F1

FIA diz que halo foi criado para acidentes como de Hülkenberg e vê resgate “exatamente como deveria”

Diretor de provas da F1, Charlie Whiting saiu em defesa do procedimento de resgate de Nico Hükenberg e avaliou que tudo aconteceu como deveria. Dirigente destacou também que halo que projetado para situações como aquela
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Nico Hülkenberg capotou na primeira volta em Abu Dhabi (Foto: Reprodução/TV)
Diretor de provas da F1, Charlie Whiting ficou bastante satisfeito com o desfecho do acidente de Nico Hülkenberg em Abu Dhabi. Dirigente avaliou que halo cumpriu com seu papel e considerou que tudo “funcionou exatamente como deveria” no procedimento de resgate.
 
O alemão se envolveu em um acidente preocupante entre as curvas 8 e 9 ainda na primeira volta, quando capotou após tocar rodas com Romain Grosjean. A Renault #27 teve um princípio de incêndio após a capotagem, mas Hülkenberg escapou sem qualquer ferimento.
 
No momento do resgate, a equipe na pista tratou de desvirar o carro, o que permitiu que o #27 saísse sozinho do carro. A demora, no entanto, resultou em alguns questionamentos em relação ao halo.
Nico Hülkenberg capotou na primeira volta em Abu Dhabi (Foto: Reprodução/TV)
Whiting, porém, entende que o recurso de segurança não retardou a saída de Hülkenberg do carro, mas deu mais espaço ao germânico enquanto o carro estava virado.
 
“É bem claro que aquele é um tipo de acidente para qual o halo foi projetado para ajudar”, disse Whiting à publicação inglesa ‘Autosport’. “Ele dá mais espaço ao piloto quando o carro está de cabeça para baixo”, seguiu.
 
“Essa era uma das coisas que queríamos garantir que fosse possível [na fase de testes]”, explicou. “Quando você tem um acidente como aquele, o rádio do carro automaticamente roteado para o controle de corrida, então nós recebemos informação imediata. Os pilotos normalmente dizer ‘estou ok’ ou ‘estou bem’, e nós repassamos isso aos médicos a caminho do local. Aí eles levam o tempo necessário para colocar o carro do lado certo e retirá-lo”, apontou.
 
Questionado sobre as criticas, Whiting rebateu: “Nós sabíamos que ele estava ok e que não tínhamos nada para nos preocuparmos”.
 
“Então o procedimento naquelas circunstâncias é colocar o carro de volta no lugar, o que foi feito com cuidado, claro”, frisou. “Uma vez que o carro estava no lugar, ele conseguiu sair sozinho. Do que eu pude ver, foi tudo bem controlado e nosso comissário médico estava mais do que feliz com a maneira como tudo aconteceu. Tudo funcionou exatamente como deveria”, garantiu.