Foto: Massa e Maldonado se amparam na despedida final a Bianchi durante funeral em catedral na França‏

No adeus final a Jules Bianchi, Felipe Massa e Pastor Maldonado se apoiam e amparam no grande momento de tristeza também de suas carreiras. Os dois são apenas uma parte do grande número de pilotos presentes em Nice para honrar o último adeus ao companheiro morto na última sexta-feira

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A imagem é incrivelmente desoladora. Enquanto alguns religiosos rezam a missa do funeral de Jules Bianchi, nesta terça-feira (21), no lado de fora da catedral Sainte-Réparate, vários pilotos se misturam à família e amigos de Jules. No primeiro plano, enquanto o padre faz o sinal da cruz, Felipe Massa e Pastor Maldonado se amparam e se sustentam no momento mais triste da F1 moderna.
 
Em algum local ao seu lado ou atrás deles, Lewis Hamilton, Nico Rosberg, Sebastian Vettel, Nico Hülkenberg, Jenson Button, Daniel Ricciardo, Marcus Ericsson, Roberto Merhi, Jean-Éric Vergne, Esteban Gutiérrez e Adrian Sutil, todos prestam, também, as últimas homenagens ao corpo presente do amigo e colega morto.
 
Dois pôsteres imensos de Jules adornam o local. Fotos com ele de macacão, que o definem como a ligação que o uniu aos companheiros nas pistas da vida, bem como na despedida final: um piloto. À frente, o caixão com seu capacete.
Felipe Massa e Pastor Maldonado visivelmente emocionados na despedida a Jules Bianchi (Foto: AP)

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O acidente que vitimou Bianchi

Na volta 43 do GP do Japão do ano passado, Bianchi perdeu o controle na curva 7 e acertou em cheio o guindaste que tinha entrado na área de escape para remover o carro de Adrian Sutil, que tinha batido no giro anterior. Socorrido ainda na pista, Jules foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia de cerca de 4 horas. Um boletim médico divulgado pela Marussia dois dias depois da batida informou que o piloto de 25 anos sofreu uma lesão axonal difusa, que é uma lesão ampla e devastadora e que, em mais de 90% dos casos, deixa suas vítimas em coma definitivo.

 
Sete semanas após o acidente, Jules foi transferido para um hospital em Nice, na França, onde permaneceu inconsciente até o fim.
 
Após o acidente de Bianchi, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) reuniu uma comissão de notáveis para investigar o que aconteceu em Suzuka. Após o estudo, os especialistas concluíram que o piloto falhou ao não reduzir o suficiente a velocidade ao contornar a curva 7 e minimizaram a presença de um trator na área de escape sem que o carro de segurança fosse acionado.
 
O grupo, presidido por Peter Wright e que contava com mais nove pessoas, dentre elas o bicampeão Emerson Fittipaldi e os ex-dirigentes da Ferrari Ross Brawn e Stefano Domenicali, constatou que se Bianchi tivesse tirado o pé, não teria perdido o controle do carro. Também foi apontada uma falha nos sistemas de segurança da Marussia, embora ela não tenha sido determinante para o que ocorreu.
 
Como homenagem, a FIA decidiu aposentar o #17, o primeiro número a ser proibido no Mundial, que adotou numeração fixa para os pilotos no ano passado. Nem mesmo o #13, que é considerado um número de azar e foi banido de algumas competições meramente pelo fator de superstição, está barrado na F1 e é usado por Pastor Maldonado.
A medida adotada pela FIA não é incomum no esporte a motor. No Mundial de Motovelocidade, por exemplo, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) aposentou o #58 de Marco Simonecelli da MotoGP, como já tinha feito com o #74 de Daijiro Kato e o #48 de Shoya Tomizawa.

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