Alonso vê “muito falatório” em análises sobre desempenho em retorno à F1 e pede tempo

Fernando Alonso reclamou pelo fato de a Fórmula 1 ter “muita mídia, muitos artigos” e disse que as análises sobre a sua performance, neste princípio de temporada, são precipitadas. O bicampeão reiterou que se vê no auge da forma e da pilotagem: “Melhor do que nunca”

Lewis Hamilton conquistou a vitória 97 na F1: assista aos melhores momentos do GP de Portugal de F1 (Foto: GRANDE PREMIO com Reuters)

Fernando Alonso está de volta à Fórmula 1 em 2021. E muito mais do que simplesmente o desafio de se acostumar novamente à rotina das viagens e corridas ao redor do mundo, o bicampeão sabe que tem de lidar também com uma cobertura muito mais maciça por parte da imprensa e os inevitáveis questionamentos. O espanhol de 39 anos entende que há “muito falatório” por parte da mídia a respeito das análises sobre seu trabalho neste princípio de temporada e que ainda é muito cedo para avaliar o desempenho neste regresso à Fórmula 1.

O fato é que Alonso, que foi ao Q3 no Bahrein, no fim de semana que marcou seu retorno à F1, deixou uma boa impressão na primeira prova do campeonato, mas a performance no GP da Emília-Romanha, três semanas depois, foi muito mais apagada. O espanhol somou 1 ponto em razão do décimo lugar depois que Kimi Räikkönen sofreu uma pesada punição de 30s. Em Portugal, Fernando voltou a cair no Q2 na classificação, mas fez uma corrida sólida e terminou em oitavo, seu melhor resultado desde que voltou ao Mundial.

Em entrevista coletiva concedida no fim de semana do GP de Portugal, Alonso lembrou que o começo de temporada tem sido de altos e baixos e, por isso, é precipitado, no seu entendimento, uma análise mais aprofundada sobre sua performance neste estágio do ano.

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Alonso criticou a abordagem da imprensa sobre sua performance neste retorno à F1 (Foto: Alpine)

“Ainda penso a mesma coisa, que estou num ponto da minha vida em que me sinto bem e que consigo pilotar melhor do que nunca. Mas isso não significa que você não vai encontrar dificuldades ao entrar numa nova aventura, ou, neste caso, um retorno”, disse.

“Ao mesmo tempo, tive um fim de semana em que não estive totalmente confortável, em Ímola. E o problema é que na F1 há muita mídia, muitos artigos e, infelizmente, houve duas semanas entre as corridas, porque se fosse logo de Ímola para Portimão, haveria muito menos falatório”, disparou.

Um dos pontos nevrálgicos deste começo de temporada é a adaptação dos pilotos que trocaram de equipe em 2021: casos de Sergio Pérez na Red Bull, Daniel Ricciardo na McLaren, Sebastian Vettel na Aston Martin e Carlos Sainz na Ferrari. Além de Alonso, que voltou à F1 depois de dois anos fora da categoria.

No entendimento de Alonso, foi uma coincidência que alguns dos tais pilotos não alcançaram boa performance em Ímola, como Pérez, Vettel e Ricciardo.

“Também foi uma coincidência que não apenas eu, mas alguns outros pilotos não estarem totalmente confiantes em Ímola. Alguns deles mudaram de equipe neste ano. E foi uma coincidência que gerou muito falatório. Mas, no geral, não estou pensando nisso, não dou muita importância para isso”, disse.

Ao ser perguntado se encontrou uma F1 mais difícil depois dos dois anos em que ficou longe da categoria, Alonso minimizou.

“Eu não tendo a concordar com isso. Fui o primeiro a admitir que não estava 100% em Ímola, que não me sentia confortável e provavelmente teria um desempenho inferior. Mas foi uma corrida, e uma corrida que, mesmo com aquele desempenho inferior, terminei 0s2 [nota da redação: na verdade, Alonso terminou 0s8 atrás de Esteban Ocon no GP da Emília-Romanha] atrás do meu companheiro de equipe. Então, sabe, não pode ser algo tão importante. No fim do ano, aí vamos conversar a respeito”, pediu.

“No fim do ano, se tiver um desempenho inferior em toda a temporada e se tudo for mais difícil que o esperado, aí talvez haja um ponto para realmente discutir e aprofundar as discussões de que está mais difícil do que antes ou algo do tipo. Mas, no Bahrein, estava feliz e com um desempenho acima. Em Ímola, ficou abaixo”, concluiu Alonso.

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