objetivo abordar questões sociais. Além disso, na esteira da cobrança pública de Lewis Hamilton contra o silêncio dos colegas após o assassinato brutal de George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos, o campeonato passou a apoiar protestos antirracistas, com a maioria dos pilotos ajoelhando às vésperas da largada.

Enquanto prepara o início do campeonato deste ano, Domenicali defendeu a importância de manter a Fórmula 1 envolvida com as questões da sociedade.

Lewis Hamilton, Mercedes, Fórmula 1
Lewis constantemente carrega mensagens com importantes mensagens no paddock, como acabe com o racismo (Foto: Reprodução)

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“Acho que este é um ponto que foi muito focado no ano passado, no ponto do racismo”, disse Domenicali à emissora inglesa Sky Sports. “Mas diversidade de ‘We Race As One’ vai nos dar a oportunidade de colocar isso me destaque antes da largada da corrida, usar esses minutos para destacar valores relacionados a este programa e este assunto em específico”, seguiu.

“O que temos em mente é usar este tempo para compartilhar com os pilotos e as equipes como podemos usar a atenção que o mundo da F1 recebe, não só no fim da temporada, mas para os programas de diversidade e We Race As One”, indicou. “Vamos usar este momento para garantir que todos entendam que a Fórmula 1 não vive fora do mundo. A Fórmula 1 quer ter um papel ativo na promoção desses valores”, comentou.

Ainda, Domenicali assegurou que defender diversidade e apoiar o movimento antirracista é uma prioridade para o Mundial. O novo dirigente destacou, também, que fica feliz em ver os pilotos mais ativos nessas áreas.

“Os pilotos percebem mais e mais que são embaixadores da Fórmula 1 em uma dimensão diferente, não só de habilidade técnica, mas também na maneira como podem enviar a mensagem correta da Fórmula 1”, falou. “Acho que eles vão gostar disso. Claro, é algo que não queremos que seja político, pois não é o nosso negócio, mas queremos promover os valores da sociedade”, alegou.

“Acho que os pilotos jovens têm um entendimento diferente e uma sensibilidade diferente nesse assunto. E acho que vamos nessa direção, pois é uma mensagem muito importante de que a Fórmula 1 tem sido e será no futuro, protagonista nesta área”, completou.

Apesar das boas intenções da luta antirracista e pró-diversidade, a F1 tem sido alvo de críticas por incluir a Arábia Saudita no calendário. A ditadura saudita tem um histórico de violações aos direitos humanos e segregação das mulheres, mas tem feito sucessivas tentativas de usar o esporte para melhorar sua imagem com a comunidade internacional.

Além disso, a ausência de uma postura mais firme em relação ao comportamento de Nikita Mazepin, que abusou de uma mulher e divulgou as imagens na rede social, também levantou questionamentos sobre o alcance e o empenho desta campanha de promoção de igualdade e diversidade.

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