Alonso pede “mesmas regras para todos” e diz que confia na FIA em polêmica sobre motores

Fernando Alonso disse que vai aceitar qualquer que seja a decisão da FIA sobre a taxa de compressão das unidades de potência de 2026, mas afirmou que seria injusto começar a temporada atrás de uma equipe que "está explorando algo que não deveria ser explorado"

Fernando Alonso preferiu não entrar em muitos detalhes ao ser questionado sobre a polêmica envolvendo as unidades de potência da Mercedes para a temporada 2026, mas deixou claro que espera “mesmas regras e mesmas condições para todos” na Fórmula 1. Para isso, o espanhol afirmou que confia na Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para tomar a melhor decisão acerca do assunto.

O novo motor da principal categoria do automobilismo virou tema de debate antes mesmo do início oficial do certame, já que a escuderia liderada por Toto Wolff encontrou uma solução inteligente para ampliar o limite da taxa de compressão, reduzida de 18:1 para 16:1 no atual regulamento. Desta forma, os carros movidos pelo propulsor alemão podem ganhar até 15 cv a mais de potência — ou aproximadamente 0s3 por volta.

Para evitar que isso aconteça, FerrariAudiHonda e até mesmo a Red Bull, que inicialmente adotou uma postura neutra na situação, exigiram uma atitude por parte da FIA. Diretor de monopostos da entidade, Nikolas Tombazis defendeu mudanças nas regras e prometeu uma solução para o caso antes do GP da Austrália, etapa que abre a temporada no início de março. A Mercedes, por sua vez, ameaçou ir à justiça.

Em uma entrevista ao jornal Marca logo após o evento de apresentação do AMR26 da Aston Martin, Alonso optou por não se estender muito ao falar sobre o possível truque das Flechas de Prata em relação à taxa de compressão. “Sinceramente, não conheço os detalhes e não tenho certeza dos benefícios”, começou.

Fernando Alonso disse que confia na FIA para resolver polêmica da taxa de compressão (Foto: Aston Martin)

“Não sou um especialista no assunto e, portanto, confio na FIA para o controle e a supervisão, assim como confio na Honda e na Aramco (fornecedora de combustível) para ter um motor suficientemente competitivo”, acrescentou o bicampeão mundial, que admitiu que a busca por brechas no regulamento faz parte da natureza da F1.

“Obviamente, seria positivo ter as mesmas regras e as mesmas condições para todos. Não é positivo largar atrás de alguém que está explorando algo que não deveria ser explorado. Mas isso também é a F1, então é preciso entender que tudo o que acontece é controlado pela FIA e aceitar a decisão final”, encerrou.

Fórmula 1 retorna à pista de 11 a 13 de fevereiro, no Bahrein, para a primeira de duas baterias de testes coletivos da pré-temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades.

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